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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Galp com lucro de 50 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 16,5 % que no período homólogo.


O resultado líquido da Galp Energia foi de 50 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, um crescimento de 16,5 por cento quando comparado com o período homólogo de 2011, indicou a petrolífera nacional à CMVM.

Segundo um comunicado da empresa com os números avançados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o resultado positivo nos primeiros três meses do ano explica-se pelo aumento, sobretudo no Brasil, da produção de crude e gás natural, que se situou nos 16.500 barris por dia, mais 72 por cento do que no mesmo período de 2011.

Nota: É um "fartar vilanagem"...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Vem aí uma nova polícia especial.


Nova lei dá poderes de busca, apreensão e inquirição à Autoridade da Concorrência.

O jornal i destaca a aprovação da lei da concorrência pelo Governo, segundo a qual a Autoridade da Concorrência vai ganhar poderes de polícia criminal, que incluem busca, apreensão e inquirição. O organismo vai ainda poder analisar quaisquer auxílios públicos decididos pelo Estado ou entidades públicas.

Até agora, lembra o jornal, em termos de sanções, a Autoridade da Concorrência limita-se a identificar e investigar "práticas susceptíveis de infringir a legislação de concorrência nacional e comunitária" e a adotar "medidas cautelares".

Nota: Mais "tachos" é? Ou mais do que isso?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Quanto mais a troika e o BCE nos emprestam, mais difícil é regressar aos mercados.


Em 2013 mais de 55% da dívida estará nas mãos de credores preferenciais, um desincentivo para o mercado emprestar ao país. Economistas falam em novo resgate, Passos diz “não”.

Nota: Pinóquio!...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Empobrecer é bom para os outros.


O mantra “Vamos empobrecer”, trauteado de forma digna e austera, atinge por estes dias um valor simbólico equivalente ao do hino nacional. Este mantra foi incluído no discurso do primeiro-ministro muito antes de se ter instalado nos quartinhos de São Bento. Passos utilizou essa espécie de moral espartana para efeitos de propaganda: era ele o pai que no Natal de 2010 não tinha dinheiro para comprar prendas às filhas mais velhas; o homem que alugava uma casinha de férias em Manta Rota e fazia churrascos (em contraste com os hotéis de luxo onde se instalava José Sócrates); o primeiro-ministro que deixou de andar em primeira classe na TAP para poupar uns dinheiros ao Estado. Tudo devidamente “comunicado” pelos experts da campanha e, depois, do governo. A propagação dos valores da “austeridade digna” não se restringiu ao primeiro- -ministro. Todos os que os rodeavam – como alguns dos recém-nomeados para cargos que o Estado tem para oferecer – propagandearam o mesmo. Tínhamos de “empobrecer”, empobrecer era bom, empobrecer dá saúde e faz crescer. Mas só os pobres, ao fim e ao cabo, servem para a função: têm prática e estão habituados. A virtude do escândalo das nomeações é desmascarar de uma forma definitiva a propaganda do governo. Empobrecer é bom para os outros. Os quase pobres estão obrigados a pagar o IVA da electricidade a 23% que ajudará a financiar o salário de Eduardo Catroga, como ontem lembrou muito bem o histórico do PSD António Capucho. Como justificar um aumento do IVA para 23% de um bem essencial como a electricidade (decidido pelo governo) propriedade de uma empresa privada, quase monopolista, em que os gestores são pagos em valores extra-terrenos? O facto de ser o braço-armado partidário de Passos Coelho para as políticas de austeridade a ser pago com o aumento do IVA é moralmente escabroso. “O valor de mercado” de Eduardo Catroga (qual mercado?) é para todos os efeitos descontado nos salários de famílias quase pobres. O que se passou nas Águas de Portugal – e se tinha já passado na Caixa Geral de Depósitos – foi o habitual “ir ao pote”, nas imortais palavras do primeiro-ministro. O “pote” é muito melhor do que o governo – até porque paga muito mais. E depois há essa região autónoma chamada Banco de Portugal cujos funcionários se regem por um direito paralelo: o ordenado do governador é superior aos congéneres de outros países, as reformas são extraordinárias. Se a decisão de manter os subsídios de Natal e de férias vingar – e chegar ao Presidente da República, que optou pela reforma do Banco de Portugal, muito mais generosa do que o ordenado de Presidente da República – o enterro da credibilidade da litania da “austeridade digna” atingirá finalmente todos os órgãos de soberania. Com o país em sangue, o escândalo das nomeações arrasa qualquer autoridade do governo para falar contra “a despesa do Estado”. Tudo isto também é (ou ainda é) Estado e, em grande medida, gordura. Por razões práticas, escapou à contabilidade das maléficas “despesas” que o governo quer travar a todo o custo.

Nota: Faz o que eu digo não faças o que eu faço...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tribunal obriga CTT a devolver cortes salariais e abre portas a caos no Estado.


Os CTT vão ser obrigados a devolver o corte dos salários aos trabalhadores sindicalizados com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2011, “acrescidos de juros de mora legais, vencidos e vincendos, até integral pagamento”. A decisão é do Tribunal do Trabalho de Lisboa e vem na sequência do processo judicial instaurado pelo Sindicato Democrático dos Trabalhadores das Comunicações e dos Média contra a administração dos Correios, devido à aplicação das medidas inscritas no Orçamento do Estado para 2011, a que o i teve acesso.

Nota: A guerra estalou!...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Juros da dívida agravam-se em Portugal e aliviam em Espanha e Itália.


Os juros pedidos pelos investidores para comprar dívida portuguesa caíam hoje no prazo de 10 anos, subindo nos prazos mais curtos, enquanto os da Itália subiam e os de Espanha também recuavam.
Cerca das 11:17, os juros praticados a dez anos para Portugal caíam para 13,027 por cento, a cinco anos avançavam ligeiramente para 15,737 por cento e a dois anos subiam para 16,636 por cento.
Em Espanha, a tendência era de queda em todas as maturidades (a 2, 5 e 10 anos), na mais curta a taxa situava-se nos 3,882 por cento, a cinco anos os investidores exigiam 4,767 por cento e a 10 anos estavam nos 5,567 por cento, no dia em que se realiza um leilão de dívida no montante de 3.500 milhões de euros, com maturidades que vão desde os 2016 a 2020.
Os juros de Itália estavam pressionados em todas as maturidades, a dois, cinco e a dez anos.
Já na Grécia, os juros a cinco anos seguiam em máximos históricos, nos 53,873 por cento, mas aliviavam para os 144,69 a dois anos e situavam-se nos 34,687 por cento a cinco anos.
Os investidores, apesar de atentos aos níveis da dívida europeia e às suas consequências, estão hoje mais animados com as principais bolsas a corrigirem das quebras registadas nesta semana.

Nota: Dr. Passos Coelho... ainda quer continuar com os planos da troika?
Tenha cuidado! Olhe que o "pessoal" já não vai aguentar muito
mais...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Mais de metade dos jovens com menos de 25 anos ganha até 500 euros.


Mais de metade dos jovens com menos de 25 anos ganha menos de 500 euros, assim como um quarto dos jovens entre os 25 e os 34 anos, sobretudo porque têm empregos precários e de baixa qualificação.

De acordo com um estudo que vai hoje ser divulgado pela CGTP, 51 por cento dos jovens trabalhadores com menos de 25 anos têm um salário inferior a 500 euros, tal como 24,5 por cento dos jovens entre os 25 e os 34 anos.

Segundo o documento, a que a Agência Lusa teve acesso, 40 por cento dos jovens têm um contrato de trabalho a prazo e um quarto ocupa postos de trabalho de baixa qualificação, o que, juntamente com a elevada concentração em setores de atividade com salários baixos, leva a que a maioria dos jovens tenha salários inferiores a 750 euros.

A análise feita aponta ainda como razão para os baixos salários entre os jovens a discriminação entre trabalhadores permanentes e precários, dado que os contratados a prazo ganham menos 25 por cento por hora que os permanentes, diferença que no caso das empresas de trabalho temporário chega aos 40 por cento.

Embora a precariedade atinja todas as camadas etárias (28,7 por cento dos trabalhadores), são os jovens os mais atingidos, pois representam 57 por cento do total dos precários.

Nota: Pelo caminho que isto levou não admira que a "Segurança Social" esteja em colapso. Quanto menos ganham... menos descontam... menos dinheiro a entrar na Segurança Social. Daah!..

domingo, 20 de novembro de 2011

Inflação. Evolução nos preços imposta pelo Estado mata consumo


Aumentos nos transportes e na luz fizeram preços disparar como há 20 anos não se via. Mas há 20 anos o PIB estava em expansão.
A evolução dos preços em Portugal este ano está a asfixiar o consumo privado quando estes dados começaram a ser compilados. Segundo as estatísticas do Banco de Portugal, o consumo das famílias recuou 3,9% em Outubro, elevando para 11 os meses de quebra consecutiva no consumo privado.
A culpa é da forte contracção que o rendimento disponível dos portugueses está a sofrer: quer por via de aumentos de impostos e de cortes salariais quer através do aumento de preços. Aliás, e segundo as estatísticas do banco central, o aumento do custo dos transportes e da luz, ditados pelas decisões do governo PSD/ CDS, atingiram este ano níveis sem precedentes nas últimas duas décadas.

Nota: E eles continuam. Resta saber até quando...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

OE 2012. Portugueses dizem que austeridade é necessária


Os portugueses consideram que as medidas previstas no Orçamento do Estado para o próximo ano (OE2012) agravam a sua situação financeira, mas reconhecem a razoabilidade das mesmas face à atual situação do país.

Esta é uma das conclusões do estudo de mercado da Deloitte "Orçamento do Estado 2012 -- A importância de saber", a que a Lusa teve acesso, e sublinhada por Miguel Leónidas Rocha, que destaca a "clarividência dos inquiridos".

"Nota-se que há alguma compreensão por estas medidas e creio que as pessoas estão sensíveis, conscientes do problema e da situação económica do país, bem como da necessidade de se adotar medidas e estão até disponíveis para ajudar, através dos sacrifícios pessoais, na resolução do problema", disse à Lusa o 'partner' da Divisão de Consultoria Fiscal da Deloitte em Portugal.

Nota:

Só por curiosidade a "Deloitte" é americana e os portugueses são todos "clarividentes"...

Com certeza que isto só pode ser anedota!...

Aliás olha-se para a imagem e vê-se logo que são todos "portugueses e estão todos contentes com a austeridade"... Por favor tenham dó...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Porque é que isto já não espanta ninguém?


Reino Unido vai apoiar EUA se houver ataque a Teerão

Para os serviços secretos, a existência de armas nucleares no Irão deverá cada vez mais ser considerada.
As forças armadas britânicas estão a acelerar os planos de contingência para uma possível intervenção no Irão. De acordo com o “The Guardian”, os receios cada vez maiores em torno do programa nuclear de Teerão estão a fazer com que o Ministério da Defesa britânico esteja a considerar antecipar ataques com mísseis contra algumas instalações do país. Segundo alguns responsáveis em declarações ao jornal, se Washington decidir avançar com a missão terá o apoio do Reino Unido em todas as circunstâncias. Para antecipar o eventual ataque, os estrategos do exército britânico estão a examinar a melhor forma de enviar navios da marinha e submarinos equipados com mísseis cruzeiro Tomahawk durante os próximos meses, para uma intervenção militar por ar e mar. As forças britânicas também acreditam que os Estados Unidos vão pedir autorização para atacar o Irão a partir de Diego Garcia, território britânico no oceano Índico, a que os norte-americanos já recorreram nos conflitos anteriores no Médio Oriente. De acordo com declarações de vários responsáveis britânicos ao “Guardian” após a queda do regime líbio, o Irão voltou a ser a principal preocupação da comunidade internacional. Apesar de Barack Obama não querer entrar em mais uma intervenção militar antes das eleições presidenciais, agendadas para Novembro de 2012, o jornal indica que os planos podem vir a ser alterados devido às recentes informações recolhidas pelos serviços secretos que apontam para um Irão cada vez mais agressivo.

(ler mais em: http://www.ionline.pt/mundo/reino-unido-vai-apoiar-eua-se-houver-ataque-teerao)

Nota:

Os "vampiros" já estão à espreita...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

BIC ganha BPN e Estado paga custos dos despedimentos


BIC só assegura manutenção de 750 colaboradores e Estado paga "custos com eventual cessação dos vínculos" restantes, que podem ser mais de 50% dos efectivos. O governo decidiu vender o Banco Português de Negócios ao BIC, entidade de capitais angolanos liderada por Mira Amaral. Este banco ofereceu 40 milhões de euros pelas acções do BPN e a "celebração do contrato formalizando a transacção deverá ocorrer num prazo máximo de 180 dias", incluindo todas as autorizações legais necessárias, segundo comunicado do Ministério das Finanças divulgado ontem, último dia dado pela troika para que o governo encontrasse um comprador para o BPN. O Estado e o BIC vão agora ultimar os pormenores do negócio, tendo já ficado acordado que caso este banco venha a conseguir um lucro acumulado superior a 60 milhões de euros nos próximos cinco anos, "será pago ao vendedor uma percentagem de 20% sobre o respectivo excedente, a título de acréscimo de preço" - ou seja, se o banco conseguir acumular 65 milhões de lucro nos próximos cinco anos, o Estado receberá mais um milhão de euros. Também ficou definido que "a recapitalização do BPN, prévia à transmissão das acções, ascenderá a cerca de 550 milhões de euros", a serem realizados pelo Estado. Segundo as Finanças, o BPN custou aos contribuintes até agora 2,4 mil milhões de euros. 830 empregos em risco O BIC, liderado pelo ex-ministro do PSD, Mira Amaral, também não parece disposto a ficar com a maioria dos colaboradores do BPN. Segundo o comunicado das Finanças, "a proposta apresentada pelo Banco BIC assegura a integração de um mínimo de 750 dos actuais 1580 colaboradores do BPN", sendo que serão os contribuintes a pagar os despedimentos no banco que foi nacionalizado em 2008. "Serão suportados pelo Estado os custos com a eventual cessação dos vínculos laborais dos trabalhadores das agências e/ou centros de empresa que venham a ser encerrados ou reestruturados num prazo máximo de 120 dias após a data de transmissão das acções", lê-se no comunicado.

Comentário de um leitor:

Está a começar o compadrio e os favores aos amigos... O ''iluminado''' presidente do BIC, que por «mero acaso» esteve 18 meses na administração da CGD e que por isso aufere 18000 euros mês de reforma, continua a saquear o Estado. Como é que uma oferta de 40 milhões e venda a capital estrangeiro é melhor que 100 milhões oferecidos por um consórcio português é coisa que não percebo. Não é corrupção, compadrio, lobby angolano.... sou eu que sou burro. Mudaram as moscas, porque a m a continua a ser a mesma...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Os "amigos" finlandeses!...


O líder do partido de extrema-direita finlandês Verdadeiros Finlandeses, Timo Soini, assegurou hoje que a União Europeia deve renegociar o resgate financeiro de Portugal.

Em declarações à televisão pública finlandesa YLE, Soini, que depois das eleições de domingo lidera a terceira força política daquele país nórdico, indicou que "terá de haver mudanças" nos planos europeus de construir um mecanismo de estabilidade financeira, apesar de não ter querido dar mais pormenores sobre os pontos que deveriam ser modificados.

"O mais importante é que a Finlândia não precise de pagar pelos erros dos outros", sublinhou Soini um dos candidatos mais firmes, graças à espetacular ascensão, para formar governo com os conservadores, que venceram as eleições de domingo mas com uma margem mínima.
O líder de extrema-direita, que nas últimas eleições para o Parlamento Europeu também tinha sido o candidato mais votado da Finlândia, assegurou que a sua intenção é mudar a partir de dentro as políticas económicas de Bruxelas.

"Já se viu que o pacote de ajudas à Grécia e à Irlanda não funcionou. Agora as coisas vão começar a fazer-se de outra forma na Europa”, sublinhou.

Soini, conhecido pelas suas visões ultra-nacionalistas e euro-cépticas, também dirigiu duras palavras contra a UE, ao afirmar que a União “fracassou". "Temos que a gerir melhor”, disse.

Os Verdadeiros Finlandeses advertiram durante a campanha que não estão dispostos a participar num governo que dê «luz verde» a novos resgates financeiros, incluindo o português.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Uma questão de "ratice"...

Um grupo de economistas entrega hoje na Procuradoria-Geral da República um documento com vista à abertura de um inquérito contra as agências de 'rating' que acusam da prática de "crime de manipulação do mercado".

Moody's, Fitch e Standard & Poor's são as agências visadas pela ação, que dará hoje entrada na instituição liderada por Pinto Monteiro.

O documento é subscrito por quatro economistas: José Reis e José Manuel Pureza, da universidade de Coimbra, e Manuel Brandão e Maria Manuela Silva, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).

Em declarações à Lusa, José Reis realça que as agências que "intervêm no mercado português", as três referidas na denúncia, "dominam mais de 90 por cento do mercado" internacional, pelo que "é preciso saber se as leis da concorrência são respeitadas".

Duas dessas agências - Moody's e Standard & Poor's - têm inclusive um "mesmo fundo de investimento como proprietário", adverte o economista, e as decisões que as entidades tomam, "que influenciam as taxa de juro", têm um impacto significativo nos endividamento dos países, "podendo afetar a sua estabilidade" financeira e económica.

No documento que hoje chegará às mãos de Pinto Monteiro, a que a Lusa teve acesso, é dito que "quanto maior for o risco inerente a uma emissão de dívida, maior será o retorno exigido pelos investidores, ou seja, maiores serão os juros" impostos pelos mesmos.

O inquérito que os assinantes do documento querem que seja aberto deve apurar a "prática dos atos abusivos que são imputados" às três agências, a "existência de graves prejuízos produzidos nos interesses do Estado e do povo português" e a "identificação dos quadros diretivos das ditas agências e os autores dos atos" da denúncia.

Os economistas querem também saber se os "benefícios obtidos pelas agências" e os seus clientes "foram de notória importância", para além de quererem ter acesso a "todas as comunicações internas das agências de notação respeitantes às classificações referentes a Portugal" desde o ano de 2010.



quarta-feira, 9 de março de 2011

Professor demitido de funções da DREC por contestar modelo de avaliação

Um professor foi demitido do cargo de coordenador da Equipa de Apoio às Escolas avaliação dos docentes, por ter contestado a a avaliação dos docentes, um assunto que o ministério considera ser da exclusiva responsabilidade da Direcção Regional de Educação do Centro.

Alguns jornais tornaram hoje pública a decisão da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) de afastar o coordenador da Equipa de Apoio às Escolas de Coimbra, Ernesto Paiva, depois de o professor ter assinado um documento, que circulava na sua escola, contra o modelo de avaliação de desempenho.

Para o Ministério da Educação, quem ocupa cargos como o de coordenador da equipa de apoio às escolas está obrigado ao "dever de lealdade" uma vez que cabe a estes responsáveis a tarefa de "acompanhar as escolas na implementação das medidas de politica educativa".

"As equipas de apoio às escolas são estruturas da responsabilidade das Direcções Regionais de Educação (DRE)", disse uma assessora do Ministério da Educação, explicando que há uma delegação de competências do ME para as DRE e que por isso é a direção regional que está a estudar o caso.

"Esta é uma questão gerida pela DREC. O Ministério não interfere nas questões internas de funcionamento das estruturas", concluiu, recusando-se a prestar mais declarações sobre a história do professor que ocupava um cargo na DREC desde 2005.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ainda os submarinos!...


A Comissão Europeia liderada por Durão Barroso vai ter de decidir se quer investigar o ex governo do próprio presidente da Comissão. A eurodeputada socialista, Ana Gomes, apresentou ontem uma queixa na Comissão Europeia contra o executivo de Barroso que, em 2004, decidiu os termos em que Portugal comprou os dois submarinos ao consórcio alemão German Submarine Consortium. Ana Gomes diz que os contratos - de aquisição de dois submarinos e de contrapartidas no negócio - "estão eivados de vários crimes", "são lesivos para o Estado" e que encontra nos documentos que analisou "fundamentos de violação do direito comunitário". Em causa podem estar casos de "fraude", "violação das regras do mercado interno", "má utilização dos dinheiros públicos", "corrupção", ou ainda responsabilidade pelo "desaparecimento de documentos". "Este é o maior contrato de armamento que o Estado fez, no valor 1210 milhões de euros. Há vários indícios de que o Estado foi lesado e não foram acautelados os interesses públicos" explica a eurodeputada. Sem querer quantificar a dimensão do prejuízo para os cofres públicos, Ana Gomes diz ao i que houve dinheiro gasto que precisa de ser justificado: "Só o preço dos submarinos foi majorado em 64 milhões de euros e depois há o caso, por exemplo, da contratação da ESCOM, que foi contratada para fazer o projecto de engenharia financeira que devia ser feito pelo Ministério. Só por essa contratação, o Estado gastou 30 milhões de euros". E, só nestas duas questões, a eurodeputada contabiliza cerca de 100 milhões de euros que podiam ter sido repensados. Mas as contas podem ascender a centenas de milhões de euros: "Acrescem ainda eventuais comissões que tenham sido pagas e os prejuízos que advieram das contrapartidas - na maior parte fraudulentas", admite. Ambos contratos são da responsabilidade política do ministro da Defesa do governo Barroso, Paulo Portas: "Sei que o governo português actual mandou estudar a hipótese de pôr em causa os contratos, mas é difícil porque estes estão blindados", justifica a eurodeputada. Que acrescenta: não se trata de uma queixa "contra Portugal," mas "por Portugal".

Nota minha: E a lata que tem esta "gentinha" de vir para os "media" falar de honestidade, transparência e outros mais.
Isto já lá não vai com "cravos"...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Europa à beira da implosão total


por Ana Sá Lopes, Publicado em 09 de Dezembro de 2010

Jacques Delors e Helmut Schmidt acreditam que a falta de líderes com qualidade e visão de futuro, na Europa, pode conduzir ao fim do euro e da União Europeia.

Ouçamos os velhos: Jacques Delors, o carismático ex-presidente da Comissão Europeia, acha que os dirigentes europeus são incapazes de uma verdadeira cooperação e não têm a mais pequena noção de que têm nas mãos um bem comum a gerir, o euro. Em entrevista ao Le Monde, Delors preconiza que com as coisas a continuarem como estão - a Europa e os seus principais dirigentes capturados por impulsos populistas - o declínio é irreversível.

Também Helmut Schmidt, o antigo chanceler alemão, não tem dúvidas: "Faltam dirigentes na Europa, pessoas em altos cargos que dominem as questões nacionais e internacionais e tenham suficiente bom senso", disse Schmidt em entrevista há dois dias. Angela Merkel, a sua sucessora na chancelaria, tem sido "pouco hábil" na gestão da crise e o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Shauble, não percebe nada de mercados. Shauble, segundo o economista Schmidt, "percebe de questões relacionadas com o orçamento e de questões fiscais, mas os mercados internacionais de capitais e moedas, o sistema bancário ou a supervisão dos bancos são novos para ele".

O ex-chanceler esforça-se por tentar fazer perceber aos seus compatriotas a importância do euro para a Alemanha: se não houvesse euro, sustenta Schmidt, "a Alemanha teria sido alvo de especulações contra o marco pelo menos uma ou duas vezes, nos últimos 20 anos, de uma dimensão muito maior do que aquelas a que se assistiu contra a Grécia e a Irlanda". Mais: Schmidt acusa o banco central alemão, o Bundesbank, de estar a ser dirigido por "reaccionários" e personalidades "contra a integração europeia", que "tendem a agir demasiado a favor dos interesses nacionais, por não entenderem a importância estratégica" da integração europeia.

Esta semana, a rejeição por Angela Merkel das emissões da dívida pública europeias, defendidas pelo presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker (curiosamente, aquele que Helmut Schmidt identifica como o único dirigente europeu com o mínimo de high profile), por vários governos europeus, pelo FMI e pelo Banco Central Europeu, foram mais um momento negro, revelador da incapacidade alemã de resolver a crise do euro. No mesmo sentido foi a rejeição do aumento dos fundos do Fundo de Estabilização Financeira para acudir aos países em dificuldades. Os especuladores agradecem reconhecidos.

A situação é de implosão iminente. A teimosia da chanceler Merkel, que teme a emergência de um "Deustche Mark Party" na Alemanha - e a consequente derrota nas próximas eleições - vai levar a Europa para um abismo de consequências imprevisíveis. Essencialmente preocupada com a gestão da sua imagem nas sondagens, cuja melhoria é proporcional aos seus desmandos contra o euro, Merkel está a correr o risco de ficar para a história como a dirigente alemã que fez implodir o euro e, consequentemente, a ideia de União Europeia e as bondosas teorias da solidariedade entre os estados. O péssimo serviço que prestará à economia alemã, uma das principais beneficiárias do euro, é coisa que ainda não lhe passa pela cabeça - por muitos Schmidts que o tenham repetido nos últimos tempos. É neste nó cego que estamos metidos.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

China - 2º "round"


A China deve trabalhar com o G20 para "reequilibrar a economia mundial", defendeu hoje o primeiro–ministro britânico, David Cameron, num discurso na Universidade de Pequim, na véspera da abertura da cimeira de Seul dos 20 países mais desenvolvidos.

"Se a China está pronta a prosseguir com a abertura dos seus mercados e a trabalhar com a Grã-Bretanha e outros países do G20 para reequilibrar a economia mundial e adotar medidas progressivas para internacionalizar a sua moeda, isso contribuirá grandemente para assegurar à economia mundial a estabilidade que necessita para um crescimento forteduradouro", afirmou. e

Cameron falava no último dia da sua visita à China antes de partir para a Coreia do Sul, onde participará na cimeira dos 20 países mais industrializados e emergentes (G20), na quinta e na sexta feira.

O Presidente da China, Hu Jintao, com quem David Cameron se reuniu hoje, também participará na cimeira do G20 em Seul.

Perante uma plateia de estudantes, Cameron disse também que o empenho de Pequim na melhoria da economia mundial contribuirá igualmente para que a comunidadeinternacional veja a China não só como uma potência económica, mas também como "uma força para o bem".

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Até parece que descobriram a "pólvora".


"O velho modelo está morto." A hora da morte foi ontem pronunciada por Dominique Strauss-Kahn, director-geral do FMI. "A globalização deu-nos muito. Ajudou centenas de milhões a sair da pobreza [...], deu novas potências económicas ao mundo e mudou a balança do poder global", começou por dizer no discurso de abertura do Fórum do Desenvolvimento Humano, em Agadir, Marrocos. Depois lembrou o "lado negro" desta mesma globalização: "Atrás dela está um intervalo crescente entre ricos e pobres - especialmente dentro dos países. A má distribuição da riqueza piorou os indicadores sociais, o desenvolvimento humano está em níveis recorde pela negativa, e há cada vez mais ansiedade e insegurança face ao futuro." Daqui só há uma sentença possível: "Fundamentalmente, o modelo de crescimento que co-existiu com a globalização é insustentável. O crescimento foi demasiado puxado pela dívida em alguns países [...] e a ilusão de estabilidade ficou para sempre morta com a actual crise financeira." O sector financeiro assumiu demasiados riscos, salientou também, decretando assim que "o velho modelo está morto". E o novo modelo? Como será? "Crescimento económico não é suficiente, precisamos de crescimento com criação de emprego. E emprego não é suficiente, tem de ser emprego decente, de modo que todos beneficiem da maré", tentou apontar como caminho, ao mesmo tempo que calculou em 30 milhões os empregos perdidos com a crise. Filipe Paiva Cardoso

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Toda a economia é política


A economia neoliberal criou algumas condições para a autodestruição económica real. A descoberta de caminhos alternativos vai passar por Coimbra já esta semana.

A crise económica do capitalismo global está a gerar uma situação paradoxal. Por um lado há um reforço das políticas económicas que nos conduziram à actual crise e que prometem gerar ainda mais crises e desigualdades sociais e regionais - até à reversão política deste processo ou até à autodestruição do euro. Por outro lado existe uma intensificação do debate entre os estudiosos da economia sobre a melhor maneira de pensar as relações sociais e políticas subjacentes à provisão económica e acerca dos valores que devem orientar a sua reorganização democrática.

A crise reforçou duas tendências intelectuais positivas que podem, a prazo, ter consequências políticas fundamentais. Isto acreditando que as ideias são uma força material quando adquirem a força cidadã. Em primeiro lugar, a crise reforçou o interesse das diversas ciências sociais - da sociologia à psicologia social - pelos processos económicos reais. Em segundo lugar, a crise deu alguma visibilidade a correntes que dentro da própria ciência económica há muito vinham afirmando que a "rainha das ciências sociais" vai nua: a fixação da maioria dos economistas por idealismos mercantis, por uma autêntica utopia económica - reproduziram a sua formação académica - teve consequências científicas e políticas desastrosas.

A ciência económica convencional tornou-se incapaz de explicar os mecanismos dos capitalismos realmente existentes e as exigências de reforma para tornar os sistemas económicos mais sustentáveis social e ecologicamente. A coisa foi ainda pior: a ciência económica foi colonizada pelo dinheiro e tornou-se uma engenharia política ao serviço dos poderes capitalistas mais perniciosos. Em certa medida, a economia neoliberal criou as condições intelectuais e institucionais para a autodestruição económica real.

Neste contexto, a economia é de facto muito importante para ser monopólio de uma economia convencional, que tem também imensas responsabilidades na desastrosa austeridade assimétrica que agora se segue. Esta convicção está na base da conferência internacional que organizamos no Centro de Estudos Sociais (CES), em Coimbra, entre os próximos dias 21 e 23 de Outubro. O leitor português é muito bem-vindo ao esforço internacional para "renovar a economia política". Poderá assistir a dezenas de comunicações sobre economia em que o objecto de estudo é mais importante do que as divisões disciplinares tantas vezes artificiais.

por João Rodrigues, Publicado em 18 de Outubro de 2010