segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Enquanto se discute o "Porto-Benfica"...


Até Outubro, já entraram em insolvência mais empresas do que em todo o ano passado

O número de falências atingia, no final de Outubro, 3411 empresas em Portugal, valor que representa um crescimento de 7,64% relativamente a todo o ano passado (3169 casos). Refira-se que em 2008 se registaram apenas 2337 falências.

Estes são os dados apurados pelo Instituto Informador Comercial (IIC), instituição que, desde 1932, contabiliza a mortalidade empresarial em Portugal. Esta informação é recolhida nas publicações obrigatórias efectuadas no Diário da República, sendo de recordar que existe sempre um período mais ou menos extenso em que uma empresa inicia o processo decrise e aquele em que a insolvência se instala. Assim sendo, pode prever-se quea tendência nos próximos meses seja de um crescimento constante dos processos de falência, devido à crise que os operadores económicos enfrentam desde há muitos meses.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

FMI - Aves de rapina


Mercados apostam na falência "quase certa" de Portugal

09h59m

Augusto Correia

(Em actualização) - Os mercados europeus afiam o dente a Portugal. Indiferentes à aprovação do Orçamento do Estado, continuam a especular com uma falência provável do Estado, lucrando milhões com isso. O Fundo Monetário Internacional lamenta a falência "quase certa", mas há vozes que sustentam que se está perante uma "farsa".

A pressão dos mercados intensifica-se, com os juros da dívida pública portuguesa a atingirem os 6,6%, um máximo histórico próximo do tecto máximo suportável de 7% estabelecido, há dias, pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, em entrevista ao jornal "Expresso".

Perante este cenário, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já prevê, e lamenta, a falência de Portugal, aposta forte dos mercados financeiros, que têm "quase certa" a bancarrota nacional.

A confirmar-se esta previsão do FMI, o próprio FMI já se prepara para entrar em Portugal, apesar de notar "que as melhorias previstas nas contas públicas até são significativas (e não conta ainda com as medidas do Orçamento aprovado esta semana) e que em condições normais estas dariam resultados positivos no alívio dos estrangulamentos no crédito", conta o jornal "i", que olhou para o "Fiscal Monitor", de Novembro de 2010, emitido ontem.

No estudo, o FMI constata que "a ocorrência de eventos de crédito em algumas economias avançadas é quase certa" aos olhos dos mercados. Perante um cenário de falência ou falhas graves no pagamento das prestações devidas aos credores internacionais, o FMI prepara-se para salvar o país.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Até parece que descobriram a "pólvora".


"O velho modelo está morto." A hora da morte foi ontem pronunciada por Dominique Strauss-Kahn, director-geral do FMI. "A globalização deu-nos muito. Ajudou centenas de milhões a sair da pobreza [...], deu novas potências económicas ao mundo e mudou a balança do poder global", começou por dizer no discurso de abertura do Fórum do Desenvolvimento Humano, em Agadir, Marrocos. Depois lembrou o "lado negro" desta mesma globalização: "Atrás dela está um intervalo crescente entre ricos e pobres - especialmente dentro dos países. A má distribuição da riqueza piorou os indicadores sociais, o desenvolvimento humano está em níveis recorde pela negativa, e há cada vez mais ansiedade e insegurança face ao futuro." Daqui só há uma sentença possível: "Fundamentalmente, o modelo de crescimento que co-existiu com a globalização é insustentável. O crescimento foi demasiado puxado pela dívida em alguns países [...] e a ilusão de estabilidade ficou para sempre morta com a actual crise financeira." O sector financeiro assumiu demasiados riscos, salientou também, decretando assim que "o velho modelo está morto". E o novo modelo? Como será? "Crescimento económico não é suficiente, precisamos de crescimento com criação de emprego. E emprego não é suficiente, tem de ser emprego decente, de modo que todos beneficiem da maré", tentou apontar como caminho, ao mesmo tempo que calculou em 30 milhões os empregos perdidos com a crise. Filipe Paiva Cardoso

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mas como é que isto é possível num estado de direito?


A partir de hoje entra em pleno funcionamento a terceira equipa da PSA Peugeot Citroën de Mangualde que implicou a contratação de mais 300 trabalhadores, tal como a administração havia anunciado no passado mês de Julho. Muitos deles são ex-funcionários, que irão ganhar menos do que auferiam.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tão poupadinhos que eles são...

Cavaco poupa mas gasta mais que Manuel Alegre



A candidatura de Manuel Alegre garante que vai gastar apenas um milhão e 600 mil euros na campanha para as eleições presidenciais, um valor que é inferior em cerca de 500 mil euros ao limite imposto por Cavaco Silva (2 130 000 euros). Ainda assim, apesar dos esforços em cortar na despesa, as duas candidaturas vão gastar quase quatro milhões de euros.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

OE 2011... Mas que grande 31...

"Queria também destacar na educação o ensino obrigatório para rapazes e raparigas até à quarta classe. Só que não tiveram depois unhas para colocar em prática. Lembro que o “Fado do 31” vem da 1.ª República porque retrata a conflituosidade na sociedade da altura."