domingo, 13 de março de 2011

Cantarei... dos que fazem Portugal no trabalho dia a dia




Vivi povo e multidão
sofri ventos sofri mares
passei sede e solidão
muitos lugares
sofri países sem jeito
p´r´ó meu jeito de cantar
mordi penas no meu peito
e ouvi braços a gritar

e depois vivi o tempo
em que o tempo não chegava
para se dizer o tanto
que há tanto tempo se calava

vivi explosões de alegria
fiz-me andarilho a cantar
cantei noite cantei dia
canções do meu inventar

cantarei cantarei
à chuva ao sol ao vento ao mar
seara em movimento
ondulante, sem parar

Hoje resta-me este braço
de guitarra portuguesa
que nunca perde o seu espaço
e a sua beleza
hoje restam-me os abraços

nesta pátria viajada
dos que moram mesmo longe
a tantos dias de jornada

dos que fazem Portugal
no trabalho dia a dia
e me dão alma e razão
nesta porfia

por isso invento caminhos
mais cantigas viajantes
e sinto música nos dedos
com a mesma força de antes
cantarei cantarei
à chuva ao sol ao vento ao mar
seara em movimento
ondulante, sem parar




Também eu lá estive a "sentir o pulsar do nosso povo"... Lutando contra ventos e marés...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sismo e tsunami no Japão: encontrados entre 200 e 300 corpos numa praia

Um último balanço indicava 60 mortos na sequência do sismo de 8,9 na escala de Richter registado esta madrugada no Japão. Mas esses números estão aquém da realidade. Numa praia de Sendai, na região de Miyagi, foram encontrados entre 200 e 300 corpos.

Sete horas após o violento sismo - ao qual se seguiu um tsunami -, o número de vítimas contabilizadas pelas autoridades nipónicas tem vindo a aumentar. Mas qualquer balanço feito pelas autoridades é provisório.

"Os danos são tão extensos que precisamos de mais tempo para reunir a informação dispersa", em várias regiões atingidas, indicou um responsável.

O Governo já admitiu que os danos são "consideráveis". O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, está reunido de emergência com o seu governo e determinou a criação de um comité de crise para monitorizar a situação, tendo ainda enviado meios navais para Tóquio e para a zona de Miyagi.

11 reactores encerrados

Entretanto, as autoridades japonesas declararam o estado de emergência na central nuclear de Fukushima (nordeste) após avaria no sistema de arrefecimento da unidade, disse hoje um porta-voz do Governo, que garantiu não existir fuga de radiações. Registou-se ainda um incêndio no edifício da turbina de uma central nuclear na região de Miyagi, no nordeste do Japão, disse fonte da empresa concessionária Tohoku Electric Power. Após o sismo, o Governo de Tóquio mandou paralisar 11 reactores no país.

quinta-feira, 10 de março de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

Professor demitido de funções da DREC por contestar modelo de avaliação

Um professor foi demitido do cargo de coordenador da Equipa de Apoio às Escolas avaliação dos docentes, por ter contestado a a avaliação dos docentes, um assunto que o ministério considera ser da exclusiva responsabilidade da Direcção Regional de Educação do Centro.

Alguns jornais tornaram hoje pública a decisão da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) de afastar o coordenador da Equipa de Apoio às Escolas de Coimbra, Ernesto Paiva, depois de o professor ter assinado um documento, que circulava na sua escola, contra o modelo de avaliação de desempenho.

Para o Ministério da Educação, quem ocupa cargos como o de coordenador da equipa de apoio às escolas está obrigado ao "dever de lealdade" uma vez que cabe a estes responsáveis a tarefa de "acompanhar as escolas na implementação das medidas de politica educativa".

"As equipas de apoio às escolas são estruturas da responsabilidade das Direcções Regionais de Educação (DRE)", disse uma assessora do Ministério da Educação, explicando que há uma delegação de competências do ME para as DRE e que por isso é a direção regional que está a estudar o caso.

"Esta é uma questão gerida pela DREC. O Ministério não interfere nas questões internas de funcionamento das estruturas", concluiu, recusando-se a prestar mais declarações sobre a história do professor que ocupava um cargo na DREC desde 2005.

segunda-feira, 7 de março de 2011

quinta-feira, 3 de março de 2011

"Geração à Rasca" já mobiliza mais de 37 mil e estende-se a 7 cidades


Mais de 37 mil pessoas confirmaram até hoje, no Facebook, a participação no Protesto Geração à Rasca, agendado para 12 de março em Lisboa e Porto, mas que já se estendeu a Viseu, Leiria, Faro, Funchal e Ponta Delgada.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Na página do Facebook da iniciativa, o apelo é lançado aos “desempregados, ‘quinhentoseuristas’ e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal!”.

Paula Gil, uma das organizadoras, não esconde o seu espanto pela enorme adesão que teve a iniciativa, que começou por ser uma ideia de quatro amigos, mas explica-a de forma muito simples: “a precariedade é transversal e afeta muita gente”.

A ideia partiu de uma conversa entre quatro amigos, que estavam a debater a situação do país e que, sabendo que havia muita gente na sua situação, se lembraram de criar uma página na rede social Facebook a apelar para um protesto, explicou à Lusa Paula Gil.

“Nunca pensámos ter um crescimento tão grande em tão pouco tempo. Ao fim de alguns dias, tínhamos 800 inscrições, de várias pessoas que nenhum de nós conhecia”, afirmou.

Mas as proporções que assumiu a iniciativa dos jovens foi tal que acabou por sair do seu domínio e aquilo que seria um protesto simultâneo na Avenida da Liberdade, em Lisboa, e na Praça da Batalha, no Porto, já se estendeu a Viseu, Leiria, Faro, Funchal e Ponta Delgada.

“Pelo menos esta é a informação que nos tem chegado. Fomos recebendo contactos destas cidades e embora não sejamos nós a organizar o protesto nas outras cidades, acredito que vai haver adesão”, disse Paula Gil.

A página foi criada por João Labrincha, com a participação de Paula Gil, Alexandre de Sousa Carvalho e António Frazão.

O protesto, que se afirma “apartidário, laico e pacífico”, reclama o direito ao emprego e à educação, a melhoria das condições de trabalho e o fim da precariedade, pelo “reconhecimento das qualificações, competência e experiência, espelhado em contratos e salários dignos”.

Quanto a expetativas de participação no evento, Paula Gil reconhece que não pode elaborar previsões com base no Facebook, mas tem “esperança que a adesão seja tão grande ou maior do que o número de inscrições”.

Segundo a organizadora, a autorização para o protesto já foi pedida ao Governo Civil.

Questionada sobre as mudanças que os organizadores esperam poder vir a operar no país com este “Protesto da Geração à Rasca”, Paula Gil responde: “temos esperança de colocar, ainda mais do que já colocámos, o tema na agenda política e que se perceba que as soluções partem de uma concertação social entre todos, incluindo nós”.

Na página do protesto, no Facebook, é pedido aos manifestantes que levem uma folha A4 com “o motivo da presença e uma solução”, para depois ser entregue na Assembleia da República.

quarta-feira, 2 de março de 2011