terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Boneco do dia do KAOS.

Sorriso amarelo.

Banca dos EUA acredita que beneficiou da crise europeia .


Cerca de 31% dos grandes bancos norte-americanos acreditam que beneficiaram nos últimos seis meses da redução da capacidade dos seus rivais europeus devido à crise, revela uma sondagem da Reserva Federal.

O estudo trimestral do banco central dos Estados Unidos realizado a 10 de Janeiro mostra que 29,1% das 55 entidades financeiras consultadas consideram que a menor capacidade europeia “aumentou o seu volume de negócios”.

A esta percentagem somam-se 1,8% dos bancos que asseguraram que a crise europeia e o arrefecimento da actividade das suas entidades financeiras teve impacto na melhoria do negócio tanto com clientes estrangeiros como locais e “de maneira considerável”.

As percentagens obtidas são, segundo a sondagem, muito maiores quando as respostas são oriundas dos 33 grandes bancos inquiridos pela Reserva Federal, pois quase metade respondeu que os seus negócios melhoraram de algum modo (45,5%) ou de maneira considerável (3%) à conta da crise dos seus rivais europeus.

A sondagem trimestral da Reserva Federal incluiu pela primeira vez a pergunta sobre a melhoria ou perda de operações devido à crise europeia.

A maioria dos bancos inquiridos (58%) disseram ainda estarem mais restritivos quando se trata de emprestar dinheiro a bancos europeus ou às suas filiais.

Nota: É um fartar vilanagem..

Nomeações para gabinetes ministeriais publicadas com direito aos dois subsídios .


É mais uma nomeação que está a criar dúvidas quanto à suspensão do pagamento dos subsídios de Natal e de férias aos funcionários dos gabinetes ministeriais. A ministra da Justiça nomeou mais um funcionário para o seu gabinete, tendo feito constar do despacho, publicado a 27 de Janeiro, o direito do mesmo aos subsídios de férias e de Natal.

Nota: Já veio o desmentido. Mas isto "cheira mal à distância"...

Pacto orçamental europeu é dececionante.


O economia José Reis considerou "dececionante" o pacto de disciplina orçamental assinado na ontem por 25 Estados-membros da União Europeia, alegando que a ideia parece ser só punir em vez de criar medidas conjuntas de governação económica.

Nota: Ao fim de 50 mil reuniões não conseguem criar algo de positivo. O que é que "aquelas alminhas" andam lá a fazer? (a não ser gastar o "nosso" dinheiro)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Com papas e bolos se enganam os tolos…


Esta crónica custou-me um bocadinho a sair, não por falta de assunto mas por excesso. De facto, nos últimos dias, os combustíveis aumentaram várias vezes, rebocando meia dúzia de aumentos consigo, tornando ainda mais difícil o dia-a-dia. Foram ainda empossados em cargos de Administração com salários milionários uma mão cheia de pessoas que passaram já por outros empregos assim, por cargos governamentais que nos trouxeram a este estado, numa triste paródia aos portugueses que não recebem salário ou a quem o salário não chega e que ouvem repetidamente que têm de ser assim Foi por estes dias assinado um acordo por uma Central Sindical que tem como fim a defesa dos direitos dos trabalhadores, acordo esse onde, na realidade, se retiram muitos direitos em nome de uma produtividade e competitividade, que eu, sinceramente, acho que não vai melhorar muito o estado das coisas. Por isso, nem a Central defendeu os direitos de quem representa, antes pelo contrário, nem me parece que isto vá beneficiar a economia nacional, excepto na hipótese da exploração que é feita em grandes grupos económicos. Trabalhar mais horas na Pastelaria perto da minha casa não vai garantir que se vendam mais bolos, até porque, daqui a pouco, ninguém tem emprego, nem salário e, como tal, não os compra. Falando em bolos, um ministro apontou como hipótese de salvação económica a exportação de pastéis de nata. É claro que aqui no Barreiro temos as bolas de manteiga, e, visto por esse prisma, podemos intoxicar o resto do mundo com pastelaria diversa, pastéis de nata feitos com leite holandês e manteiga francesa, claro está, ingredientes provavelmente vendidos numa cadeia de supermercados, dirigida por patriotas, que, com este acordo, podem despedir uns quantos trabalhadores, obrigando os que lá estão a trabalhar mais horas pelo mesmo dinheiro. Os ingredientes vão ter mesmo de vir de fora porque com estas medidas todas fabulosas cada vez produz-se menos por cá. Com um bocado de sorte, o dono patriótico dessa cadeia de supermercados é membro de uma organização mais ou menos secreta, dada a partilhar segredos e influências entre os membros, onde, de avental vestido e cumprimento secreto, cozinham meia dúzia de medidas sem a doçura dos pastéis de nata, mas sim com um amargo de boca para a maioria dos portugueses. Já diz o ditado popular que com papas e bolos se enganam os tolos mas eu não estou muito disposta a engolir histórias da carochinha.

Crónica de: Ana Porfirio

Boneco do dia do KAOS

Utentes dos transportes dizem que aumentos favorecem a privatização.


O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos classificou, esta segunda-feira, os aumentos dos transportes anunciados pelo Governo como "um roubo ao povo", com o objectivo de levar à privatização das empresas.

"São medidas meramente economicistas, exigidas pelos grandes grupos económicos que apontam no sentido da privatização das empresas de transportes públicos. Irá pôr centenas, senão mesmo, mais de um milhar de postos de trabalho em causa", acusou esta manhã Carlos Braga durante uma ação de protesto na estação de Alverca.

Em declarações à Agência Lusa, o porta-voz do Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), defendeu outro caminho. "As alternativas existem se houver uma outra opção política por parte do Governo. Se as decisões, em vez de irem ao encontro do capital, tiverem em conta as necessidades dos utentes e dos trabalhadores, serão encontradas alternativas diferentes destas", afirmou.

Carlos Braga criticou os constantes aumentos dos transportes públicos, "o terceiro num prazo de 13 meses", havendo casos em que há títulos dos transportes, ao nível dos passes sociais e dos bilhetes, com "aumentos muito significativos que em algumas situações ultrapassam os 100%".

O MUSP não aceita o caminho que está a ser seguido. "Rejeitamos liminarmente os aumentos e as medidas que o Governo, através de um grupo por si constituído, decidiu aplicar na circulação dos transportes, reduzindo a sua oferta. São medidas que penalizam gravemente os utentes e os trabalhadores", salientou o porta-voz.

O "encerramento de linhas férreas, a supressão de carreiras, o encurtamento e a alteração dos percursos" não são, segundo o responsável, "medidas alternativas que se considerem como válidas para que as pessoas procurem cada vez mais os transportes colectivos de passageiros".

Nota: Enquanto os senhores andam de carro pago por todos nós!...


Que raio de país é este?


Quase ao mesmo tempo em que o Presidente Cavaco se queixava que as suas reforma e pensões (qualquer coisa como dez mil euros) não lhe chegavam para as despesas, o Anuário do Instituto Nacional de Estatística (INE) desocultava números que mostram que “Portugal é o que regista maior risco de pobreza nos países da União Europeia”.

Já se sabia que o abismo das desigualdades, o jogo das disparidades entre ricos e pobres, era uma imagem triste de Portugal. Já se sabia que meio milhão de portugueses vive com o salário mínimo ou menos. Já se sabia que o desemprego atinge qualquer coisa como 700 mil pessoas. Já se sabia que a fragilidade social e a ausência de horizontes de vida estão a minar o coração das pessoas e das famílias. Já se sabia tudo isto e que o limiar da pobreza é uma linha que envolve qualquer coisa como dois milhões de pessoas.

Pois bem, é num quadro de tamanha indigência social, é num país que volta a ter pobreza mansa e onde a fome se faz fantasma da vida de muita gente, que o Presidente da República vem com a sua lamúria das dificuldades pessoais. Ouvindo isto e sabendo tudo o resto, apetece perguntar: que raio de país é este?

Fernando Paulouro Neves

Nota: Assino por baixo.

Segurança Social sem dinheiro para os casos de emergência .


O Instituto de Segurança Social está sem dinheiro para atribuir subsídios eventuais a pessoas em situação de grave carência. A estes apoios pode recorrer quem tem um rendimento per capita inferior ao valor da pensão social (189,52 euros). Em Dezembro, não houve autorização para introduzir pedidos no sistema informático. A explicação era simples: já não havia dinheiro. A verba da acção social seria reforçada no início do ano, como sempre. Só que os dias foram passando sem notícia.

Nota: A pergunta que todos os portugueses fazem: Afinal para que serviram todas estas medidas impostas pela troika? Se não apenas para "roubar" a quem já pouco tem. Os benificiados continuam a ser os mesmos...

Entrega de casas à banca dispara 17%.

Os portugueses devolveram 6900 casas aos bancos no ano passado. O problema atinge famílias e promotores imobiliários e registou um crescimento de 17% em 2010 dá conta hoje o Jornal de Negócios.

O número de famílias e de promotores imobiliários que, no ano passado, se viram forçados a entregar os seus imóveis aos bancos por não conseguirem suportar os encargos com os empréstimos bancários atingiu os 6900, mais 17% do que em 2010.

Esclarece o Jornal de Negócios que os números são da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, e revelam "uma tendência cada vez mais preocupante", alerta Luís Carvalho Lima, presidente desta entidade.


Nota: Esperem para ver o que vai acontecer em 2012...

domingo, 29 de janeiro de 2012

Sorriso Amarelo.

"A UGT fez um trabalho meritório", diz António Saraiva.


Nota: Para quem?... Para a grande maioria dos portugueses não foi de certeza!...

Classe média como a conhecemos poderá desaparecer.


A classe média como a conhecemos em Portugal pode desaparecer como consequência da crise económica que o país atravessa, disse hoje à Lusa o sociólogo Elísio Estanque, que lança esta semana um livro sobre este tema.

A classe média "está em risco de um empobrecimento muito rápido" que pode levar a um "descontentamento mais amplo na sociedade portuguesa" e ao "enfraquecimento do sistema socioeconómico e do sistema democrático", explicou o autor do livro "Classe Média: Ascensão e Declínio".

Para o sociólogo, a classe média em Portugal tem "dificuldades acrescidas" em relação a outros países ocidentais, que resultam de processos tardios quer de industrialização quer de adoção de um regime democrático.

Por isso, "a classe média que Portugal conseguiu edificar" foi criada num "processo muito rápido, pouco consistente, que resultou sobretudo da expansão do Estado social e que, na sequência dos anos 80 do século passado, sujeita a um discurso mais ou menos eufórico orientado para o consumo e para um certo individualismo, criou um conjunto de expectativas relativamente às oportunidades do sistema".

No entanto, a crise económica que Portugal enfrenta está a defraudar essas expectativas, considerou Elísio Estanque, explicando que isso levará a uma alteração da sociedade a partir da insatisfação dos jovens.

Muitos jovens, que fazem parte da classe média mas que têm formação superior, vivem uma "condição de precariedade e insatisfação relativamente às instituições e à classe política", sendo esta faixa da sociedade que "alimenta os movimentos de protesto", explicou.


Nota: Será que conseguem perceber isto? (assim como se fosse explicado a uma criancinha)

Passos Coelho pede "boas ideias para o país".


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, apelou, este domingo, à participação de todos os cidadãos com "boas ideias para o país" na plataforma digital do Governo "O meu movimento".

Nota: Então aqui vai: "Demita-se Sr. Primeiro Ministro!... E leve todos os seu boys consigo". Pode crer que é uma excelente ideia.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sorriso Amarelo.

Espanha supera barreira histórica dos 5 milhões de desempregados.


O número de desempregados em Espanha aumentou em 295 mil pessoas no quarto trimestre de 2011, alcançando o valor recorde de 5.273.600, com a taxa de desemprego a subir para os 22,85%, segundo dados divulgados esta sexta-feira.

Os dados foram revelados no Inquérito da População Activa (EPA, na sua sigla espanhola) do Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol, confirmando que Espanha tinha no final do ano a maior taxa de desemprego desde o primeiro trimestre de 1995, quando chegou aos 23,49 por cento.

Paralelamente, continua a cair o número de pessoas que integram a população activas, com menos 348700 trabalhados activos para 17.807.500, com uma taxa de actividade que recuou até aos 59,94%.

O número de lares com todos os seus membros desempregados aumentou em quase 150 mil para 1.575.000, tendo o número de lares com todos os seus elementos a trabalhar caído em 212.300 para 8.846.100.

O número de pessoas sem emprego subiu, entre Outubro e Dezembro, especialmente entre pessoas de 25 e 54 anos (286 700 pessoas), seguido das de 55 anos e mais (42 400). O desemprego baixou entre os espanhóis com idades entre os 20 e os 24 anos (6 400) e entre os 16 e 19 anos (27 400).

Nota: As medidas "troikianas"...

Estão a desaparecer... Ou já desapareceram?

IPobre


Um must!...

Conselho Diretivo do CCB pediu demissão em bloco.


O Conselho Diretivo do Centro Cultural de Belém pediu a demissão em bloco na quinta-feira ao secretário de Estado da Cultura por considerar "injusta a demissão de António Mega Ferreira", disse hoje Lídia Jorge, que integrava aquele órgão.

O jornal Expresso adianta na sua edição online que o Conselho Diretivo do Centro Cultural de Belém (CCB) pediu na quinta-feira à tarde a demissão a Francisco José Viegas por considerar inadmissíveis as razões invocadas pelo Governo para não reconduzirem António Mega Ferreira na presidência daquela instituição por alegada falta de "condições políticas".

"Pedimos a demissão em bloco (...) As circunstâncias em que António Mega Ferreira contou como foi despedido é alguma coisa que não pode acontecer num mundo civilizado, num mundo democrático. Politicamente é legítimo mas não me parece justo. Convém as pessoas darem um sinal à tutela de que há limites de decência na mudança dos cargos", disse.

Em declarações à agência Lusa, a escritora Lídia Jorge, que juntamente com João Caraça, Vasco Vieira de Almeida, António Rebelo de Sousa, Laborinho Lúcio e Clara Ferreira Alves integrava aquele órgão, disse que o pedido de demissão foi entregue na quinta-feira ao secretário de Estado da Cultura.

Nota: "Job for the boys"...

Vem aí uma nova polícia especial.


Nova lei dá poderes de busca, apreensão e inquirição à Autoridade da Concorrência.

O jornal i destaca a aprovação da lei da concorrência pelo Governo, segundo a qual a Autoridade da Concorrência vai ganhar poderes de polícia criminal, que incluem busca, apreensão e inquirição. O organismo vai ainda poder analisar quaisquer auxílios públicos decididos pelo Estado ou entidades públicas.

Até agora, lembra o jornal, em termos de sanções, a Autoridade da Concorrência limita-se a identificar e investigar "práticas susceptíveis de infringir a legislação de concorrência nacional e comunitária" e a adotar "medidas cautelares".

Nota: Mais "tachos" é? Ou mais do que isso?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Roménia: “Pedimos desculpa por não produzirmos tanto quanto nos roubam”.


Os planos para privatizar a saúde provocaram várias manifestações nas ruas das grandes cidades da Roménia há mais de uma semana. As principais reivindicações são transparência e responsabilidade na tomada de decisões do governo. Críticas à corrupção são visíveis em cartazes. Por Claudia Ciobanu.

Esta privatização da saúde proposta pelo governo de centro-direita é parte do programa de austeridade, o mais rígido da Europa, imposto em 2009 como condição para receber crédito de 20 mil milhões de euros do Fundo Monetário Internacional (FMI). Nesse contexto, os salários dos funcionários públicos foram reduzidos em 25% e houve cortes na segurança social.

Os protestos eclodiram agora em resposta a um projeto de lei para privatizar o sistema de saúde apresentado pelo presidente da Roménia, Traian Basescu, no começo deste mês, que foi redigido por uma comissão sem debate público. A iniciativa propõe que todos os pacotes de seguro médico, incluindo a cobertura universal básica, seja gerida por fundos privados, como os serviços de emergência.

Isso levou o secretário de Estado, Raed Arafat (criador de um sistema de ambulâncias eficiente que funciona em muitas cidades romenas), a afirmar que a implementação da nova lei destruiria esta iniciativa. Para a desmoralizada população foi a gota de água. Centenas de milhares de pessoas protestaram nas ruas de Bucareste e de outras cidades.

Nota: "O pão nosso de cada dia" por esta Europa fora...

O que está a dar é vender o que é de todos.


Em Barcelos, a distribuição da água foi concessionada a privados por trinta anos. Mas só demorou oito até levar o município à ruína.

O Tribunal Arbitral de Lisboa condenou a Câmara Municipal de Barcelos a pagar uma indemnização no valor de metade do orçamento municipal no prazo de 30 dias à empresa Águas de Barcelos, detida maioritariamente pela construtora Somague. Feitas as contas, no fim do contrato a Câmara vai indemnizar a empresa em 172 milhões de euros.

A Somague ficou conhecida por ter pago faturas da campanha do PSD em 2002 - e acabou condenada a pagar 600 mil euros de multa - e fechou este negócio com a autarquia de Barcelos dois anos depois, quando era dirigida pelo autarca laranja Fernando Reis. O contrato assinado por ambas as partes é hoje, passados oito anos, o melhor argumento para quem defende a água como um bem público.

Como foi na altura denunciado pelo Bloco de Esquerda, a sede de dinheiro da Somague corria o risco de ser ultrapassada pela sede dos habitantes do concelho, a julgar pelas previsões do contrato: começava em 126 litros de consumo médio diário de água per capita e iria aumentar cerca de 3 litros por ano, até estabilizar nos 165 litros em 2018.

Ora, em 2010, os barcelenses só abriram as torneiras para gastar 70 litros de água, indiferentes ao contrato que já previa o dobro do consumo. Uma poupança que saiu cara à Câmara, obrigada a compensar a empresa pela água que ninguém consumiu. Nos primeiros cinco anos da concessão, a população de Barcelos só consumiu metade da água que o contrato previa, mas mesmo assim a autarquia não o quis renegociar, aproveitando a cláusula que o permitia ao fim desse prazo.

Neste negócio com a água que é de todos, só o interesse público perde sempre: as tarifas aumentam, o investimento na conservação das redes diminui, a concorrência não existe e o risco para o privado também não.

Tal como Barcelos, também o município Marco de Canaveses foi "condenado" pelo Tribunal Arbitral a indemnizar a empresa Águas do Marco (AGS/Somague) em 16M€. Este é o resultado da irresponsabilidade, da cumplicidade, da corrupção e das chamadas parcerias público-privadas, cuja filosofia se resume a uma coisa: socialização dos custos e privatização dos lucros. Eis a Noticia da agência LUSA: No Marco de Canaveses: Tribunal Arbitral recusa recurso da autarquia condenada a pagar 16 MEuro a concessionária da água O Tribunal Arbitral recusou-se a reapreciar a decisão que obrigou o município do Marco de Canaveses a compensar com 16 milhões de euros a empresa concessionária da água e do saneamento, disse o presidente da Câmara à Agência Lusa. Manuel Moreira confirmou hoje à Agência Lusa a decisão do TA, que considerou injusta para o Marco, garantindo que a autarquia vai recorrer para o Tribunal Administrativo Central do Norte.
Um recurso do município pretendia que o Tribunal Arbitral reanalisasse a decisão que tomou em 2010, na sequência de um diferendo entre a autarquia e a empresa Águas do Marco, a propósito do contrato de concessão por 35 anos das redes de água e saneamento.

Quanto mais a troika e o BCE nos emprestam, mais difícil é regressar aos mercados.


Em 2013 mais de 55% da dívida estará nas mãos de credores preferenciais, um desincentivo para o mercado emprestar ao país. Economistas falam em novo resgate, Passos diz “não”.

Nota: Pinóquio!...

Aumentos nos STCP penalizam muito os idosos e o Andante encarece 5% .


O Governo noticiou na semana passada a redução de um passe Z3 de 36,5 para 36 euros, mas essa é a única boa notícia que havia para dar aos utilizadores de transportes públicos no Porto. Todo o restante tarifário Andante sofre, a partir de 1 de Fevereiro, aumentos que, na média ponderada global, não ultrapassam os 5%. E os tarifários STCP, cuja extinção está já decretada para o final do ano, sobem, tornando menos vantajosa a opção pelos títulos exclusivos desta transportadora.

Nota: Este Governo é um espanto!... (está cheio de espantalhos)

Elias - O sem abrigo

O regresso da Velha Senhora.


A Antena 1 acabou com a rubrica de opinião "Este Tempo" após, numa crónica de Pedro Rosa Mendes, aí ter sido criticado o servilismo do Governo face ao regime corrupto de Luanda e o tipo de jornalismo que, pago a peso de oiro com dinheiros públicos, sabuja, sob o diáfano manto da "informação", cada poder do momento.

A decisão recorda-me episódios idênticos vividos no JN antes de 1974. Um em que uma crónica de Olga Vasconcelos sobre Indira Ghandi, filha de Nehru (que ordenara a invasão da "Índia Portuguesa"), levou à ordem de encerramento da rubrica onde fora publicada; e um outro que pôs fim ao Suplemento Literário dirigido por Nuno Teixeira Neves por aí não ter sido devidamente louvado um medíocre romance do escritor do regime Joaquim Paço d'Arcos. Os dois jornalistas só não foram despedidos porque tiveram o apoio do então director Pacheco de Miranda e, no primeiro caso, também do chefe de Redacção Costa Carvalho.

As personagens são agora outras, ou as mesmas com outros nomes, mas as semelhanças são inquietantes (só não há na Antena 1 Pachecos de Miranda nem Costas Carvalhos). E vivemos, diz-se, em democracia, regime em que a Velha Senhora, a Censura, não tem, diz-se, lugar.

Mas por algum motivo 64,6% dos portugueses estão hoje, segundo o "Barómetro da Qualidade da Democracia" apresentado há dias, insatisfeitos com a democracia que temos, quando em 1999 mais de 80% a consideravam "boa" ou "muito boa".

Crónica de: António Pina

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A nova vigarice.


A originalidade dos governantes na tentativa de empregarem o maior número possível de boys sem o povo dar por isso não para de aumentar. A mais vulgar é simplesmente não colocar os nomes na páginas feita para iludir os mais distraídos. Mas isso tem um problema, como os nomes sairam no Diário da República pode haver algum teimoso a fazer comparações. Então, alguns espertalhões como o Relvas iludiram o site do governo e o DR inventando adjudicações, deixam de contratar funcionários para fazerem adjudicações por serviços.

A grande vantagem é que ninguém dá por eles e desta forma o Relvas pode pagar a um motorista como se ele fosse piloto de provas no autódromo do Estoril. Esta gente campeã da austeridade não para de gozar com o povo...

Nota: Está na hora?

Pedro Rosa Mendes: “Duvido que quem vive dobrado em democracia se endireite em tempos difíceis” .


O escritor e jornalista Pedro Rosa Mendes acabou a sua colaboração com a Antena 1, numa crónica emitida nesta quarta-feira de manhã, com declarado repúdio ao que diz ser “uma sociedade asfixiada por valores do silêncio, da cobardia, do bajulamento”.

O fim do espaço de opinião "Este Tempo", naquela emissora da RDP, motivou acusações de censura de dois dos seus colaboradores: o próprio Pedro Rosa Mendes, que disse ao PÚBLICO ter sido informado que “a administração da casa não tinha gostado da última crónica sobre a RTP e Angola” – na qual o jornalista critica o programa Reencontro –, e de Raquel Freire, que denunciou pressões. O director-geral da RTP, Luís Marinho, assegura que a decisão de acabar com o programa “já estava tomada há algum tempo”. Quatro dos cinco cronistas disseram ao PÚBLICO que só na segunda-feira foram informados de que o programa sairía do ar (link, só para assinantes). Na terça-feira, a realizadora Raquel Freire usou o tempo de antena naquele espaço para falar sobre liberdade. Nesta quarta, Rosa Mendes dedica a primeira parte da sua crónica, de quase seis minutos (disponível aqui), ao livro de memórias recentemente editado em França do cineasta cambojano Rithy Panh, L'élimination [A eliminação], “documento histórico de grande intensidade”, para na segunda parte traçar um paralelo entre o regime dos Kmer Vermelhos e o Portugal dos nossos dias. “Rithy Panh conta-me o Camboja dos anos 1970 e o seu livro reenvia-me, uma e outra página, com uma força que me deixa sem pulso, para o Portugal do presente. Para um país, precisamente, onde quatro décadas de democracia produziram, afinal, uma sociedade asfixiada por valores do silêncio, da cobardia, do bajulamento e dessa gangrena da nossa pátria que é a inveja social”, diz. Continua Pedro Rosa Mendes: “Por junto, uma cultura mesquinha que quase sempre não há ninguém que diga aquilo que todos sabem, mas que todos devem calar. Uma terra onde, finalmente, se instalou o medo e uma noção puramente alimentar da dignidade individual. Traduza-se: ‘está caladinho, para guardares o trabalhinho’.” “Neste aspecto, em genocídio ou em democracia, os reflexos e os mecanismos são os mesmos. O rapazinho de 13 anos, por exemplo, conta como foi uma vez chamado pela directora das crianças lá no campo [de concentração]: ‘Camarada, tens de fazer a tua autocrítica. Ontem, contaste que homens chegaram à Lua e fizeste o elogio dos imperialistas americanos. São invenções. Mentiras. O teu comportamento é inaceitável. Traíste os teus camaradas. Estamos a ouvir-te.’ Retenho também um provérbio kmer, escrito numa frase isolada por Rithy Panh: ‘A verdade é um veneno’.” “Tenho para mim que as escolhas limite se fazem todos os dias, no nosso quotidiano, e duvido muito que quem vive de espinha dobrada em tempo de paz, em tempo feliz como é – já nos esquecemos – o tempo democrático, seja capaz de endireitar a espinha em tempos difíceis”, sustenta. A crónica fecha com um “bom dia e muito boa sorte”.

Nota: Na "mouche"!...

A culpa é sempre do outro...


Governo culpa Sócrates por desvio no 1º semestre 2011.

por lusa Hoje

O Partido Socialista, por seu lado, acusou hoje o Governo de "sobreorçamentação" da despesa no Orçamento do Estado para 2011 (OE2011). Entretanto, Morais Sarmento revela que o orçamento retificativo chega ao Parlamento até ao final de março.

A comissão parlamentar de Orçamento e Finanças está hoje reunida para ouvir o secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento, falar sobre a execução orçamental de 2011.

Numa sessão invulgarmente agitada, o deputado socialista João Galamba afirmou que os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pela Direcção Geral do Orçamento (DGO) "põem em causa a narrativa deste Governo" quanto ao "desvio" na despesa na primeira metade de 2011.

Na sua apresentação, Morais Sarmento reiterou a projeção do Governo de que o défice orçamental para 2011 se vai situar nos 4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), graças sobretudo a medidas como o imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal ou a transferência dos fundos de pensões da banca. O secretário de Estado louvou a "notável" execução orçamental do final do ano que permitiu atingir este resultado, ideia fortemente contestada pelo PS.

"Em contabilidade nacional, não há qualquer desvio da despesa. O único desvio, diz o INE, é nas receitas não fiscais - a Madeira, o BPN, etc.", disse o socialista eleito por Santarém, acusando o Governo de, no orçamento retificativo para 2011, fazer uma "sobreorçamentação" da despesa de forma a imputar ao Executivo de José Sócrates um "desvio colossal" nas contas públicas.

"É o que o PS sempre disse. Toda a narrativa deste Governo de que teria havido despesismo no primeiro semestre está errada. Pedia que ou explicasse ou desmentisse os valores da DGO ou do INE", disse Galamba.

Nota: Estes argumentos são tão "patéticos" que até as criancinhas já não acreditam...

Juros da dívida portuguesa a cinco anos atinge recorde.


Os juros exigidos pelos investidores para comprar dívida portuguesa estavam hoje em máximos históricos a cinco anos situando-se nos 18,719% e subiam também em Espanha e em Itália na mesma maturidade.

Pelas 9:30 de Lisboa, os juros pedidos a Portugal no prazo dos dois anos negociavam-se no mercado secundário a subir para 14,590%, a cinco anos transaccionavam-se a 18,719% e a dez situavam-se nos 14,602%, face a terça-feira, de acordo com dados da agência de informação financeira Bloomberg.

Nota: E o (des)governo continua na mesma senda de "contar histórias a meninos"...

Situação dos emigrantes lusos na Suíça agrava-se de forma preocupante.


O número de pedidos de ajuda de emigrantes portugueses na Suíça que chegam às missões católicas tem vindo a aumentar no último ano devido à crise económica, disse, esta quarta-feira, o conselheiro das Comunidades Portuguesas, Manuel Beja.

"A situação dos emigrantes portugueses na Suíça está a agravar-se de forma preocupante nos últimos tempos por causa da crise económica", adiantou à agência Lusa Manuel Beja, salientando que além das missões católicas portuguesas também ele próprio tem recebido muitos pedidos de auxílio.

O coordenador nacional da Pastoral das Missões Católicas na Suíça, padre Aloísio Araújo, disse em declarações à Rádio Renascença que o número de pedidos de ajuda à Igreja aumentou "80 por cento nos últimos dois anos, havendo pessoas a dormir nas estações de comboios e nos abrigos comunais".

Contactado pela Lusa, o conselheiro das Comunidades Portuguesa na Suíça, Manuel Beja, realçou o "importante" trabalho das missões católicas junto dos portugueses em dificuldades.

"Temos famílias dependentes da assistência social na Suíça que estão a passar por problemas graves devido à perda de trabalho, problemas de carácter económico e temos um outro grupo que são as pessoas que estão a chegar ao país, candidatos à emigração que são na sua maioria jovens. Mas também temos famílias inteiras que se fizeram à estrada", disse.

No entender de Manuel Beja, as pessoas muitas vezes deslocam-se de "forma leviana", sem pensar nas dificuldades, sem contrato de trabalho e sem conhecer ninguém.

Nota: "Eles comem tudo e não deixam nada..."

Nova vaga de excedentários na Função Pública arranca em Maio .


Denise Fernandes
25/01/12 08:33

As listas de funcionários que forem considerados excedentários após a redução e reestruturação de organismos e serviços do Estado começam a ser elaboradas em Abril.

Os serviços e organismos do Estado começam a elaborar em Abril as listas de funcionários públicos considerados "a mais", na sequência da implementação do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado (PREMAC) para que, no final de Maio, esses trabalhadores comecem então colocados em mobilidade especial, ou seja, em inactividade e com redução salarial. Os prazos constam de um documento que faz um balanço da aplicação do PREMAC e que foi solicitado pelo Diário Económico ao Ministério das Finanças.

Porém, ainda não é possível saber quantos funcionários públicos serão afectados pela redução e reestruturação de organismos e serviços públicos que está em curso. Isso só será possível depois da publicação dos 150 diplomas que irão definir a nova orgânica de cada serviço ou organismo do Estado em particular (microestruturas).

Este processo de aprovação das novas microestruturas deveria ter sido concluído até final do ano passado mas, até agora apenas foram aprovadas em Conselho de Ministros 69 de um total de 150 leis. O secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, explicou ao Diário Económico que o atraso deve-se à "complexidade inerente" a todo o processo e que a expectativa é de que todas as leis "estejam tecnicamente finalizadas até ao final de Fevereiro." O governante lembrou ainda a "dimensão" do PREMAC, um processo que prevê a extinção de 146 entidades e a eliminação de cerca de 1.700 dirigentes.

Nota: E não há excedentários na AR?