




A Cáritas está a ficar sem capacidade para responder ao crescente número de pedidos.
O aumento do desemprego, a perda de subsídios, a subida das rendas de habitação e a precariedade laboral são as principais razões que colocam cada vez mais portugueses em dificuldade e a necessitar do apoio de instituições de solidariedade social.
Segundo os dados só da Cáritas Portuguesa, desde o início do ano já foram ajuda- dos mais de 28 mil agregados familiares, correspondentes a 66 525 pessoas. No mesmo período foram recebidas inscrições de 4645 novas famílias (média de 516 por mês), equivalentes a 12 535 novas pessoas apoiadas (1392 por mês). E, no terreno, constata-se que o perfil daqueles que pedem apoio está a mudar rapidamente.
Nota: E Ainda a procissão vai no adro...


Mais de 85% dos portugueses estão a sentir o efeito da crise económica, dos quais metade com um impacto "muito significativo", revela hoje o eurobarómetro "Os europeus e a crise", encomendado pelo Parlamento Europeu.
Quase metade (45%) dos cidadãos da União Europeia (UE) a 27 conhece alguém que perdeu o emprego devido à crise. Em Portugal, 38% dos inquiridos disse conhecer pessoas que ficaram desempregadas como consequência direta da crise.
Mais de um quinto dos europeus afirma ter um familiar que perdeu o emprego. Em Portugal, esta percentagem sobe para 28 %. Mas, em 18% dos casos a perda do emprego aconteceu com os próprios ou com o parceiro (na UE a 27 é de 12 por cento).
O estudo adianta que cerca de dois terços dos inquiridos consideram que "a crise vai durar muitos anos" e ninguém concorda com a ideia que Portugal "já está a regressar ao crescimento", contrariamente ao que acham 8% dos europeus.
Nota:E mesmo assim as "Centrais Sindicais" ainda andam a negociar. Melhor dizendo... andam a fingir que negoceiam. A isto se chama: "Contra-Revolução"...

O presidente do grupo Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, disse que estabelecer tectos salariais aos gestores públicos é "pedir aos incompetentes para ocuparem os cargos", considerando ser "um convite à mediocridade".
"Um presidente da Caixa Geral de Depósitos a ganhar cinco mil euros é um convite à mediocridade e um convite a outros esquemas que existem em Portugal há muitos anos", afirmou Alexandre Soares dos Santos no jantar debate promovido, na terça-feira, pela Associação Portuguesa de Gestão e Engenharia Industrial (APGEI), no Porto.
Questionado por um empresário sobre o sistema remuneratório dos gestores públicos, o empresário admitiu não perceber a decisão de os dirigentes de empresas públicas terem os salários indexados ao do Presidente da República: "Não percebo a decisão de se ter que ganhar menos que o Presidente da República, porque o Presidente da República não faz nada".
Nota:
Sr. Alexandre Soares dos Santos! Com tantos gerentes a ganharem bem mais do que o Presidente da República não tenho visto, ao longo destes anos que já passaram, que o país esteja melhor.
Na sua opinião é um convite à mediocricidade. Pelo que me é dado observar a mediocricidade continua... apesar de auferirem ordenados "bem chorudos". Ou não é isto verdade? (estou a falar na generalidade e não num ou outro caso que foge à regra...).

O célebre desvio do Super-Constellation da TAP 'Mouzinho de Albuquerque' foi feito por meia dúzia de "resistentes", para quem era preciso fazer algo "em grande" que abrisse caminho à liberdade que não existia com Salazar no poder, como contaram à Lusa alguns dos autores do golpe.
Meio século depois, a iniciativa de tentar impedir que este episódio da história portuguesa seja esquecido é da Associação Promotora do Livre Pensamento (APLP).
O presidente da APLP, Luís Vaz, explicou à Agência Lusa os propósitos deste encontro, que decorrerá quinta-feira num restaurante em Lisboa: "Passar à juventude uma mensagem pedagógica sobre a importância deste acontecimento histórico".
"Sendo a APLP uma associação que pretende manter a memória viva sobre os acontecimentos históricos, não podíamos deixar de recordar este episódio e inseri-lo no contexto da luta anti-fascista", disse o historiador, autor de vários livros sobre o anti-fascista Hermínio da Palma Inácio.
O desvio foi protagonizado por Hermínio da Palma Inácio, um resistente que na altura era conhecido e perseguido pela polícia política.
Com ele alinharam Camilo Mortágua, João José Martins, Amândio Silva, Maria Helena Vidal e Fernando da Costa Vasconcelos.
Os "piratas do ar" embarcaram em Casablanca no avião, que fazia a rota Lisboa-Tanger-Casablanca-Lisboa, e obrigaram o comandante a sobrevoar Lisboa e outras cidades a baixa altitude para lançarem panfletos contra o regime de Salazar.
Os revolucionários regressaram a Marrocos, tendo posteriormente seguido para o Brasil.
Em Portugal, o regime acumulava mais esta fenda, a qual se seguiu ao desvio do paquete Santa Maria, que tinha ocorrido em janeiro desse ano.
"Este é um acontecimento que marca o início do fim do regime", explicou Luís Vaz, considerando que a sua lembrança é uma forma de mostrar à juventude que, "mesmo sem emprego e numa ditadura económica, é possível ter energias para o combate".
Para o historiador, hoje em dia "não há uma ditadura, mas sim ditaduras psicológicas".
"A juventude é criativa e vai saber atuar, não nestes moldes, mas saberá como resistir", disse.