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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Reestruturação da dívida grega complica-se novamente.


O risco de falência da Grécia voltou a agravar-se depois de os ministros das Finanças da zona euro terem rejeitado na noite passada a oferta dos credores privados nas negociações que prosseguem com o Governo de Atenas para a reestruturação da dívida pública.

Nota: Os gregos jamais conseguirão pagar as dívidas que lhes impuseram... Ou será que eu estou a dizer alguma mentira?

RDP acaba com programa que serviu de palco a críticas a Angola.



Uma crónica crítica em relação a Angola, do jornalista Pedro Rosa Mendes, terá levado a RDP a acabar com o espaço de opinião "Este Tempo", da Antena 1.

O jornalista Pedro Rosa Mendes confirmou, em declarações ao PÚBLICO, ter sido informado, por telefone, que a sua próxima crónica, a emitir na quarta-feira, será a última da sua autoria. “Foi-me dito que a próxima seria a última porque a administração da casa não tinha gostado da última crónica sobre a RTP e Angola”, diz o jornalista, por telefone, a partir de Paris. “A ser verdade, esta atitude é um acto de censura pura e dura”, sustenta o jornalista, que aborda nessa crónica a emissão especial que a RTP pôs no ar na segunda-feira, 16 de Janeiro, em directo a partir de Angola. A chamada telefónica que serviu para anunciar-lhe o fim deste espaço de opinião foi feita por “um dos responsáveis da Informação” da Antena 1, continua o jornalista, que não quis especificar quem daquele departamento lhe comunicou aquela decisão. Rosa Mendes critica a emissão do programa televisivo Prós e Contras da RTP feita a partir de Angola, com a participação do ministro português que tutela a comunicação social, o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Porém, o jornalista entende que “com tudo o que está em causa, foi uma crónica contida”. Aliás – prossegue –, a ser verdade que tenha sido dispensado por causa do teor desta crónica, essa decisão seria “muito estranha”, porque ele não foi “a única pessoa a ficar desagradada com a natureza e o conteúdo da emissão da RTP”. “Houve outras opiniões negativas nestes últimos dias”, aponta. Contactado pelo PÚBLICO, o gabinete do ministro Miguel Relvas declinou comentar o assunto, limitando-se a dizer que "é uma decisão exclusivamente do foro editorial da RDP". O PÚBLICO também questionou a administração da RTP, que respondeu por escrito: “A administração da RTP tem provas dadas, ao longo dos últimos anos, de não interferência na área editorial. Neste caso em concreto, a administração nem sequer tinha conhecimento do fim do contrato com o colunista Pedro Rosa Mendes”. O director-geral da RTP, que também tem a seu cargo a RDP, confirmou ao PÚBLICO, por e-mail, que "foi decidido terminar com a série, e não apenas com o programa da autoria do Pedro Rosa Mendes". A decisão, acrescenta, "já estava tomada há algum tempo, antes do referido programa ter sido emitido", mas não especifica a data. "Os contratos dos colaboradores terminam dia 31 de Janeiro", afirma Luís Marinho, que garante que a administração "nunca" o abordou "sobre este assunto, muito menos manifestando qualquer desagrado pela crónica referida".

Nota: Isto está a ficar bonito... Está?

sábado, 21 de janeiro de 2012

Nacionalistas provocam confrontos em manifestação contra medidas de austeridade.


Cerca de 1500 pessoas percorreram neste sábado as ruas do Marquês de Pombal até ao Parlamento, em Lisboa. Os protestos são contras as medidas de austeridade e o que estão a fazer à vida dos portugueses, resume Gonçalo Fonseca, que falou em nome da Plataforma 15 de Outubro, que junta 41 movimentos independentes.

Os lamentos de Cavaco Silva quanto aos seus rendimentos estiveram na boca de muitos manifestantes. O protesto ficou marcado por confrontos com um grupo de nacionalistas.

“Cavaco pobrezinho! Podes Emigrar”, lê-se no cartaz que Vítor, funcionário de 57 anos numa escola, segura nas mãos. O dia está bonito e ele esteve mesmo para ir fazer uma caminhada, mas quando ouviu o presidente da República a dizer que “mal ganhava para as despesas” não aguentou. E veio, sozinho, “dar o seu contributo para o futuro do país: o Presidente pode emigrar, era menos um com dificuldades” graceja.

Mais atrás, Leandro Viola, “reformado indignado”, caminha vagaroso, amparado pela mulher. Tem 76 anos e tem uma reforma “que não chega para ao ordenado mínimo, mal chega para os medicamentos”.

Participaram cerca de 1500 pessoas, estima o chefe da Divisão de Trânsito da PDP, Celestino Nunes. A organização não avança com números de manifestantes.

No protesto vêem-se sobretudo rostos de jovens, com grupos muito variados, desde o Movimento de Amigos de José Afonso até grupos que defendem hortas urbanas. Carolina Madeira, bióloga de 23 anos, tem para oferecer “Abraços Grátis” e explica que veio com os amigos para defender que “a mudança começa em nós, se partilharmos os nosso sonhos com amor”. Num placard branco sobre rodas Carolina e amigos convidam os manifestantes a deixar escritos as suas “visões, sonhos e soluções para Portugal”.

De megafone em punho, pede-se “o direito à alegria” e oferece-se “o abracinho”, com o tom de quem oferece pechinchas na feira. Carolina continua a sorrir mesmo depois do episódio “muito triste” que aconteceu não muito longe de onde ela está.
Confrontos com nacionalistas

Cerca de 15 membros do Movimento de Oposição Nacional, que se afirma como nacionalista, juntaram-se à cauda do protesto e logo tiveram reacções de repúdio. “Fascismo nunca mais, 25 de Abril Sempre”, gritaram vários jovens, alguns deles usando máscara. Francisco Garcia dos Santos, um dos elementos do grupo nacionalista explica que foram mal recebidos e agredidos pela “pedrada de um pseudo-democrata”, dizendo que um dos elementos teve que ir para o hospital.

No final dos confrontos, um dos manifestantes que vaiou o grupo subiu para o cimo de uma paragem de autocarro e queimou uma bandeira do grupo nacionalista.

O corpo de intervenção da PSP interveio e separou o grupo nacionalista do resto dos manifestantes. O grupo manteve-se na marcha mas foi mantido a distância em relação ao corpo do protesto, estando rodeado por cerca de 25 polícias.

Nota: Esta "coisa dos nacionalistas" cheira-me a esturro...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

China compra posição na maior empresa britânica de água e saneamento .


A China Investment Corporation (CIC), fundo de investimento soberano da China, comprou 8,68% da empresa que controla o grupo Thames Water, na que é a sua primeira aquisição no Reino Unido.

A Thames Water é a maior empresa de água e saneamento do Reino Unido e é detida pela Kemble Water, um consórcio de investidores liderado pelo banco australiano Macquarie.


A CIC anunciou a aquisição no seu site, num lacónico comunicado com apenas uma frase onde não revela quanto pagou por esta posição na Thames, que serve 14 milhões de consumidores britânicos, segundo a BBC, que noticiou o negócio.

Fundada em 2007 para investir parte das colossais reservas da China em divisas estrangeiras, que excedem três biliões (milhões de milhões) de dólares, a CIC pretende adquirir infra-estruturas na Europa e EUA, segundo disse recentemente o seu presidente Lou Jiwei.

O negócio no Reino Unido surge pouco depois de uma visita à China do seu ministro das Finanças, George Osborne, que entretanto se pronunciou sobre ele: “Este é um passo significativo da China. É um voto de confiança na Grã-Bretanha como local para investir e fazer negócio”, afirmou, citado pela BBC.

Nota: "Com pezinhos de lã..."

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Novas regras para gestores públicos só vão afectar novas nomeações .


Foi publicada hoje em Diário da República a revisão do Estatuto do Gestor Público, que retira regalias e reduz salários dos administradores das empresas do Estado.

Ao contrário do que acontecerá nos institutos públicos, as novas regras para os gestores das empresas do Estado só se vão aplicar às novas nomeações, o que fará com que as administrações actualmente em funções mantenham os privilégios.

Só os novos gestores verão o seu salário indexado ao do primeiro-ministro, não podendo receber mais do que Passos Coelho (ou seja, 5300 euros brutos por mês). Terão, ainda assim, direito a cerca de dois mil euros para despesas de representação.

De entre as principais alterações, encontra-se a obrigatoriedade de a escolha das administrações passar a ser feita por um organismo independente, a Comissão de Recrutamento e Selecção, que estará operacional ainda no primeiro trimestre deste ano, confirme garantiu ao PÚBLICO o Ministério das Finanças.

Além disso, passa a ser obrigatório haver contratos de gestão associados a cada contratação, sendo que o seu incumprimento poderá dar lugar a demissões. E, só no caso de cumprirem, pelo menos, 12 meses de serviço, é que estes gestores terão direito a indemnização.

A revisão do Estatuto do Gestor Público surge numa altura em que 18 empresas públicas aguardam pela nomeação de novos órgãos sociais, já que, em muitas delas, os conselhos de administração já terminaram o mandato, sem que tenham sido substituídos.

No diploma, estão previstas excepções à reforma, o que fará com que alguns gestores possam optar entre a indexação ao salário do primeiro-ministro ou a remuneração média nos últimos três anos (antes de entrarem na empresa).

Tal como o PÚBLICO avançou segunda-feira, esta nova lei mereceu a aprovação do Presidente da República, Cavaco Silva, na semana passada. Assim como a nova Lei-Quadro dos Institutos Públicos, que também acaba com privilégios e reduz salários nestas entidades e foi ontem publicada.

Nota: Escolha por um Organismo Independente? Ah!... Essa não. Eu já vi esse filme muitas vezes...

Stiglitz avisa que reformas estruturais não vão resolver a crise actual .


O prémio Nobel da Economia, Joseph Stiglitz, que participou hoje num congresso em Lisboa, avisa que as reformas estruturais não vão resolver a crise actual e podem mesmo agravar os problemas no curto prazo.
O economista, que tem sido particularmente crítico sobre as políticas de austeridade seguidas por vários países europeus, como Portugal, avisa também que as reformas estruturais – que têm sido apontadas pelos líderes europeus e pela troika como essenciais para restaurar a competitividade e o crescimento das economias debilitadas – não são a resposta certa à crise da dívida. “Algumas reformas estruturais são necessárias, mas não é provável que resolvam o problema da crise da divida nos próximos anos”, afirmou Joseph Stigliz, durante o Congresso da Distribuição Moderna, organizado pela Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), que decorreu ontem e hoje em Lisboa. O prémio Nobel da Economia avisa que as reformas estruturais demoram tempo e que não resolvem os problemas actuais, que são sobretudo do lado da procura. E, pior do que isso, podem mesmo agravar esses problemas. Joseph Stiglitz dá como exemplo as medidas para aumentar a flexibilidade do mercado laboral, que estão a ser aplicadas em vários países, como Portugal. “Muitas vezes, essas políticas são sinónimo de diminuição de salários, e isso, num ambiente já contraccionista, só agrava a recessão”, avisa o economista. Stiglitz relembra mesmo o caso dos Estados Unidos, que têm um dos mercados laborais mais flexíveis, mas que não têm tido, também, um bom desempenho nesta crise. As reformas estruturais “não vão resolver a crise actual”, conclui.

Nota: Ao contrário do prémio nobel da economia... Os economistas da nossa "praça" dizem que sim. Mas não é preciso nenhum deles dizer seja o que for... a realidade está à vista "de quem quer ver"... claro!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Agência Fitch considera inevitável incumprimento da dívida grega .


“Vai acontecer. A Grécia está insolvente e por isso vai cair em incumprimento”, disse um responsável da Fitch Rating s, Edward Parker, citado pela Reuters. “Nesse sentido, não deveria ser surpresa para ninguém”, acrescentou.

Este responsável, que gere o serviço de dívida soberana e internacional da agência na Europa, Próximo Oriente e África, falava numa conferência em Estocolmo e referia-se aos 14,5 mil milhões de euros em obrigações gregas que vencem a 20 de Março.

A posição da Fitch surge depois de ontem um responsável da Standard & Poor’s ter dito que a Grécia cessará em breve o pagamento das obrigações da sua dívida soberana.

Parker especificou ainda que a Fitch considera que um eventual acordo voluntário com os credores privados que os leve a aceitar o perdão de parte da dívida grega constituirá um incumprimento.

Por outro lado, afirmou que o pior que poderia acontecer era no entanto um incumprimento desordenado, em que o país deixasse repentinamente de reembolsar os detentores de título de dívida sem qualquer garantia.


“Para nós, essa situação seria realmente nociva, mas esperamos que certamente não aconteça porque, claramente, numa situação racional pensar-se-ia que os políticos gregos e as autoridades europeias assegurarão que isso não aconteça”, disse ainda, citado pela Reuters.

Nota: O recado está dado. Agora só falta o condenado colocar a cabeça na forca...

Quartos dos lares de idosos podem passar a triplos para receber mais gente.


“Há um grupo de trabalho que está a estudar a moderação das exigências que são feitas às instituições. Porque as contínuas mudanças de regras representavam por vezes custos excessivos ”, disse à Lusa o presidente da CNIS, garantindo que o trabalho sobre os Lares de Idosos já está terminado.

Entre as mudanças está a possibilidade de os quartos dos lares poderem passar a ter três camas: “Até agora só podiam ser quartos individuais ou duplos, mas agora vai ser possível ter quartos triplos”.

Para o presidente da CNIS, esta mudança poderá ser benéfica também para os idosos, até porque desta forma “as pessoas (utentes) podem auxiliar-se uns aos outros”.

A simplificação de algumas regras aplicadas às instituições de solidariedade social é um dos objectivos do Programa de Emergência Social, criado pelo actual Executivo para identificar as situações de resposta mais urgente.

Nota: É pena é que as mamãs e os papás destes senhores não irem para lares destes... Pode ser que um dia toque a algum desses senhores. (sinceramente eu gostava de ver isso acontecer)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Resposta dos líderes europeus “não está à altura dos riscos”, diz a Standard & Poor’s.


O chefe da divisão europeia da Standard & Poor’s para a dívida soberana, Moritz Kraemer, afirmou hoje que a resposta dos líderes europeus à crise da dívida soberana “não está à altura” dos riscos.

Nota: Numa coisa ele tem razão. É que com lideres como estes nem "Santo António" nos vale... Nós temos visto o que eles tem feito... e tem deixado fazer...

Carris precisa de meios financeiros para avançar com “saída” de 300 trabalhadores.


O grupo de trabalho criado para analisar a reestruturação dos transportes públicos defende que o Governo deve dotar a Carris de meios financeiros para concretizar medidas resultantes da redução do serviço, nomeadamente a “saída” de cerca de 300 trabalhadores.

Nota: Já os estou a "ver". Todos de fatinho, gravata e pasta a decidirem como é que vão despedir mais umas centenas de trabalhadores... É um filme que nós temos vindo a assistir já vezes demais... e com argumentos sem pés nem cabeça...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Refeições de alunos em risco por falta de pagamento.


De acordo com o vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), António José Ganhão, “há autarquias que não pagam às empresas fornecedoras há mais de um ano e há outras que ainda conseguiram pagar até Fevereiro do ano passado”. António José Ganhão acusa o Ministério da Educação e Ciência (MEC) pela situação “irresponsável” em que estão os municípios, que poderão de um dia para o outro ver o serviço de refeições “suspenso”. “O Ministério da Educação deve cerca de 60 milhões de euros às autarquias. No que toca à componente de apoio escolar, o MEC está com um atraso de um ano”, recordou o vice-presidente da ANMP, classificando de “insustentável” a actual situação. O responsável pela área da educação na ANMP lembra que “as empresas que fornecem refeições não são bancos” e alerta: “um dia destes suspendem o serviço”. António José Ganhão ressalva que existem câmaras que “estão em melhor situação do que outras, mas são uma minoria”. “Era importante que o valor em causa fosse transferido para que isso não chegasse a acontecer, mas as decisões são lentas. Algumas direcções regionais de educação pagaram mais do que as outras e isso significa que algumas autarquias conseguiram pagar até Fevereiro de 2010”. A Lusa contactou o Ministério da Educação para obter um esclarecimento quanto a esta matéria, mas tal não foi possível até ao momento.

Nota: Sem comentários e sem desculpas...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Governo admite medidas adicionais este ano para compensar desvio .


De acordo com uma nota interna do Ministério das Finanças, a que o Diário de Notícias (DN) teve acesso, o Governo de Pedro Passos Coelho está a trabalhar num cenário de medidas adicionais este ano, para compensar um desvio orçamental decorrente do agravamento do cenário macroeconómico e do custo para a Segurança Social das pensões dos bancários, que foram transferidas para o Estado. O DN divulgou hoje no seu site a nota interna que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, distribuiu no Conselho de Ministros informal de 18 de Dezembro. Entretanto, em declarações ao jornal publicadas este sábado, o Ministério das Finanças afirmou que esta nota é “um documento de trabalho”, acrescentando que a informação aí contida foi escrita “há três semanas”, pelo que se trata de “matéria em evolução, não dados fechados”. Contactada pelo PÚBLICO, fonte oficial do Ministério afirmou que não havia mais declarações a prestar sobre este assunto. De acordo com esse documento, a transferência do fundo de pensões dos bancários para o Estado, que vai permitir que o Governo cumpra com o défice estabelecido com a troika no ano passado, vai provocar um aumento do défice deste ano. De acordo com as contas do Ministério das Finanças, o défice será de 5,4% do PIB, em vez dos 4,5% previstos. Isso deve-se ao facto de parte das receitas dos fundos de pensões irem ser utilizadas para reduzir o stock de pagamentos em atraso, nomeadamente através da transferência de cerca de 1500 milhões de euros aos hospitais-empresa (EPE), para saldar dívidas.
Nota: Eles admitem. Nós é que não devemos admitir...

domingo, 8 de janeiro de 2012

Anónimos voltam a "rebaptizar" estações do metro de Lisboa com autocolantes falsos.


Um grupo de amigos voltou a colar vários autocolantes com logótipos de empresas e do FMI nos diagramas de rede das carruagens das composições que circulam nas linhas verde, vermelha e amarela do Metro de Lisboa.

"Restauradores Repsol", "Marquês de Pombal EDP", "São Sebastião Banco BIC", "Campo Grande Zon Multimédia", "Oriente Vodafone" e "Terreiro do Paço FMI" (Fundo Monetário Internacional) são os nomes atribuídos mais uma vez pelo grupo que, há uma semana, tinha colado a primeira série de autocolantes
“Queremos usar o diagrama como forma de protesto contra a parceria da PT na Baixa-Chiado [que alterou o nome da estação para Baixa-Chiado PT Bluestation em Setembro de 2011, ao abrigo de um contrato publicitário]. O Metro está a vender o espaço público, uma decisão que não foi debatida com os cidadãos e da qual não há nenhuma informação disponível”, disse à Lusa um dos anónimos que está envolvido nesta acção.

As cerca de 20 pessoas envolvidas são utilizadores do Metro, estão ligadas à área da comunicação, design e arquitectura, têm entre 25 e 50 anos e viram nos autocolantes uma forma de demonstrarem a sua indignação pela parceria com a PT.

“Ninguém diz que não possa haver mecenato de empresas privadas a públicas, mas há outras formas de o fazer. Não esta apropriação do espaço público. Há espaços para a publicidade, não é ocupar todo o espaço que as pessoas têm de usar especificamente para se deslocarem”, afirmou à Lusa outra das pessoas ligadas ao grupo.

“Nós somos cidadãos e utilizadores antes de consumidores de marcas. Queremos que as pessoas, ao verem os autocolantes, debatam este tema. Depois da Baixa-Chiado, o que acontece? As restantes estações também vão ser vendidas? Até onde é que vamos? Qual é que é o limite da venda do espaço público”, questionaram.

Além de lançar o debate, este grupo de cidadãos pretende que a parceria da PT na Baixa-Chiado “seja uma vez sem exemplo” e que “acabe já”, pela “invasão da marca” no espaço público.

“Queremos dizer basta às marcas, mas também defender que as empresas públicas não podem ser como os cegos que andam no Metro e perguntam "Quem tem a bondade de me auxiliar?". Não podem ser os directores de marketing a decidir como é que o espaço público funciona".

Com a parceria da PT, que dura quatro anos, além da alteração do nome, a estação da Baixa-Chiado ganhou cores azuis, que identificam a marca da empresa de telecomunicações, um painel informativo, wi-fi grátis, ‘delimitadores’ de plataforma iluminados e um programa lúdico-cultural durante os 365 dias do ano, com acções temáticas diárias sempre diferentes e um tema por mês.

Nota: É pena o Metro não chegar a outros pontos da cidade...

FMI duvida que a Grécia cumpra as metas da troika.


Segundo o documento a que a publicação alemã teve acesso, e que é citado pela agência Bloomberg, o FMI considera insuficiente o actual programa de ajustamento para Atenas atingir o equilibro orçamental, dadas as metas do acordo com a troika que estão por cumprir.

Os peritos do FMI – um dos parceiros do empréstimo de 110 mil milhões de euros negociado com o anterior Governo helénico –, querem que na próxima ronda de avaliação do Memorando de Entendimento sejam revistos os pontos-chave do acordo. Isto segundo o relato daquela revista alemã, que não foi comentado nem desmentido pelo fundo.

Para a instituição liderada por Christine Lagarde, a Grécia só tem três opções: avançar com mais medidas para consolidar as suas finanças; ser negociado um perdão maior com os credores privados; ou serem negociados mais fundos por parte da zona euro.

A notícia surge dias depois de os representantes dos bancos e outras instituições financeiras credoras da Grécia terem feito pressão para uma conclusão rápida das negociações quanto ao abatimento de parte dos empréstimos feitos ao Estado grego.

Numa altura em que se aproxima o exame à execução do ajustamento grego (em meados de Janeiro), um conselheiro do ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, afirmou ontem, que o perdão em 50% da dívida grego, pré-acordado com os credores em Outubro, não será suficiente para salvar a Grécia. Isto após uma notícia, não desmentida pelo Governo alemão, de que Berlim pretendia um perdão da dívida de 75% dos títulos detidos pelo sector financeiro privado.

O abate à dívida grega estabelecido em Outubro pela zona euro prevê um perdão de 100 mil milhões de euros e garantias para os credores no valor de 30 mil milhões.

Nota: Coitados dos gregos... e de nós!...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Confiança dos consumidores e das empresas volta a bater mínimo histórico .


Os Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores, hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o indicador de confiança dos consumidores atingiu em Dezembro um novo mínimo histórico, estando em queda desde Setembro. Mas a tendência é que se venha a deteriorar ainda mais este ano, pelo menos a julgar pelos inquéritos às perspectivas dos consumidores para os próximos 12 meses. De acordo com o INE, as expectativas quanto à evolução da situação financeira do agregado familiar e à situação económica do país estão ao nível mais baixo desde que o instituto tem registo dos dados, ou seja, desde Novembro de 1997. Os consumidores acreditam que o desemprego vai continuar a subir e, a este nível, as perspectivas são também as mais negras de sempre. As medidas de austeridade previstas para este ano, com destaque para as alterações no IVA e para os cortes nos subsídios de férias e de Natal de funcionários públicos e pensionistas, deverão degravar ainda mais a confiança dos consumidores e provocar uma quebra do consumo, que empurrará a economia para a recessão. Os inquéritos do INE mostram, também, que a crise está a atingir a confiança das empresas, o que deverá reduzir o investimento e, consequentemente, prejudicar também o desempenho do PIB. Em Dezembro, o indicador de clima económico voltou a diminuir significativamente, atingindo um novo mínimo histórico. A confiança das empresas está a descer desde Outubro de 2010. Sentimento económico deteriora-se na UE e zona euro A quebra de confiança não é exclusiva de Portugal. Os inquéritos hoje divulgados pela Comissão Europeia mostram que o indicador de sentimento económico, que mede a confiança das empresas e dos consumidores, voltou a recuar em Dezembro. A queda foi de 0,8 pontos na União Europeia (UE) e de 0,5 pontos na zona euro e é o resultado do enfraquecimento crescente da área dos serviços e da construção, bem como dos consumidores. Já na indústria a confiança das empresas manteve-se estável, enquanto o comércio a retalho melhorou no índice de sentimento económico. As maiores quedas foram registadas na Polónia (-5 pontos), na Itália (-4,6) e em Espanha (-1,3), enquanto a Alemanha e a Holanda foram os mais que mais viram melhorar a confiança dos agentes económicos: 1 e 0,8 pontos, respectivamente. No caso de Portugal, os inquéritos da Comissão apontam para uma melhoria do sentimento económico em Dezembro. Contudo, os números de Bruxelas são mensais, enquanto os do INE, que revelam um agravamento da confiança dos consumidores e das empresas, são médias mensais dos últimos três meses.
Nota: Mas ainda há alguém que se surpreenda?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Irão testa mais um novo míssil de longo alcance.


O Irão “testou com sucesso” nesta segunda-feira um míssil de longo alcance no Golfo, junto ao estreito de Ormuz, depois de ontem ter testado um míssil de médio alcance, informou a agência oficial ...

Nota: Eles até já estão a adivinhar o que os espera...

sábado, 31 de dezembro de 2011

Portugueses enfrentam em Janeiro vaga de aumento de preços.


Do café às águas engarrafadas, aos refrigerantes, ao pão, Janeiro marca o início da vaga de aumentos de preços decidida pelo Governo para 2012. Os restaurantes que abrirem no domingo já têm de aplicar as novas taxas do IVA. Na saúde, as taxas moderadoras podem no próximo ano chegar aos 50 euros. Ir ao teatro ou ao cinema vai também ser mais caro.

Nota: E ainda por cima o ano é bissexto!...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

"Prémio" atribuído também a Passos e Portas Bloco de Esquerda entrega a Américo Amorim taça de Melhor Trabalhador do Ano .


O gesto irónico tem por base as declarações de Américo Amorim quando, a propósito da possibilidade de se aumentarem os impostos sobre as grandes fortunas, declarou publicamente: "Não me considero rico. Sou trabalhador."

Para o deputado do Bloco pelo distrito de Aveiro, a distinção do empresário de Mozelos, em Santa Maria da Feira, era inevitável. "Na altura de todos os balanços de 20011, vemos efectivamente que tinha que ser ele o premiado", explica Pedro Filipe Soares. "É o homem mais rico de Portugal e insultou os portugueses porque, quando se pediam sacrifícios, dizia que era apenas mais um trabalhador".

O parlamentar do BE realça ainda que, na prática, Américo Amorim é também "o premiado das políticas do Governo", na medida em que actualmente se pedem mais impostos aos portugueses, mas o industrial, "na sua engenharia financeira da fuga das SGPS, tem mais benefícios fiscais". "Este prémio também simboliza, por isso, as escolhas de Passos Coelho e Paulo Portas", declara Pedro Filipe Soares.

Nota: E devia levar também um "penico"...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados.


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sugere que os professores desempregados emigrem para países lusófonos, realçando as necessidades do Brasil.

Nota: E eu sugiro-lhe que ele emigre (com a a respectiva corja) para o Pólo Norte.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Os hackers ao ataque... para sabermos a verdade!...

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) é o último alvo conhecido que foi atacado por um grupo de piratas informáticos intitulado LulzSec Portugal. No domingo foi divulgado um documento confidencial, assinado pela directora, Cândida Almeida, sob o título Mediatização de processos da competência do DCIAP. Neste documento dão-se conta dos passos dados pela investigação em processos como o Freeport ou os submarinos.

O documento que terá sido retirado do sistema informático da Procuradoria-Geral da República foi enviado para alguns órgãos de comunicação social na noite de domingo. Terá sido redigido por Cândida de Almeida e enviado, no último dia de Agosto do ano passado, para o procurador-geral Fernando Pinto Monteiro. No que se reporta ao processo Freeport são feitas algumas revelações surpreendentes. Diz Cândida Almeida que é "de registar que do processo constava um projecto de formação de equipa conjunta de polícias portuguesa e inglesa, com absoluto desconhecimento do Ministério Público". Outras passagens referem inúmeros outros passos da investigação, desde cartas rogatórias (para França, Mónaco, Grécia e Ilhas de Jersey, Mann, Caimão) até reuniões com o embaixador do Reino Unido em Lisboa. Diz-se que se realizou uma perícia financeira cujos resultados foram guardados num relatório com 262 volumes e um CD e que, após a inquirição e interrogatório de cerca de 90 pessoas, sete delas vieram a ser constituídas arguidas neste processo de corrupção onde, entre outros, era visado o então primeiro-ministro, José Sócrates. Sobre o processo da aquisição à Alemanha de dois submarinos, Cândida Almeida dizia, em Agosto do ano passado, que ainda se investigava a eventual prática de crimes de corrupção activa e passiva, tráfico de influências e branqueamento de capitais. "Porém, no decurso daquela investigação foram recolhidos indícios da prática de crimes associados à celebração e execução do contrato de contrapartidas, nomeadamente de burla qualificada e de falsificação de documentos", refere ainda a propósito do caso onde aparece referenciado como um dos principais intervenientes o então ministro da Defesa Paulo Portas.