Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

Para o Sr. Tenente Coronel que comentou no post anterior.


"Sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, que o País estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando se chegar à altura de mandar."
António de Oliveira Salazar
Discurso de tomada de posse como Ministro das Finanças
27 de Abril de 1928

Foi assim que se iniciaram 48 anos de ditadura, tortura e obscurantismo e agora temos um Ministro da Finanças que parece ter aprendido pela mesma cartilha e um Primeiro-ministro que afirma que vai aplicar as suas ideias neoliberais "custe o que custar".

Nota: Chega isto Sr. Tenente-Coronel?

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

Militares avançam com acções judiciais contra o Governo .


Associações de oficiais, sargentos e praças das Forças Armadas contestam sobretudo os cortes salariais previstos no Orçamento do Estado para 2012.
Tribunal Constitucional mas não só. As associações socioprofissionais dos militares estão a preparar um conjunto de iniciativas judiciais contra algumas das medidas governamentais. Essa é a intenção da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), Associação Nacional de Sargentos (ANS) e Associação de Praças (AP) que contestam os cortes nos salários definidos no Orçamento do Estado (OE) para 2012. De acordo com Luís Reis, presidente da Associação de Praças, já houve uma reunião entre os departamentos jurídicos das três associações no sentido de "aquilatar as possibilidades" dessa iniciativa e preparar os argumentos jurídicos. O coronel Pereira Cracel, presidente da AOFA, justificou a opção de avançar para os tribunais como uma forma de "exercer pressão sobre o Tribunal Constitucional" para o forçar a tomar uma posição sobre a constitucionalidade do OE, cuja fiscalização foi requerida por deputados do PS e do BE.

Nota: Agora que vos "toca na pele" é que se queixam. E o resto do povo que vocês dizem defender? Sim... porque a grande maioria de vós veio "do povo"... que vocês abandonaram... Um dia a história há-de ser escrita...

Dispara... tudo!....

FESAP: "Trabalhadores não são peças que possam ser transferidas.


A Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) garante que não vai aceitar novas regras para a mobilidade geográfica “impostas unilateralmente pelo Governo”, porque os trabalhadores “não são peças ou máquinas que se transfiram de um lado para o outro”.

“Não digo que as coisas tenham que ficar como estão, mas temos que negociar e não podemos aceitar a mobilidade imposta unilateralmente pelo Governo, sob perigo de pormos em causa a vida de muitos trabalhadores”, disse à agência Lusa Jorge Nobre dos Santos, secretário coordenador da FESAP.

Para o dirigente sindical é impossível encarar-se a questão da mobilidade “de forma ligeira” e sublinhou que é preciso ter em conta que os casais não são unicamente compostos por funcionários públicos e que a transferência de um não é necessariamente acompanhada da transferência do outro elemento do casal.

“Os trabalhadores não são peças nem máquinas que se transfiram de um lado para o outro sem se criarem condições”, afirmou, lembrando que a mobilidade implica questões “estruturais” da sociedade portuguesa.

Nota: Quase só falta a "canga"...


Repetir muitas vezes a palavra crescimento não faz crescer nada.


Um deputado alemão de origem grega, Yiorgos Chatzimarkakis, militante do Partido Liberal incorporado na coligação Merkel, arranjou uma solução para a crise do euro. É uma ideia, como se diz agora, “out of the box”: a Grécia tem de mudar de nome.

Preocupado por o país onde nasceu ser continuamente vilipendiado pela opinião pública alemã, Yiorgos descobriu o “rebranding” simples. Para o greco-germânico Yiorgos, o nome “Grécia” está associado na cabeça de muitos europeus “a um sistema político morto pelo nepotismo e pelo clientelismo”. Numa entrevista ao diário alemão “Bild”, é assim que Yiorgos descreve a sua proposta revolucionária: “Para um honesto ‘new beginning’, a constituição grega deve ser escrita a partir do zero e o país deve passar a ser conhecido em todas as línguas como ‘Hellas’, porque precisa de uma nova imagem.”

Parece que os amigos de infância de Yiorgos não gostaram e interrogaram-se sobre se o agora alemão estaria a engrossar as hordas germânicas que querem expulsar a Grécia do euro. Ao “Athens News”, Yiorgos assegura a pureza dos seus princípios e a genuína fidelidade à pátria maternal. O que ele quer é assistir a um recomeço, com um novo sistema político e um novo nome que não recorde à população helénica as escravaturas passadas, como acontece com “Grécia” e “gregos”, nomes associados ao domínio romano e otomano. Para Yiorgos, os nomes que reflectem a glória passada e a independência são “Hellas” e “helenos”.

A história tem graça porque é o último e acabado exemplo da inanidade que atravessa a discussão sobre a Europa, a crise das dívidas soberanas, a sobrevivência do euro e o futuro da União. O “rebranding” bacoco não é um exclusivo do curioso Yiorgos – é a política oficial de Merkozy e de Bruxelas.

A mais recente acção de “rebranding” foi a introdução da palavra “crescimento” na agenda das cimeiras e nos discursos dos principais líderes. Agora que se tornou consensual que a política de austeridade e a paranóia do limite do défice conduzirão a uma recessão histórica na Europa (a coisa já é assumida por quase todos, incluindo o convertido FMI e as agências de rating que desqualificam agora tudo o que é europeu e mexe), Merkel, Durão e os outros passaram a dizer alto e a repetir muitas vezes a palavra “crescimento”.

Mas repetir muitas vezes a palavra “crescimento” não faz crescer nada. A tentativa de “rebranding” das políticas europeias através de um novo meme (e sem políticas que o permitam) é tão vazia e ridícula como substituir o nome de Grécia por Hellas para arranjar uma nova imagem. No fim seremos todos gregos. Ou helénicos, se preferir. (Ana Sá Lopes)

Nota: Portugal mudaria para Lusitânia, a Espanha para Hispania, França para Gália e por aí fora...

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Boneco do dia do KAOS.

Economia britânica e francesa sob vigilância da UE.


Reino Unido e França fazem parte da lista de 12 países europeus que serão alvo de uma análise detalhada à sua situação macroeconómica, revela um relatório da Comissão Europeia.
Os nomes foram conhecidos hoje, na sequência de um relatório sobre riscos sistémicos das economias da União Europeia (UE). Além do Reino Unido e da França, fazem parte desta lista três países que já foram considerados problemáticos: Espanha, Itália, Bélgica e Chipre. De acordo com uma notícia publicada pelo Financial Times, que teve acesso ao relatório, a lista também inclui os nomes da Finlândia e da Eslováquia, bem como de dois outros países que , tal como o Reino Unido, estão fora da zona euro: a Dinamarca e a Suécia. A sua inclusão neste relatório, que irá pôr em marcha uma análise detalhada à situação macroeconómica dos países com base nos défices comerciais e movimentos especulativos, por exemplo, indicia que a instabilidade económica na Europa poderá ter um efeito de contágio mais alargado. Há nomes na lista que já eram esperados, como é o caso da Hungria, que está actualmente e conversações com vista a receber ajuda financeira externa. A Bulgária remata o rol de 12 países que serão alvo de escrutínio por parte da Comissão Europeia.

Nota: Efeito dominó...