quarta-feira, 30 de abril de 2008

Lisboa na "berra".


Não é do último evento da Moda Lisboa que venho falar, mas do “vento” de mudança que sopra sobre a nossa luminosa capital desde o fim do século passado: primeiro a Expo (1998), a seguir o Euro (2004), depois os Tratados, os Grandes Prémios, os Opens. Lisboa está indiscutivelmente na moda. Duvida? Então saiba: em 2007, passou a ser a sexta cidade do mundo mais requisitada para congressos internacionais; acabou de ser lançado o DVD best of Lisboa; “Lisboa, a sedutora” é como
a revista francesa L’ Express Styles a descreve, destacando-a dentre as cinco cidades europeias mais românticas.
E se dúvidas restassem, o prestigiado jornal norte-americano New York Times colocou esta nossa bela cidade em segundo lugar no top dos locais a visitar em 2008, a par de paraísos como as Maldivas. Está mais do que na hora de paramos de nos queixar do “fado”! (Jornal "Global" 30.04.2008)

As Festas de Lisboa estão de regresso já a partir do próximo fim-de-semana e vão prolongar-se até ao o mês de Julho. Este ano a organização procurou dar uma tónica diferente aos festejos. O mote é mesmo o da interculturalidade. "E se Todo o Mundo fossemos nós?" - ou, e se todo o mundo estivesse em Lisboa? A Câmara Municipal e a EGEAC optaram assim por agarrar na comemoração do Ano Europeu do Diálogo Intercultural e desenvolver um conjunto alargado de iniciativas associadas a todos os povos que hoje habitam a capital.
O desfile da Máscara Ibérica, já no sábado e domingo, marcará o início dos festejos. Na rua, entre a Praça do Rossio e a do Comércio, desfilarão mais de 500 mascarados, bombos e gaiteiros e mais de 20 agrupamentos do Norte do País e de Espanha. Ainda em Maio há a assinalar, a Feira do Mundo Mix, nos dias 9,10 e 11, no Castelo de São Jorge. O Museu da Marioneta e o Teatro Maria Matos serão palco para o Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas. Em Maio, Lisboa receberá também o Festival de Cinema Ibero-Americano. O mês de Junho vai começar com a Festa do Fado , que decorrerá entre os dias 6 e 28, na Praça de Armas, no Castelo de São Jorge, sendo paga a entrada. Camané e José Mário Branco são os primeiros a actuar, no dia 6, seguem-se outros nomes como Mafalda Arnaut, Teresa Tapadas e Paula Oliveira, Jorge Fernando e Sam the Kid, Joana Amendoeira & Mar Ensemble, Carlos do Carmo e António Vitorino D'Almeida. O fado vai estar também presente nos eléctricos das carreiras 28, 18 e 25 , que deslizam entre o Martim Moniz, até à Bica ou Bairro Alto, às quintas-feiras e domingos. O cinema São Jorge e o Padrão dos Descobrimentos vão acolher várias iniciativas dedicadas ao povo cigano, no âmbito das "Rotas & Rituais - O Povo das Estrelas", como exposições de pintura, de fotografia, mostra de trajes, teatro infantil, ateliers e conferências. As Marchas Populares de 20 bairros saem à rua a 12 de Junho, como não podia deixar de ser. Os arraias vão animar também 18 bairros lisboetas, desde a Ajuda até aos Olivais, passando pela Graça, Campolide, Beato, Prazeres, Pena e Santa Catarina. O Arraial Pride 2008 irá realizar-se no dia 28 de Junho, na Praça do Comércio. A 19 de Julho a cidade irá assistir ao I Festival de Bandas de Lisboa, também na Praça do Comércio e com entrada gratuita.
(Jornal "DN" de 30.04.2008)


Por todas estas razões era obrigatório "dar-vos" esta nova Lisboa que está na "berra"...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Relembrar o 25 de Abril.

Nunca é demais relembrar os ideais do 25 de Abril. Para os que o viveram e... para os mais jovens procurarem saber o que ele significou para o povo português e para a Europa.



quinta-feira, 24 de abril de 2008

O novo Conde de Andeiro!...

O Tratado de Lisboa foi esta quarta-feira aprovado no Parlamento, com os votos favoráveis do PS, PSD e CDS-PP. Os restantes partidos, BE e PCP, votaram contra o documento, criticando a ausência de um referendo e as “perdas de soberania nacional”.
No início do debate parlamentar, o Primeiro-ministro, José Sócrates, optou por destacar o “grande consenso político e social em torno do Tratado de Lisboa”, como forma de justificar a aprovação por via parlamentar, rejeitando a opção de realizar um referendo.
Para o Chefe de Governo, o documento “traz instrumentos necessários para dar mais peso e coerência à política externa e de segurança da União”, numa lógica de reforço da cidadania europeia, de melhorias da arquitectura institucional e do processo de decisão.
Sócrates não esqueceu a conclusão e assinatura do Tratado durante a presidência portuguesa da União Europeia (UE). “Se estamos hoje a aprovar o novo Tratado de Lisboa, e a não crise europeia, devemo-lo também ao facto de Portugal e a diplomacia portuguesa terem sabido estar à altura das suas responsabilidades e terem sabido ser, no momento certo, ambiciosos e determinados e competentes”, sublinhou. A data, nas vésperas do 25 de Abril, em que Portugal se torna o décimo país da UE a ratificar o documento também não foi esquecida. “É uma forma particularmente feliz de comemorar a revolução democrática”, sustentou.

Noticia do CM (23.04.2008)

É incrivel... falar do 25 de Abril e atraiçoar todas as conquistas de uma "Europa Social".

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O Expresso da Madeira.


Cavaco Silva dirigiu, no sábado passado, rasgados elogios a Alberto João Jardim. O Presidente da República despediu-se da Madeira com um jantar oferecido pelo líder madeirense.
Cavaco Silva agradeceu a forma como foi recebido pelo Presidente do Governo Regional da Madeira. Cavaco elogiou Alberto João Jardim dizendo que o líder é «uma referência incontornável e impulsionador decisivo da nova face da Madeira».
«O senhor não precisa de elogios, porque a sua obra de 30 anos fala por si», afirmou o Presidente.

in http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=942718

O "Senhor Silva" elogiou a obra de 30 anos do "Senhor Jardim".
Mas será com tanto dinheiro recebido pela UE não haveria de existir obra feita?
Esta faz lembrar algumas das frases do Senhor de La Palisse...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A VITÓRIA DOS PORCOS.


Não é surpreendente a vitória de Berlusconi. Ele representa o que há de pior na política: grosseria, ignorância, mentira, má-fé, soberba e desprezo. Mas o seu opositor mais bem colocado, o pusilânime Veltroni, não é carne, nem peixe, nem arenque vermelho. Além do que, com notória ausência de ideias e de ideais, contrabandeou como suas algumas das promessas eleitorais de Il Cavaliere. O caso italiano reflecte a crise ideológica na Europa, tanto à esquerda como à direita. Ambas demonstram ser incapazes de elaborar uma política de civilização, que se oponha a este tipo de aventureirismo e aos perigos daí decorrentes.
Retomo uma pergunta formulada por Elio Vittorini (Il Politecnico - Setembro de 1945) no debate que manteve com Palmiro Togliatti: "Que faz a cultura pelo homem que sofre? Procura consolá-lo." As frases possuem uma actualidade excruciante: consolar é o contrário de resolver. Se convoco Vittorini para o texto é porque o grande escritor foi o chefe de orquestra de um pensamento aberto ao dinamismo das ideias, e a Itália intelectual o palco no qual se dirimiram questões fundamentais para o futuro da liberdade e da democracia.
Mas a Europa está exausta. E a Itália é um dos resultados dessa exaustão. Os debates sobre política e cultura ausentaram-se do tablado. A pobreza do pensamento europeu explica, em grande parte, a ascensão de uma classe dominante marcada pela incultura. O efeito nefasto deste vazio procriou governantes de incertas convicções e ambígua ideologia, incapazes de separar os diferentes aspectos da realidade. Veltroni proclama os estremecidos desejos de "renovar a esquerda". Já sabemos no que vão dar essas aspirações: à mutilação das raízes.
Naturalmente, precisamos de uma "outra" esquerda; mas, também, de uma "outra" direita. O recenseamento das abdicações mútuas (da direita e da esquerda) produziu populistas sem escrúpulos e um rol infindável de crimes.Nem revolta nem revolução. O que se nos propõe como realidade está repleto de logros, embustes e ilusões. Em nome da "democracia liberal" (que mais não é do que "democracia financeira") há a intenção de se instaurar e consolidar uma ordem despótica. Não há alternativa, proclamam. Há. Desde que a regulação dos conflitos admita que as formas de infelicidade social têm origem nas deformações políticas.Silvio Berlusconi reaparece por impossibilidade de uma esquerda cuja deriva ultrapassa qualquer capacidade de cálculo, e de uma direita doente de domínio e defensora de doutrinas obsoletas. O que nos remete para o problema da democracia. Que está em perigo, não só em Itália. Basta que olhemos em volta: a grosseria espezinha qualquer tipo de civilidade. É a vitória dos porcos, como escreveu Orwell.

Baptista Bastos

In DN de 16/04/2008

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Nós por cá também!...

Pois é!... Nem de propósito ontem recebi um "mail" a chamar a atenção para o que aconteceu com este jovem trabalhador português depois de ter sido entrevistado no programa "Prós e Contras" na RTP1. Foi-lhe levantado um "processo disciplinar" pela empresa onde labora. A "lei da rolha" está de volta...