quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Passos Coelho precisa de Sonotone.


Aparelhos "Sonotone"



Let's make money


Trecho - Documentário "Let's make money" - Ex-assassino económico John Perkins.

Nota: Muita gente já sabe que é assim. Para os mais "reticentes" aqui fica o testemunho...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Tudo isto é fado...

Aumento do IVA na alimentação e bebidas vai encerrar 21 mil empresas.

O aumento do IVA no sector da alimentação e bebidas de 13 para 23 por cento irá levar ao encerramento de 21.000 empresas e à perda de 47.000 postos de trabalho, disse hoje a associação do sector.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) afirmou hoje, em conferência de imprensa em Lisboa, que este aumento irá trazer “uma significativa diminuição das receitas fiscais, causando o efeito inverso desejado pelo governo”.

O secretário-geral da AHRESP, José Manuel Esteves, prognosticou que o Estado, com a tributação do IVA a 23 por cento, “irá perder mais de 700 milhões de euros” e explicou: “Haverá aumento do desemprego, logo mais pessoas a recorrerem ao respectivo subsídio, acrescidos encargos para a Segurança Social, além da significativa diminuição das receitas fiscais”.

O responsável prometeu que a AHRESP irá “monitorizar” a situação e explicou que em termos fiscais a maior receita do Estado surge da empregabilidade (82,6 por cento) enquanto do IVA arrecada 14,9 por cento.

A AHRESP referiu ainda que o sector do turismo, “um dos mais dinamizadores da economia nacional, irá ser fortemente, prejudicado ao colocar Portugal no top cinco dos países da zona euro com mais elevada taxa de IVA no sector da alimentação e bebidas”.

O presidente da Associação, Mário Pereira Gonçalves, afirmou que esta é “uma inacreditável ameaça” que corresponde “a um aumento directo de IVA de 77 por cento”.

O responsável referiu ainda que este aumento “será um incentivo à economia paralela e à evasão fiscal”.

Segundo Mário Pereira Gonçalves, tal só se justifica pela “inexperiência, cegueira e imprevidência do governo”.

A AHRESP avaliou que Portugal, no turismo, irá perder face a concorrentes como Espanha e França que praticam, respectivamente, taxas de IVA de oito e sete por cento.

“A Irlanda, também intervencionada pelo FMI, desceu o IVA para a taxa média de nove por cento”, afirmou.

“Os portugueses vão pensar em ir passar férias à vizinha Espanha, pois fica mais barato”, disse José Manuel Esteves.

Segundo aquele responsável, o sector da restauração é responsável de 45,4 por cento do total da Conta Satélite do Turismo, seguindo-se o alojamento com 18,7 por cento, e em muito lugar estão os serviços 0,6 por cento.

A maioria parlamentar, constituída pelo PSD e pelo CDS, aprovou hoje o aumento do IVA na restauração, entre muitos outros produtos, que deixa de estar sujeito a uma taxa de 13 por cento, passando para 23 por cento, com votos contra de toda a oposição.

Nota: mais uma das medidas "troikanas"...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

OCDE antecipa a pior recessão e desemprego para Portugal em 2012 .


No seu Economic Outlook (relatório sobre perspectivas económicas), hoje divulgado, a Organização para a Cooperação e do Desenvolvimento Económico (OCDE) antecipa a pior recessão para Portugal. Em 2012, a economia nacional deverá recuar 3,2%, mais do que os 3% admitidos pelo Governo e pela troika. A taxa de desemprego prevista pela OCDE para 2012 é, também, pior do que estima o Governo e a troika. A organização projecta que o número de pessoas desempregadas atinja, no próximo ano, os 13,8% da população activa, enquanto o Governo aponta para 13,4% e a Comissão Europeia (CE) para 13,6%. Do mesmo modo, em 2013, a OCDE prevê que o desemprego volte a aumentar, para um máximo histórico de 14,2%, enquanto Bruxelas admite uma subida ligeira para os 13,7%. Quanto ao Governo, antecipa que, dentro de dois anos, a taxa de desemprego já esteja a descer, fixando-se nos 13%.

imagem retirada do blog: WeHaveKaosInTheGarden

domingo, 27 de novembro de 2011

O fado já é património mundial.


A UNESCO aprovou hoje o fado como património imaterial da humanidade. "A mais popular das canções urbanas" portuguesas, como descrevia a candidatura, agora é um tesouro do mundo.

Nota: Fado deu-nos uma alegria. Mas que paradoxo este!...

FMI prepara plano de auxílio à Itália até 600 mil milhões de euros.


O Fundo Monetário Internacional preparou um plano de ajuda até 600 mil milhões de euros para a Itália caso a crise da dívida deste país se agrave, revela, este domingo, o jornal italiano La Stampa, citando os responsáveis do FMI.

NOTA: Eles comem tudo... eles comem tudo e não deixam nada.

sábado, 26 de novembro de 2011

O nascimento de um exército de excluídos.


"O preço a pagar pelo equilíbrio das contas não pode ser a miséria absoluta e o nascimento de um exército de excluídos; e sê-lo-á se não houver crescimento económico.
"O preço a pagar pelo equilíbrio das contas não pode ser a miséria absoluta e o nascimento de um exército de excluídos; e sê-lo-á se não houver crescimento económico. Não podemos pactuar com uma cultura de prudência em relação ao risco, que valoriza mais os prudentes e defensivos, e não aqueles que pretendem ir mais além."

Não, não é de nenhum megafónico líder sindical a expressão síntese desta citação, nem tão pouco saiu de um qualquer sempre esfumegante discurso de extrema-esquerda. A expressão "exército de excluídos" é do número 655 da lista dos milionários da revista "Forbes", fundador e líder do Grupo Sonae, com uma fortuna avaliada em mais de mil milhões de euros, Belmiro de Azevedo.

NOTA: Até o homem diz isso... vejam lá!...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

E vai ao fundo sim senhor!...




Portugal vai pagar 34.400 milhões de juros à troika


Portugal vai pagar à troika, composta pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, um montante em juros que equivale a quase metade do dinheiro que o país pode receber ao abrigo dos empréstimos do programa de assistência financeira.

Nota: Que ricos amigos da onça que nós temos!...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Transportes Beleza


Enquanto a Carris ameaça acabar com a carreira 76, a única que serve a freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, onde moram milhares de cidadãos e existe a Faculdade de Motricidade Humana, um Centro de Saúde, o Aquário Vasco da Gama e o Estádio Nacional, Leonor Beleza, destacada militante do PSD consegue uma carreira da Carris exclusiva entre a estação de Algés e a Fundação Champalimaud - Esta carreira actualmente anda sempre sem passageiros.

Bairro do Aleixo já está a ser demolido para dar vez a casas de luxo.


Depois do barulho dos conflitos políticos e sociais, o Bairro do Aleixo, no Porto, começou a ser demolido, quase em silêncio, há já uns dias. A torre 5 foi esvaziada e está a ser esventrada e já só metade dos andares têm inquilinos na vizinha torre 4.
O bairro começa a desaparecer, para dar lugar a um condomínio de luxo. Uma operação em que participa Vítor Raposo, parceiro de negócios de Duarte Lima e do filho, suspeito de fraude. No Aleixo, o trabalho das máquinas de demolição já entrou na rotina de quem ainda lá mora.

Nota: Mas alguém consegue explicar isto?
Ou se calhar devia dizer: "Está tudo explicado..."

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Os nossos vizinhos estão a ir pelo mesmo caminho...


Secretária-geral do PP, partido que ganhou as eleições legislativas em Espanha, diz que o país precisa de um acordo, ao nível da Zona Euro, para garantir a solvência da sua dívida .
Espanha precisa de um acordo, entre todos os países do euro, para “salvar e garantir a solvência da sua dívida”. Quem o afirma é Maria Dolores de Cospedal, secretária-geral do Partido Popular (PP), que venceu as eleições legislativas em Espanha, no passado domingo.

“Espanha não pode continuar a financiar-se com juros de 7%”, defendeu ontem à noite Maria Dolores Cospedal, depois de uma reunião do partido, em Madrid. “Um acordo sobre uma estratégia operacional conjunta para combater a dívida soberana tem de partir das instituições europeias”.

De acordo com a secretária-geral do partido, o líder do PP, Mariano Rajoy, terá falado com Angela Merkel durante o dia de ontem e ter-lhe-á dito que “os países que cumprem as suas obrigações e responsabilidades devem ser auxiliados pelas instituições europeias”.

Segundo informações de um membro do partido, que não quis ser identificado, o PP pretende que a Europa desenvolva todos os seus instrumentos de resgate, de forma a poder comprar dívida espanhola, em vez do Banco Central Europeu.

Eles aí estão de novo...


Estudantes iranianos manifestam apoio ao programa nuclear do país e protestam contra Washington (AFP/Arquivo)

O Governo russo criticou veementemente o novo pacote de sanções contra o Irão adoptado pelos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá considerando “inaceitáveis” aquelas medidas – que visam isolar o regime de Teerão do sistema financeiro internacional e condicionar a indústria petroquímica do país.

Em tom duro, o ministério russo dos Negócios Estrangeiros avalia que estas novas sanções vão mesmo “pôr seriamente em risco” uma possível retoma das negociações com o Irão sobre o seu controverso programa nuclear – que o Ocidente teme que se destine à construção de armamento atómico. Teerão argumenta que tem apenas por objectivo a produção de energia e a investigação médica.

“Voltamos a sublinhar que a Federação Russa considera estas medidas extraterritoriais inaceitáveis e contraditórias da lei internacional”, indicou um porta-voz do ministério, Alexander Lukashevich, reiterando a oposição há muito assumida pela Rússia às sanções que são aprovadas fora do Conselho de Segurança das Nações Unidas, no qual Moscovo tem poder de veto.

A Rússia deu na semana passada sinais de acordo a um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica, organismo da ONU, onde eram expressas as preocupações crescentes da comunidade internacional sobre o programa nuclear iraniano. Mas, sublinhou Lukashevich, Moscovo tem uma visão “completamente diferente” do Ocidente sobre como conquistar a cooperação de Teerão neste dossier.

Ontem, os Estados Unidos declararam o Irão uma zona “principal de lavagem de dinheiro” – medida que visa dissuadir os bancos não norte-americanos de negociarem com o regime de Teerão – e fizeram entrar na “lista negra” mais 11 entidades consideradas suspeitas de ajudarem ao desenvolvimento das ambições atómicas do Irão.

Ao longo do mesmo dia, também o Reino Unido anunciou que o país cortou os laços com os bancos iranianos, o que se traduz numa interdição de todas as instituições financeiras e de crédito negociarem com bancos iranianos. E o Canadá, por seu lado, proibiu as exportações para as indústrias iranianas do gás e do petróleo, não aplicável porém a contratos firmados antes desta terça-feira.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Advogados e professores já pedem ajuda à Cáritas


Cáritas do Porto tem de comprar alimentos para conseguir suprir as necessidades das mais de 500 famílias a quem entrega cabazes. No espaço de um ano, os pedidos de ajuda triplicaram.

Veja o vídeo em:

http://www.jn.pt/multimedia/video.aspx?content_id=2134002

domingo, 20 de novembro de 2011

Inflação. Evolução nos preços imposta pelo Estado mata consumo


Aumentos nos transportes e na luz fizeram preços disparar como há 20 anos não se via. Mas há 20 anos o PIB estava em expansão.
A evolução dos preços em Portugal este ano está a asfixiar o consumo privado quando estes dados começaram a ser compilados. Segundo as estatísticas do Banco de Portugal, o consumo das famílias recuou 3,9% em Outubro, elevando para 11 os meses de quebra consecutiva no consumo privado.
A culpa é da forte contracção que o rendimento disponível dos portugueses está a sofrer: quer por via de aumentos de impostos e de cortes salariais quer através do aumento de preços. Aliás, e segundo as estatísticas do banco central, o aumento do custo dos transportes e da luz, ditados pelas decisões do governo PSD/ CDS, atingiram este ano níveis sem precedentes nas últimas duas décadas.

Nota: E eles continuam. Resta saber até quando...

sábado, 19 de novembro de 2011

Miguel Relvas colaborou com empresa do BPN antes da nacionalização

A ponta do icebergue


Antes da nacionalização, o então deputado Miguel Relvas intermediou para o Banco Efisa, do grupo BPN, um negócio da ordem de 500 milhões de dólares, que envolveu o município do Rio de Janeiro. Abdool Vakil, ex-presidente do Efisa, confirmou ao PÚBLICO que Relvas, na altura membro da bancada parlamentar do PSD, o ajudou "a abrir portas no Brasil", mas o actual ministro explica que a sua colaboração ocorreu sempre "no quadro" da Kapakonsult, onde era administrador, e que teve um único cliente: o banco de negócios do BPN - Efisa.

Nota:
Veja lá Sr. Ministro que os portugueses... ainda acreditam no Pai Natal... não se preocupe!

Estudo de opinião (encomendada... digo eu...)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Risco de Espanha continua a aumentar e já ultrapassou o de Itália


O risco da dívida espanhola, medido pelo diferencial face aos títulos alemães a 10 anos, ultrapassou hoje o da dívida italiana, marcando um novo máximo histórico de 525 pontos base.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Com o rendimento dos títulos espanhóis a 10 anos a atingir os 6,887 por cento, analistas destacam o facto dos mercados terem ?limpo' a diferença que existia face aos títulos italianos, chegando a ultrapassá-los.

Duas horas depois da abertura dos mercados secundários da dívida, o risco de Espanha tinha subido 20 pontos, para 525, ultrapassando os 503 pontos base que registava a dívida italiana.

Já na quinta-feira o risco espanhol ultrapassou os 500 pontos base, tendo baixado para fechar em cerca de 460 devido a compras do BCE.

A tensão evidenciou-se no leilão de quinta-feira em que o Tesouro espanhol colocou títulos a 10 anos ao valor mais elevado de sempre, uma taxa de juro de mais de 7 por cento.

OE 2012. Portugueses dizem que austeridade é necessária


Os portugueses consideram que as medidas previstas no Orçamento do Estado para o próximo ano (OE2012) agravam a sua situação financeira, mas reconhecem a razoabilidade das mesmas face à atual situação do país.

Esta é uma das conclusões do estudo de mercado da Deloitte "Orçamento do Estado 2012 -- A importância de saber", a que a Lusa teve acesso, e sublinhada por Miguel Leónidas Rocha, que destaca a "clarividência dos inquiridos".

"Nota-se que há alguma compreensão por estas medidas e creio que as pessoas estão sensíveis, conscientes do problema e da situação económica do país, bem como da necessidade de se adotar medidas e estão até disponíveis para ajudar, através dos sacrifícios pessoais, na resolução do problema", disse à Lusa o 'partner' da Divisão de Consultoria Fiscal da Deloitte em Portugal.

Nota:

Só por curiosidade a "Deloitte" é americana e os portugueses são todos "clarividentes"...

Com certeza que isto só pode ser anedota!...

Aliás olha-se para a imagem e vê-se logo que são todos "portugueses e estão todos contentes com a austeridade"... Por favor tenham dó...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Agora percebem porquê? Ou será preciso fazer um desenho?

A subida das taxas de juro das dívidas dos países do Sul da Europa tem sido acompanhada, simultaneamente, pela descida das taxas de juro da dívida alemã. A Alemanha já terá lucrado nos últimos dois anos cerca de 9.000 milhões de euros.

Segundo as estimativas que o economista Carsten Brzeski do banco ING na Bélgica fez para o site euobserver.com, a Alemanha terá lucrado 9.000 milhões de euros com a crise das dívidas soberanas, que a par da subida das taxas de juro dos países mais endividados levou à descida das taxas de juro alemãs.

“Desde o início, a economia alemã foi uma das beneficiárias da crise das dívidas soberanas. De facto, o governo alemão pode financiar-se quase gratuitamente nos mercados”, declarou Carsten Brzeski ao euobserver.com.

O site fr.myeurop.info sublinha que, nomeadamente desde maio passado, nos mercados das dívidas soberanas está a funcionar uma espécie de fenómeno de “vasos comunicantes”: à medida que os “investidores” fogem da dívida grega e italiana (e, em certa medida da francesa) “compram massivamente” dívida alemã, levando à descida da taxa de juro desta.

Não resisti...

Não resisti a colocar este "boneco" do blog: WeHaveKaosInTheGarden"

O senhor que se segue...


Espanha pagou quase 7% para se endividar a dez anos


A Espanha pagou hoje um juro médio de quase 7% para se endividar em 3,6 mil milhões de euros nos mercados pelo prazo de dez anos, uma taxa recorde desde que existe o euro e já num nível incomportável a prazo.

Como eles se amam...





quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Vejam, oiçam e meditem!...


Entrevista da RT a Nigel Farage, deputado europeu britânico, onde este fala da inevitabilidade da falência e saída do euro da Grécia, Portugal e Irlanda; do resgate dos bancos; do plano de criação dos Estados Unidos da Europa e da entrada da Sérvia na Zona Euro.

Quase 700 mil pessoas estão sem emprego em Portugal


A taxa de desemprego subiu no terceiro trimestre para os 12,4%, face aos 12,1% observados no trimestre anterior, com o número de desempregados a aproximar-se dos 700 mil, divulgou o Instituto Nacional de Estatística, esta quarta-feira.

Nota:

Srs. Ministros! Acham que é assim que vão acabar com a crise e com o desemprego? Todos vós deixaram o "Poder Económico" sobrepor-se ao "Poder Político". Porque estão de "barriga cheia", cartões de crédito no bolso, carros à conta do "erário público" e outros que tais. A história há-de-se encarregar de vos "fazer justiça". Ainda que a impunidade grasse "a torto e a direito"... Tenham vergonha na cara!...

Troika e Governo forçam PS a desistir de salvar 1 subsídio


"Intransigência" de Passos sobre a folga no Orçamento convence Seguro a estudar alternativas. 'Troika' foi ao Parlamento acenar com ajustamentos para a banca

Numa reunião à porta fechada no Parlamento, os representantes do FMI, do BCE e da Comissão Europeia deram o aval ao corte nos subsídios de Natal e de férias e puseram um ponto final na discussão sobre a folga do Orçamento do Estado.

O PS admite que já começou a estudar propostas alternativas à devolução do 13.º mês, para distribuir melhor os sacrifícios. Na mesa está a ideia de subir o valor dos salários dos funcionários públicos e das pensões dos reformados a partir do qual começam os cortes.

Na primeira reunião com António José Seguro, a troika disse ainda "não" ao adiamento do prazo para o défice. Mas reconheceu a alteração das circunstâncias externas e deu a sua "concordância" à necessidade de rever as condições de financiamento da economia. Os ajustamentos dirão, sobretudo, respeito aos bancos.

Nota:

Roubam-nos à força toda... com a concordância de quem diz "defender" o povo. Todos vocês hão-de ser "julgados e condenados" por tudo o que (não) tem feito.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Fotos da Manifestação de 12/Nov - Função Pública







17 novas famílias por dia pedem ajuda para comer


A Cáritas está a ficar sem capacidade para responder ao crescente número de pedidos.

O aumento do desemprego, a perda de subsídios, a subida das rendas de habitação e a precariedade laboral são as principais razões que colocam cada vez mais portugueses em dificuldade e a necessitar do apoio de instituições de solidariedade social.

Segundo os dados só da Cáritas Portuguesa, desde o início do ano já foram ajuda- dos mais de 28 mil agregados familiares, correspondentes a 66 525 pessoas. No mesmo período foram recebidas inscrições de 4645 novas famílias (média de 516 por mês), equivalentes a 12 535 novas pessoas apoiadas (1392 por mês). E, no terreno, constata-se que o perfil daqueles que pedem apoio está a mudar rapidamente.

Nota: E Ainda a procissão vai no adro...

sábado, 12 de novembro de 2011

Milhares marcham em Lisboa contra medidas do Governo


A manifestação foi marcada pelas três estruturas sindicais da função pública, mas muitos outros sindicatos juntaram-se à jornada de protesto.
O congelamento salarial de 2010, o corte médio de 5% deste ano, os cortes dos subsídios de férias e de Natal, a colocação de trabalhadores em mobilidade especial e as regras de aposentação são os principais motivos do protesto.
Bandeiras de várias cores, balões e cartazes contra o Executivo de Passos Coelho marcam a manifestação. “Juventude diz não à exploração”, “Queremos trabalho com direitos” e “Contra a ofensiva do Governo”, são algumas das frases que se podem ler nos cartazes.
A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública (CGTP), a Frente Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado decidiram unir-se no protesto e sair para a rua em conjunto, como não acontecia há vários anos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mais de 85% dos portugueses foram afectados pela crise


Mais de 85% dos portugueses estão a sentir o efeito da crise económica, dos quais metade com um impacto "muito significativo", revela hoje o eurobarómetro "Os europeus e a crise", encomendado pelo Parlamento Europeu.

Quase metade (45%) dos cidadãos da União Europeia (UE) a 27 conhece alguém que perdeu o emprego devido à crise. Em Portugal, 38% dos inquiridos disse conhecer pessoas que ficaram desempregadas como consequência direta da crise.

Mais de um quinto dos europeus afirma ter um familiar que perdeu o emprego. Em Portugal, esta percentagem sobe para 28 %. Mas, em 18% dos casos a perda do emprego aconteceu com os próprios ou com o parceiro (na UE a 27 é de 12 por cento).

O estudo adianta que cerca de dois terços dos inquiridos consideram que "a crise vai durar muitos anos" e ninguém concorda com a ideia que Portugal "já está a regressar ao crescimento", contrariamente ao que acham 8% dos europeus.

Nota:

E mesmo assim as "Centrais Sindicais" ainda andam a negociar. Melhor dizendo... andam a fingir que negoceiam. A isto se chama: "Contra-Revolução"...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Otelo admite novo golpe militar em Portugal


Otelo diz que os militares devem reagir se forem ultrapassados os limites
(Rui Gaudêncio)


"Para mim, a manifestação dos militares deve ser, ultrapassados os limites, fazer uma operação militar e derrubar o Governo", defendeu Otelo, em entrevista à Agência Lusa, num comentário à “manifestação da família militar”, no sábado, em Lisboa.

“Não gosto de militares fardados a manifestarem-se na rua. Os militares têm um poder e uma força e não é em manifestações colectivas que devem pedir e exigir coisas”, disse.

Mas diz compreender as suas razões e considera que as mesmas podem conduzir a “um novo 25 de Abril”.

“Os militares têm a tendência para estabelecer um determinado limite à actuação da classe política”. Esse limite, considerou, foi ultrapassado em 1974 e culminou com a “revolução dos cravos".

Hoje, Portugal está “a atingir o limite”, disse, corroborando o que há seis meses dissera à Lusa: “Se soubesse o que sei hoje não teria possivelmente feito o 25 de Abril”.

O coronel na reserva acredita que há condições para os militares tomarem o poder e vai mais longe: “bastam 800 homens”.

Em comparação com o golpe de 1974 – do qual afirma ser um “orgulhoso protagonista” –, Otelo considera que um próximo seria até mais fácil, pois “há menos quartéis, logo menos hipóteses de existirem inimigos” da revolução.

Questionado sobre a real possibilidade dos militares tomarem o poder, como há 37 anos, Otelo responde peremptório: “Não tenho dúvida nenhuma que sim”.

“Os militares têm sempre essa capacidade, porque têm armas. É o último bastião do poder instituído”, afirmou.

“Estou convicto que, em qualquer altura, se os militares estiverem dispostos a isso, podem avançar sempre para uma tomada de poder”, adiantou.

O estratega do golpe do 25 de Abril faz uma análise crítica dos últimos 37 anos: “Se eu adivinhasse que o país ia gerar uma classe política igual à que está no poder, e que está a passar a certidão de óbito ao 25 de abril, eu não teria assumido a responsabilidade de dar essa alvorada de esperança ao povo”.

“Estabelecemos com o povo português um compromisso muito forte que era o de criar condições para um acesso a nível cultural, social e económico de um povo que tinha vivido 48 anos debaixo de ditadura”, acrescentou.

“Assumimos esse compromisso, não o cumprimos e não o estamos a cumprir porque entregámos o poder a uma classe política que, desde o 25 de Abril, tem vindo a piorar”, afirmou.

Otelo considera mesmo que, à medida que o tempo corre, tem-se registado “um retrocesso enorme”.

“Gozamos da liberdade de reunião, de manifestação e de expressão, mas começa a haver um caminho para trás”, frisou.

Para Otelo Saraiva de Carvalho, a revolução “está agonizante” e há quem disso beneficie.

“A classe política – sobretudo o que podemos abstractamente chamar de direita – está a retomar subtilmente tudo aquilo que eram as suas prerrogativas antes do 25 de Abril e a passar a certidão de óbito" à revolução.

“A minha mágoa é essa”, adiantou, sem esconder o pessimismo em relação ao futuro: “Perdemos o compasso da história”.

As associações sócio-profissionais de militares têm marcada para sábado uma concentração nacional em protesto contra as "medidas duríssimas" apresentadas pelo Governo na proposta do Orçamento para 2012, nomeadamente a redução de remunerações e pensões, cortes nos subsídios de férias e de Natal e o aumento generalizado dos impostos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Tectos salariais são "convite à mediocridade"


O presidente do grupo Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, disse que estabelecer tectos salariais aos gestores públicos é "pedir aos incompetentes para ocuparem os cargos", considerando ser "um convite à mediocridade".

"Um presidente da Caixa Geral de Depósitos a ganhar cinco mil euros é um convite à mediocridade e um convite a outros esquemas que existem em Portugal há muitos anos", afirmou Alexandre Soares dos Santos no jantar debate promovido, na terça-feira, pela Associação Portuguesa de Gestão e Engenharia Industrial (APGEI), no Porto.

Questionado por um empresário sobre o sistema remuneratório dos gestores públicos, o empresário admitiu não perceber a decisão de os dirigentes de empresas públicas terem os salários indexados ao do Presidente da República: "Não percebo a decisão de se ter que ganhar menos que o Presidente da República, porque o Presidente da República não faz nada".

Nota:

Sr. Alexandre Soares dos Santos! Com tantos gerentes a ganharem bem mais do que o Presidente da República não tenho visto, ao longo destes anos que já passaram, que o país esteja melhor.

Na sua opinião é um convite à mediocricidade. Pelo que me é dado observar a mediocricidade continua... apesar de auferirem ordenados "bem chorudos". Ou não é isto verdade? (estou a falar na generalidade e não num ou outro caso que foge à regra...).


Os "piratas do ar" portugueses que fizeram tremer Salazar


Cinquenta anos depois do desvio de um avião que visava derrubar Salazar, alguns destes "piratas do ar" reúnem-se para assinalar a efeméride e tentar impedir que a sociedade esqueça a sua luta contra a ditadura.

O célebre desvio do Super-Constellation da TAP 'Mouzinho de Albuquerque' foi feito por meia dúzia de "resistentes", para quem era preciso fazer algo "em grande" que abrisse caminho à liberdade que não existia com Salazar no poder, como contaram à Lusa alguns dos autores do golpe.

Meio século depois, a iniciativa de tentar impedir que este episódio da história portuguesa seja esquecido é da Associação Promotora do Livre Pensamento (APLP).

O presidente da APLP, Luís Vaz, explicou à Agência Lusa os propósitos deste encontro, que decorrerá quinta-feira num restaurante em Lisboa: "Passar à juventude uma mensagem pedagógica sobre a importância deste acontecimento histórico".

"Sendo a APLP uma associação que pretende manter a memória viva sobre os acontecimentos históricos, não podíamos deixar de recordar este episódio e inseri-lo no contexto da luta anti-fascista", disse o historiador, autor de vários livros sobre o anti-fascista Hermínio da Palma Inácio.

O desvio foi protagonizado por Hermínio da Palma Inácio, um resistente que na altura era conhecido e perseguido pela polícia política.

Com ele alinharam Camilo Mortágua, João José Martins, Amândio Silva, Maria Helena Vidal e Fernando da Costa Vasconcelos.

Os "piratas do ar" embarcaram em Casablanca no avião, que fazia a rota Lisboa-Tanger-Casablanca-Lisboa, e obrigaram o comandante a sobrevoar Lisboa e outras cidades a baixa altitude para lançarem panfletos contra o regime de Salazar.

Os revolucionários regressaram a Marrocos, tendo posteriormente seguido para o Brasil.

Em Portugal, o regime acumulava mais esta fenda, a qual se seguiu ao desvio do paquete Santa Maria, que tinha ocorrido em janeiro desse ano.

"Este é um acontecimento que marca o início do fim do regime", explicou Luís Vaz, considerando que a sua lembrança é uma forma de mostrar à juventude que, "mesmo sem emprego e numa ditadura económica, é possível ter energias para o combate".

Para o historiador, hoje em dia "não há uma ditadura, mas sim ditaduras psicológicas".

"A juventude é criativa e vai saber atuar, não nestes moldes, mas saberá como resistir", disse.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Senhor que se segue!...


Os juros a 10 anos da dívida pública italiana atingiram, esta terça-feira, 6,73 %, um novo recorde desde a criação do euro, noticiou a agência francesa AFP.

As taxas de juro dos títulos de Itália a 10 anos passaram o limiar simbólico dos 6% no dia 28 de Outubro e na sexta-feira passada (em plena cimeira do G20) atingiram 6,4%, um nível considerado insuportável para o país, que tem de fazer frente a uma dívida de 1900 milhões de euros (correspondente a 120% do Produto Interno Bruto).

A Itália tem até ao final desta semana para responder às questões colocadas pelo Eurogrupo sobre as reformas que o país se comprometeu a fazer para conter a dívida soberana.

Nota:

Estes senhores andam a brincar com o fogo!...

Presidente israelita diz que "opção militar" contra instalações nucleares do Irão está "próxima"


O Presidente de Israel, Shimon Peres, disse que a "opção militar" para impedir que o Irão obtenha armas nucleares está "próxima".

O anuncio foi feito em concertação com os Estados Unidos, onde um alto reponsável militar em Washington disse à Reuters, na sexta-feira à noite e sob anonimato, que o Irão é, neste momento, a maior ameaça dos Estados Unidos da América.

A mesma fonte especificou que os EUA não têm a intenção de atacar o Irão. Acrescentou não saber se Israel irá avisar Washington caso decida tomar o assunto nas suas mãos e resolver o problema, e advertiu que uma operação deste género será difícil de pôr em prática, uma vez que as defesas aéreas do Irão são "topo de gama".

Já Peres, ao ser entrevistado pela estação de televisão Chanel 2, e questionado sobre a possibilidade de se estar a delinear uma acção armada contra as instalações nucleares iranianas, em vez de uma solução diplomática, disse: "Penso que sim. E creio que os serviços secretos de todos estes países estão a ouvir os ponteiros do relógio a fazer tique-taque, advertindo os líderes de que não sobra muito mais tempo".

A tensão cresce, pois, no Médio Oriente, quando se está a escassos dias de as Nações Unidas divulgarem o seu relatório sobre o nuclear que, apurou a Reuters, irá sustentar a tese de que o Irão está a construir um grande contentor de aço para realizar testes com explosivos de grande potência e que pode ser usado para testar armas nucleares.

A Agência Internacional de Energia Atómica (da ONU) obteve imagens de satélite desse contentor em Parchin, perto de Teerão, assim como outras provas de que o recinto se destina a testes nucleares.

Nota:
Eles já se estão a preparar...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A Néspera!...


Não sejam como as nésperas...

domingo, 6 de novembro de 2011

No Pasaran!

Aumento do IVA em produtos primários vai diminuir rendimento das famílias em 2012


As alterações nos impostos que o Governo pretende introduzir através da proposta de Orçamento do Estado para 2012 são muitas e todas vão afectar o rendimento das famílias, mas o seu efeito irá fazer-se sentir de forma diferente ao longo do ano e algumas só se sentirão mesmo em 2013.

Mas os efeitos de um dos impostos que será agravado far-se-ão se sentir imediatamente: o aumento do IVA sobre várias categorias de produtos (que passam de taxas mais reduzidas para mais elevadas), em produtos simples como a batata.

Para Miguel Leónidas Rocha esta mudança irá traduzir-se nas famílias como "uma redução do rendimento disponível por via do consumo", até porque incide nalguns casos em consumos primários.

"Esta medida é de efeito imediato, porque, por exemplo, a não actualização dos escalões de IRS e os limites das deduções de despesas só se farão sentir em maio de 2013. Em maio de 2012 [após a entrega das declarações de IRS] iremos sentir os benefícios que foram cortados através do Orçamento do Estado para 2011", explica Miguel Leónidas Rocha.

Sendo o IVA o imposto que mais receita dá ao Estado e cuja forma de cobrar é mais simples, estas mudanças trarão uma receita muito elevada, explica ainda. Na proposta de Orçamento do Estado para 2012 o Estado prevê encaixar de acréscimo de receita com estas mudanças 2.044 milhões de euros, a maior contribuição de uma medida individual para a consolidação e uma receita superior à conseguida com os cortes nos 13º e 14º meses dos trabalhadores das Administrações Públicas e empresas públicas.

Nota: Por isso mesmo não queremos este Orçamento. Por isso mesmo todos os povos da Europa se devem unir para derrubar estes politicos corruptos que pactuam com "o monstro do capital". Estamos assim porque eles permitiram. Não há democracia que legitimite atitudes como estas. Estamos assim não porque queremos mas sim por vontade (ou falta dela) deles. Por isso temos de dizer: "No pasaran!..."

sábado, 5 de novembro de 2011

Vemo-nos gregos!...


Esta expressão popular, utilizada para caracterizar contextos em que alguém (individual ou colectivamente) sofre grandes percalços, ou sente enormes dificuldades em resolver um problema ou uma situação concreta, tem hoje, infelizmente, uma enorme acuidade no dia-a-dia da vida dos portugueses, que se "vêem gregos" para fazer face ao desemprego, ao aumento da exploração, a orçamentos familiares de miséria, a injustiças gritantes.

Vemo-nos gregos quando observamos que as desastrosas políticas europeias e de outros poderes internacionais dominantes se aplicam em Portugal, na Grécia e noutros países, tolhendo o nosso desenvolvimento, enfraquecendo a democracia e pondo em causa a nossa soberania.

Portugal, como a Grécia, tem a sua soberania crescentemente posta em causa, nomeadamente: i) pela actuação de estruturas e organizações do poder financeiro (agências de rating e outras) que subjugam impunemente os povos e os exploram de diversas formas; ii) pela actuação das multinacionais, "instituições" que forçam o seu poder e mecanismos de exploração sobre os estados e até sobre instituições supranacionais e mundiais; iii) pela acção das instâncias de poder informal desde o G20 ao G2 e, a nível europeu, pelas troikas que impõem programas de governação aos países; iv) pelo efeito das políticas neoconservadoras e neoliberais de uma União Europeia que desrespeita os povos, as suas condições e culturas, e por práticas de países poderosos que se acham no direito de ditar e impor regras, numa espécie de novo colonialismo.

Este ataque à soberania, feito por poderes não legitimados e não controláveis, mostram o fracasso das instituições e dos valores dominantes que sustentaram o sistema político em que temos vivido e, por isso, significam também, como refere o director-geral da OIT, no seu relatório à 100.ª Conferência da Organização, que "já se iniciou uma nova era mundial. A experiência histórica mostra-nos que as novas eras começam com o colapso dos dogmas e das estruturas de poder dominantes". A luta dos povos para definir os perfis dessa nova era pode ser dura e algo demorada, mas é por aí que se constroem as alternativas.

Entretanto, os portugueses e as portuguesas vêem-se gregos quando observam que as políticas de austeridade, de recessão e de empobrecimento em Portugal seguem, e a passo acelerado, o que foi aplicado na Grécia. Os portugueses sentem que, na fila para o precipício, a diferença que nos separa da Grécia é que eles vão em primeiro lugar e nós em segundo, com o povo a ser convencido a toda a hora de que não há alternativa.

Tivemos um primeiro-ministro, José Sócrates que, numa forma esquisita de "gerar esperança", tomava medidas agravando os problemas, ao mesmo tempo que anunciava que caminhávamos para o melhor dos mundos.

Agora, Passos Coelho, figura primeira de um Governo claramente neoliberal e neoconservador, induz na sociedade portuguesa, constantemente, a inevitabilidade de "estarmos preparados para o pior", como forma de levar as pessoas a aceitarem, submetidos, o seu empobrecimento acelerado.

É doloroso observar-se com pormenor o que está inscrito no Orçamento do Estado para 2012, porque a conclusão que se tira parece algo produzido por mentes doentes: as políticas que o Governo se propõe adoptar assentam na recessão económica e tomam o agravamento do desemprego, o aumento dos horários de trabalho, a redução da retribuição do trabalho e os cortes com as prestações sociais, como factores estruturantes do empobrecimento dos portugueses.

Nenhum ser humano, nenhuma sociedade, é capaz de pagar dívidas, de cumprir compromissos materiais, se não puder produzir a riqueza necessária para saldar essas dívidas. Nenhum cidadão vive melhor se empobrecer!

O recuo social e civilizacional em curso coloca "a Constituição da República entre parênteses", suspende e viola o Estado de Direito em múltiplas áreas, como na laboral, onde a imposição do aumento de horários de trabalho sem aumento de retribuição configura, sem dúvida, o regresso ao trabalho forçado.

Artigo de: Carvalho da Silva

Nota: Dr. Carvalho da Silva! Os trabalhadores portugueses estão com os trabalhadores gregos e não querem mais "reuniões de Concertação Social" (E nisto o Sôr. Dr. também tem a sua quota parte de responsabilidades...). Já estão fartos de serem enganados...


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Porque é que isto já não espanta ninguém?


Reino Unido vai apoiar EUA se houver ataque a Teerão

Para os serviços secretos, a existência de armas nucleares no Irão deverá cada vez mais ser considerada.
As forças armadas britânicas estão a acelerar os planos de contingência para uma possível intervenção no Irão. De acordo com o “The Guardian”, os receios cada vez maiores em torno do programa nuclear de Teerão estão a fazer com que o Ministério da Defesa britânico esteja a considerar antecipar ataques com mísseis contra algumas instalações do país. Segundo alguns responsáveis em declarações ao jornal, se Washington decidir avançar com a missão terá o apoio do Reino Unido em todas as circunstâncias. Para antecipar o eventual ataque, os estrategos do exército britânico estão a examinar a melhor forma de enviar navios da marinha e submarinos equipados com mísseis cruzeiro Tomahawk durante os próximos meses, para uma intervenção militar por ar e mar. As forças britânicas também acreditam que os Estados Unidos vão pedir autorização para atacar o Irão a partir de Diego Garcia, território britânico no oceano Índico, a que os norte-americanos já recorreram nos conflitos anteriores no Médio Oriente. De acordo com declarações de vários responsáveis britânicos ao “Guardian” após a queda do regime líbio, o Irão voltou a ser a principal preocupação da comunidade internacional. Apesar de Barack Obama não querer entrar em mais uma intervenção militar antes das eleições presidenciais, agendadas para Novembro de 2012, o jornal indica que os planos podem vir a ser alterados devido às recentes informações recolhidas pelos serviços secretos que apontam para um Irão cada vez mais agressivo.

(ler mais em: http://www.ionline.pt/mundo/reino-unido-vai-apoiar-eua-se-houver-ataque-teerao)

Nota:

Os "vampiros" já estão à espreita...

Europa em pânico.