terça-feira, 13 de setembro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Tumultos


É no mínimo bizarro que o primeiro-ministro de um país pacato ache por bem começar a dissertar sobre tumultos. Será que os deseja? Será que vê neles a melhor desculpa para justificar o fracasso governamental que se adivinha? Até agora não se ouviu uma única palavra de estímulo ou qualquer ação que contribua para a recuperação da crise. Todos os dias se anunciam aumentos de impostos e cortes, mais a torto do que a direito, num definhamento implacável das condições de vida e de produção. Mas nada que possa de algum modo favorecer a atividade económica e oferecer alguma perspetiva positiva à existência dos portugueses. Rápido a açambarcar receitas, o governo não teve ainda tempo para apresentar um programa de estímulo à economia. Nada. Há seguramente um fundo ideológico neste comportamento. Esta direita, que se imagina liberal mas na verdade é simplesmente convencida e autoritária, acha que é sua missão pôr ordem na sociedade. Segundo Passos Coelho, os portugueses portaram-se mal anos a fio e agora há que castigá-los. O que, por via de raciocínios simplistas e muita ignorância sobre a natureza das sociedades livres e abertas, significa, no seu entender, diminuir drasticamente a capacidade de reação dos cidadãos e, no fundo, condicionar a livre iniciativa.
Artigo de: Leonel Moura

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Juros da Grécia a dois anos ultrapassam barreira dos 55%



A taxa exigida pelos investidores para apostarem em dívida pública grega a dois anos fixou um novo máximo desde a entrada no euro, acima dos 55%.

PS - Mas alguém acredita que a Grécia, ou qualquer outro país, pode pagar semelhantes taxa de juro? Claro que não. E se os países decidirem não pagar sempre quero ver como ficam os "agiotas" do dinheiro...
Isto é um escândalo!...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Maioria das medidas fiscais avançou sem exigência da troika.


Sobretaxa sobre o subsídio de natal, aumento do IVA do gás e da electricidade, taxa adicional em IRS e IRC... Grande parte das medidas mais impopulares já aprovadas pelo Governo a nível fiscal nem sequer constavam do programa de assistência financeira da troika.

PS - Mais papistas que o papa. Mas sem resolverem os problemas de fundo. Numa já desmoralizada e depauperada classe média continuam a carregar cada vez mais. É a política mais fácil de executar. Aumentar os impostos sobre quem já está em dificuldades. Entretanto os "desvios" (roubos) continuam sem que a (emperrada) justiça actue. O capital continua a gerir a seu belo prazer a economia. Roubar aos pobres para dar aos ricos. Os "criadores da riqueza" continuam a sua saga de sugarem (até ao tutano) os trabalhadores que contribuem para o seu continuado enriquecimento. Tudo isto com o beneplácito dos "carteis políticos"...
Entretanto vende-se ao desbarato tudo o que é público. Ou seja tudo aquilo que os portugueses, através dos seus descontos e impostos, adquiriram. É como se entrassem em nossa casa e nos roubassem.
E vão continuar sem que sejam responsabilizados por isso. Porque parece a dança do "baile mandado". Ora agora estou lá eu (no poder)... ora agora estás lá tu. É o perfeito regabofe nacional.
Vamos aguentar até quando pergunto eu?

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

No jornal da TVI de ontem!...


Marcelo Rebelo de Sousa:
O que foi feito até agora "não é diferente do Governo de Sócrates".

PS - Eu atrevo-me a dizer que ainda é pior...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Passos a passos


"Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."

"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."

"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."

"Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."

"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."

"O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."

"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."

"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."

"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."

"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."

"Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."

"O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."

"Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."

"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."

"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."

"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."

"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."

"Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"

"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."

"Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."

"Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"

artigo de: Fernanda Câncio

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Temos Governo ou cobradores de impostos?


Sim, ainda é de facto cedo para avaliar o desempenho do Governo. Mas já começa a ser tarde para dizer que basta de anunciar novos impostos.
Sim, ainda é de facto cedo para avaliar o desempenho do Governo. Mas já começa a ser tarde para dizer que basta de anunciar novos impostos. Porque aquilo a que temos assistido até agora parece apenas o mesmo filme a que assistimos há uma década, sempre com novos personagens. Vítor Gaspar corre o risco de se transformar no ministro que, quando fala, anuncia impostos. Sem alguma vez explicar com a mesma clareza como se vai cortar a despesa pública que colocará um fim a mais e mais impostos. Mesmo sabendo, todos nós, que menos gastos públicos vão significar o fim de alguns serviços prestados pelo Estado ou serviços públicos mais caros - como já acontece com os transportes ou com a saúde -, só atacando seriamente a despesa poderemos esperar que não haja mais novos impostos. O ministro das Finanças fez até agora três importantes intervenções. Em todas elas anunciou um novo imposto. Na primeira foi o imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal; na segunda, a antecipação da subida do IVA na energia; e na terceira, a de ontem, a taxa adicional de solidariedade de IRS e IRC, uma espécie muito peculiar de imposto sobre os ricos. O Governo tem dito até à exaustão que quer ser mais ambicioso nos objectivos do que o exigido pela troika. Até agora, essa ambição parece limitar-se aos impostos. Todos sabemos também que uma redução rápida do défice público só se consegue fazer com mais impostos. Mas o problema é que estamos há demasiado tempo a ouvir falar em desvios na despesa pública, que justificam esforços acrescidos dos contribuintes, sem qualquer sinal de uma estratégia centralizada para controlar esses desvios e para reduzir a despesa pública.

Artigo de: Helena Garrido.