segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Mau planeamento aumenta riscos

O País onde ninguém tem culpa... ( a frase é minha)


«O que aconteceu na Madeira é o exemplo do que o mau planeamento urbanístico pode causar, ainda que neste caso numa escala limitada a uma ilha.» A afirmação é do presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil, Ricardo Ribeiro, que já no fim de Janeiro, em entrevista ao Destak, alertara para a falta de cultura de prevenção de catástrofes.
A construção de habitações em leito de cheia, a impermeabilização de solos e o encanamento mal dimensionado dos cursos e linhas de água são alguns dos erros urbanísticos cometidos no planeamento e ordenamento de território no arquipélago da Madeira.
Já o presidente da Associação Profissional dos Urbanistas Portugueses alerta para o risco de se repetir a tragédia na Madeira «emqualquer parte do País, fruto de um planeamento completamente incompetente e mal feito em matéria de ordenamento de território». Segundo explicou à Lusa Diogo Mateus, a destruição causada pelas fortes chuvas pode voltar a ocorrer porque o planeamento que se faz no País «não serve para aquilo que deve servir».
«Os planos elaborados pensam mais no controlo da construção, nas taxas de construção e no que pode ser construído a mais do que naquilo para que devemservir: controlar a ocupação territorial de forma equilibrada e racional para que se possa utilizar o território como um recurso.»


Artigo do Destak e foto do Público

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Macrocefalia


Portugal "cada vez mais macrocéfalo" põe a maioria das cidades dependentes dos serviços públicos
Algumas capitais de distrito como Bragança, Portalegre ou Beja "estão perto de situações perigosas" num país cada vez mais macrocéfalo. Dependentes dos serviços do Estado, a sua pequena dimensão não lhes permite captar investimento privado. Portugal continua a ser Lisboa, o resto é paisagem. O centralismo "quase genético" ganhou novo alento com a União Europeia e globalização.
"É uma combinação explosiva", diz o geógrafo Álvaro Domingues. "Pequena escala misturado com pouca diversidade funcional", se falhar um sector, "pode ser o caos" em cidades como Bragança, Portalegre ou Beja. A grande dificuldade destas áreas urbanas é sobreviver sem a dependência do investimento público.
Uma universidade, por exemplo, reconhece o autarca de Bragança Jorge Nunes, seria contributo "muito importante" para a cidade. No entanto, não partilha da visão do geógrafo. "A cidade tem capacidade de se afirmar e tenta ganhar centralidade: 60% das exportações de Trás-os-Montes hoje são de Bragança."
O que define a centralidade, agora que se desfazem as fronteiras? "A presença do Governo e da administração pública", responde Álvaro Domingues. A globalização económica alterou a sede de decisão: tudo emigra para a capital - "e, se calhar, Lisboa dará lugar a Madrid".

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O filósofo e o politico.


Sokrátes buscava o Conhecimento. O seu método para alcançá-lo era o diálogo e a humildade de formular todas as perguntas.
Sócrates prefere o Desconhecimento. O seu método para alcançá-lo é o monólogo e a arrogância de calar todas as perguntas.

Um pensamento de Sokrátes - Quatro características deve ter um juiz: ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente.
Um pensamento de Sócrates - Quatro características deve ter um juiz: não ouvir escutas, responder obedientemente, ponderar nos riscos que corre e decidir se quer continuar a ter emprego.

Sokrátes provocou uma ruptura sem precendentes na Filosofia grega.
Sócrates provocou uma ruptura sem precendentes na Auto-Estima portuguesa.

Sokrátes tinha um lema: Só sei que nada sei.
Sócrates tem um lema: Eu é que sei.

Sokrátes auto- intitulava-se "um homem pacífico"
Sócrates auto-intitula-se "um animal feroz".

Sokrátes foi condenado à cicuta.
Sócrates foi condenado pelas escutas.

Sokrátes deixou-nos incontáveis dádivas.
Sócrates deixa-nos incontáveis dívidas.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Portucale - República das bananas

Ex-responsáveis da Universidade usaram cartão de crédito nas férias (Nelson Garrido (arquivo))

Antigos directores da Portucalense acusados de se apropriarem de milhares de euros
O MP diz que entre 1991 e 1993, em data não apurada, os três arguidos aprovaram a atribuição de cartões de crédito a si próprios, ao reitor e a docentes catedráticos, além da remuneração de complementos, direitos a despesas a título de "deslocações, estadias e outros", de quilómetros e da utilização de cartões Galp Frota. "Tal decisão não foi objecto de deliberação da direcção, nem da Assembleia Geral da Universidade Portucalense Infante D. Henrique, Cooperativa de Ensino Superior, nem foi levada ao conhecimento dos cooperantes", lê-se na acusação.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

61% das creches do Porto têm falhas na saúde e segurança

Instituições avaliadas são confidenciais mas representam 58% das creches com fins lucrativos e 49% das creches de IPSS da região.




Em 160 salas de creches do Porto, nenhuma é boa ou excelente. Mais: 61% das salas observadas - num estudo da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto - revelam "falhas ao nível das condições básicas de saúde e de segurança", além de limitações na quantidade de materiais para promover o desenvolvimento das crianças. Os problemas começam em mãos que não são lavadas antes das refeições, ou depois de mudar fraldas, mas vão até à falta de actividades de exterior. Passam ainda pela má promoção da diversidade (cultural, étnica, de capacidades), poucas oportunidades de formação e falta de material educativo. Há ainda pioneses espetados em sítios de fácil acesso e tomadas eléctricas sem protecção. Os resultados são "preocupantes", assumem Sílvia Barros e Cecília Aguiar, ressalvando que o instrumento de avaliação utilizado é bastante exigente. As investigadoras assinam o balanço qualitativo mais recente das creches do país, numa altura em que o Orçamento do Estado volta a sublinhar a promoção do pré-escolar.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comprar jornalistas.

"No único almoço que o 'Sol' teve com Sócrates em São Bento, ele às tantas disse-me que 'isto de a gente tentar comprar jornalistas é um disparate, porque a melhor forma de controlar a imprensa é controlar os patrões'. Foi extraordinário o desplante de ter dito isto e depois ter posto esse plano em prática".


José António Saraiva, director do "Sol", jornal "i", 10-02-2010