terça-feira, 20 de setembro de 2011

Os portugueses gostam de levar "porrada"...

Eu não sei se estas "sondagens" são ou não de fonte fidedigna. Mas se forem então comprova-se que os portugueses gostam de sofrer...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

sábado, 17 de setembro de 2011

Centenas de "indignados" manifestam-se em Paris


Várias centenas de "indignados" franceses e espanhóis começaram a manifestar-se na tarde deste sábado em Paris contra o sistema capitalista, antes de uma jornada de acção marcada para 15 de Outubro em Bruxelas.

O desfile partiu do sul da capital em direcção à Praça da Bastilha, onde vai realizar-se uma assembleia-geral, e reuniu vários grupos de "indignados" europeus que se concentraram em Paris para daí seguir para Bruxelas.

Na frente do desfile, os manifestantes seguravam uma faixa onde se lia "Marcha popular até Bruxelas", escrito em espanhol.

"Somos um movimento pacífico, cidadão, que quer fazer mexer as coisas. Dirigimo-nos ao povo e pedimos-lhe que acorde", explicou Pierre-Yves, 29 anos, um dos organizadores da manifestação.

A mobilização parisiense dos "indignados" teve início a 19 de Maio, dando eco ao movimento de contestação espontâneo nascido a 15 de Maio na Puerta del Sol, em Madrid, de jovens espanhóis revoltados com a crise económica e o desemprego.

PS - Que respostas dão os nossos políticos, economistas e outros que tais à contestação de um sistema capitalista falido e que está a hipotecar o futuro?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O haiku europeu


A lenda conta que, em Bizâncio, as elites debatiam ainda o sexo dos anjos quando os turcos assaltavam a cidade. Era uma questão de prioridades. A União Europeia é a nova Bizâncio: debate a sua crise existencial em vez de combater a essência da crise. Compreende-se agora melhor porque escolheu para seu presidente um apaixonado por "haiku", Van Rompuy. Vítor Gaspar pode querer ser poeta, mas os sete trabalhos que lhe foram encomendados pela Troika assemelham-se mais ao "Inferno" de Dante. Com a Grécia como fantasma, o mais terrível dos equilíbrios é diminuir o défice e fazer crescer a economia para pagar a dívida. Estamos a expiar as nossas culpas. As dos gastos sem nexo mas também as de termos destruído a nossa economia embalados pela entrada no sistema monetário europeu. A complacência europeia para todos compôs o recital. É por isso que dói os alemães virem dizer, com superioridade e aplaudidos por quem gosta de levar no osso sem se queixar, que a culpa é dos molengas do sul. O tratado de Maastricht só regulou uma questão (a da dívida) esquecendo tudo o resto. E com a cumplicidade da política monetária do BCE, que permitiu no início da década de 1990 que se quebrassem todos os tectos de inflação para a ajudar a reconstrução alemã, agravou-se a célebre bolha consumista do sul da Europa. Alguém se quer relembrar de como tudo isto começou? Deixou de haver espaço para continuar a discutir-se o sexo dos anjos à espera que essa conversa afugente os bárbaros. A Alemanha precisa de decidir o que quer para si, para a Europa e para o euro. Os bárbaros estão já dentro da cidadela.

Crónica de: Fernando Sobral

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Merkel diz querer salvar o euro


"O facto de a troika regressar à Grécia significa que o país começou a fazer o que tem de ser feito" - afirmou ontem Angela Merkel. A chanceler redobrou esforços numa ofensiva sobre os mercados e os políticos, reafirmando o seu empenho em estabilizar a zona euro.

"Os políticos devem pesar cuidadosamente as palavras para evitar turbulências nos mercados" - uma crítica directa ao seu ministro da Economia que defendia, em artigo de opinião publicado no "Die Welt" na segunda-feira, que o "default" grego não devia ser descartado.

Mas também Barack Obama parece visado: o presidente dos EUA dissera que a economia mundial continuará fraca enquanto a crise da dívida pública na zona euro não for resolvida. Merkel não tem dúvidas de que o "default" grego ditaria o fim da moeda única. Encontrou-se com o PM finlandês e garantiu que ambos estão "determinados na estabilização" do euro. Mas a contagem decrescente continua.

Reforma assim... é só para alguns!...


Reformou-se aos 42 anos de idade...cansada...muito cansada...
Quadro do partido laranja, e pelo seu partido escolhida para o cargo mais alto da representação do Estado, a seguir ao presidente da República.
Aqui se denuncia uma ética política, aqui se denuncia um açambarcamento faccioso, aqui se denuncia uma mentalidade de rapina.
Uns têm que trabalhar até aos 65 anos com reformas cortadas em 20%, mesmo que tenham descontado para a reforma durante 40 anos ou mais.
São os trabalhadores portugueses, o grosso da população, a classe mais débil, a mais necessitada, a que deveria de ter mais apoios do Estado. Aquela que tudo produz!
Esta personagem importante da quadrilha que governa Portugal, reformou-se aos 42 anos, com 2.445€/mês, após 10 anos de trabalho.
Os portugueses todos, têm de ganhar a consciência que estes canalhas são gente que nos está a destruir.

Dizimar ou outros ou colocá-los à mingua enquanto não nos oposermos e não fizermos o que temos que fazer, como os Gregos. O nosso sistema político não resolve o problema de enriquecimento ilícito dos políticos e ao mesmo tempo acompanhado do bem-estar social dos políticos.

"É preciso voltar a despertar veredas, a descerrar caminhos, a extravasar as praças e a gritar : LIBERDADE é igual a HONESTIDADE"

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Reflexões de segunda feira.


Eis que chegamos à segunda fera, dia de sapateiro, diz-se, embora os sapateiros estejam em vias de extinção, ou talvez não porque com a crise bem podemos começar todos a usar alpergatas e a colocar meias solas, como me contavam de tempos idos, dos mesmos tempos onde as pessoas tinham muitos filhos, por falta de planeamento familiar e viam-se em palpos de aranha (o que serão os palpos de aranha) para alimentar todos, nessa altura, contavam-me dividia-se uma sardinha por 4 pessoas, havia uma senhora, a Dª Joaquina, que tinha 9 filhos e chorava no poial da escada e dizia para a minha avó:”Dª Hortense o que é que eu vou fazer de comer para estes moços?”. A aflição era simples, nada tinha para cozinhar! Face a este discurso maternal um dos filhos, o Salvador (agora é nome fino) dizia na sua inocência esfomeada “Ó mãe faça bifes!”, esta declaração valia-lhe umas chapadas, motivadas penso eu pela frustração da Dª Joaquina em não conseguir, nunca, dar bifes aos filhos…A Dª Joaquina também era freguesa da padaria do meu avô, tenho lá o livro do rol, basicamente 25 anos de pão fiado, nunca saldado, que o meu avô não era comerciante para assistir a gaiatos com fome e ficar tranquilo, de vez em quando a Dª Joaquina dizia “Ò Sr. José, o senhor é que é o pai dos meus filhos!” a minha avó não achava piadinha nenhuma à conversa mas enfim. Para além destas histórias, lembro-me da conversa da Sopa do Sidónio, onde as pessoas mais pobres dos mais pobres iam comer uma sopa aguada, tristemente com outros nomes parece que estão a voltar estas coisas todas, as recentes noticias de cortes nas comparticipações dos anti concepcionais levam-me a pensar que em breve haverá muitas Donas Joaquinas, com filhos a mais e comer a menos, por outro lado o aumento do desemprego também parece contribuir para esse recuo, acho que em breve voltaremos a dar sentido a esta coisa dos sapateiros, porque vão aparecer outra vez, como profissão essencial, para não passarmos a andar descalços, vão aparecer muitos filhos indesejados, sem comida que chegue e mães desesperadas a fazer banquetes de sobras, vamos todos aprender a cerzir meias e colocar remendos, com um bocado de azar ainda irá aparecer quem vai achar isto tudo bom, eu cá não acho, mas pronto!


12.Set.2011 - Autor: Ana Porfirio (facebook)