terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Senhor que se segue!...


Os juros a 10 anos da dívida pública italiana atingiram, esta terça-feira, 6,73 %, um novo recorde desde a criação do euro, noticiou a agência francesa AFP.

As taxas de juro dos títulos de Itália a 10 anos passaram o limiar simbólico dos 6% no dia 28 de Outubro e na sexta-feira passada (em plena cimeira do G20) atingiram 6,4%, um nível considerado insuportável para o país, que tem de fazer frente a uma dívida de 1900 milhões de euros (correspondente a 120% do Produto Interno Bruto).

A Itália tem até ao final desta semana para responder às questões colocadas pelo Eurogrupo sobre as reformas que o país se comprometeu a fazer para conter a dívida soberana.

Nota:

Estes senhores andam a brincar com o fogo!...

Presidente israelita diz que "opção militar" contra instalações nucleares do Irão está "próxima"


O Presidente de Israel, Shimon Peres, disse que a "opção militar" para impedir que o Irão obtenha armas nucleares está "próxima".

O anuncio foi feito em concertação com os Estados Unidos, onde um alto reponsável militar em Washington disse à Reuters, na sexta-feira à noite e sob anonimato, que o Irão é, neste momento, a maior ameaça dos Estados Unidos da América.

A mesma fonte especificou que os EUA não têm a intenção de atacar o Irão. Acrescentou não saber se Israel irá avisar Washington caso decida tomar o assunto nas suas mãos e resolver o problema, e advertiu que uma operação deste género será difícil de pôr em prática, uma vez que as defesas aéreas do Irão são "topo de gama".

Já Peres, ao ser entrevistado pela estação de televisão Chanel 2, e questionado sobre a possibilidade de se estar a delinear uma acção armada contra as instalações nucleares iranianas, em vez de uma solução diplomática, disse: "Penso que sim. E creio que os serviços secretos de todos estes países estão a ouvir os ponteiros do relógio a fazer tique-taque, advertindo os líderes de que não sobra muito mais tempo".

A tensão cresce, pois, no Médio Oriente, quando se está a escassos dias de as Nações Unidas divulgarem o seu relatório sobre o nuclear que, apurou a Reuters, irá sustentar a tese de que o Irão está a construir um grande contentor de aço para realizar testes com explosivos de grande potência e que pode ser usado para testar armas nucleares.

A Agência Internacional de Energia Atómica (da ONU) obteve imagens de satélite desse contentor em Parchin, perto de Teerão, assim como outras provas de que o recinto se destina a testes nucleares.

Nota:
Eles já se estão a preparar...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A Néspera!...


Não sejam como as nésperas...

domingo, 6 de novembro de 2011

No Pasaran!

Aumento do IVA em produtos primários vai diminuir rendimento das famílias em 2012


As alterações nos impostos que o Governo pretende introduzir através da proposta de Orçamento do Estado para 2012 são muitas e todas vão afectar o rendimento das famílias, mas o seu efeito irá fazer-se sentir de forma diferente ao longo do ano e algumas só se sentirão mesmo em 2013.

Mas os efeitos de um dos impostos que será agravado far-se-ão se sentir imediatamente: o aumento do IVA sobre várias categorias de produtos (que passam de taxas mais reduzidas para mais elevadas), em produtos simples como a batata.

Para Miguel Leónidas Rocha esta mudança irá traduzir-se nas famílias como "uma redução do rendimento disponível por via do consumo", até porque incide nalguns casos em consumos primários.

"Esta medida é de efeito imediato, porque, por exemplo, a não actualização dos escalões de IRS e os limites das deduções de despesas só se farão sentir em maio de 2013. Em maio de 2012 [após a entrega das declarações de IRS] iremos sentir os benefícios que foram cortados através do Orçamento do Estado para 2011", explica Miguel Leónidas Rocha.

Sendo o IVA o imposto que mais receita dá ao Estado e cuja forma de cobrar é mais simples, estas mudanças trarão uma receita muito elevada, explica ainda. Na proposta de Orçamento do Estado para 2012 o Estado prevê encaixar de acréscimo de receita com estas mudanças 2.044 milhões de euros, a maior contribuição de uma medida individual para a consolidação e uma receita superior à conseguida com os cortes nos 13º e 14º meses dos trabalhadores das Administrações Públicas e empresas públicas.

Nota: Por isso mesmo não queremos este Orçamento. Por isso mesmo todos os povos da Europa se devem unir para derrubar estes politicos corruptos que pactuam com "o monstro do capital". Estamos assim porque eles permitiram. Não há democracia que legitimite atitudes como estas. Estamos assim não porque queremos mas sim por vontade (ou falta dela) deles. Por isso temos de dizer: "No pasaran!..."

sábado, 5 de novembro de 2011

Vemo-nos gregos!...


Esta expressão popular, utilizada para caracterizar contextos em que alguém (individual ou colectivamente) sofre grandes percalços, ou sente enormes dificuldades em resolver um problema ou uma situação concreta, tem hoje, infelizmente, uma enorme acuidade no dia-a-dia da vida dos portugueses, que se "vêem gregos" para fazer face ao desemprego, ao aumento da exploração, a orçamentos familiares de miséria, a injustiças gritantes.

Vemo-nos gregos quando observamos que as desastrosas políticas europeias e de outros poderes internacionais dominantes se aplicam em Portugal, na Grécia e noutros países, tolhendo o nosso desenvolvimento, enfraquecendo a democracia e pondo em causa a nossa soberania.

Portugal, como a Grécia, tem a sua soberania crescentemente posta em causa, nomeadamente: i) pela actuação de estruturas e organizações do poder financeiro (agências de rating e outras) que subjugam impunemente os povos e os exploram de diversas formas; ii) pela actuação das multinacionais, "instituições" que forçam o seu poder e mecanismos de exploração sobre os estados e até sobre instituições supranacionais e mundiais; iii) pela acção das instâncias de poder informal desde o G20 ao G2 e, a nível europeu, pelas troikas que impõem programas de governação aos países; iv) pelo efeito das políticas neoconservadoras e neoliberais de uma União Europeia que desrespeita os povos, as suas condições e culturas, e por práticas de países poderosos que se acham no direito de ditar e impor regras, numa espécie de novo colonialismo.

Este ataque à soberania, feito por poderes não legitimados e não controláveis, mostram o fracasso das instituições e dos valores dominantes que sustentaram o sistema político em que temos vivido e, por isso, significam também, como refere o director-geral da OIT, no seu relatório à 100.ª Conferência da Organização, que "já se iniciou uma nova era mundial. A experiência histórica mostra-nos que as novas eras começam com o colapso dos dogmas e das estruturas de poder dominantes". A luta dos povos para definir os perfis dessa nova era pode ser dura e algo demorada, mas é por aí que se constroem as alternativas.

Entretanto, os portugueses e as portuguesas vêem-se gregos quando observam que as políticas de austeridade, de recessão e de empobrecimento em Portugal seguem, e a passo acelerado, o que foi aplicado na Grécia. Os portugueses sentem que, na fila para o precipício, a diferença que nos separa da Grécia é que eles vão em primeiro lugar e nós em segundo, com o povo a ser convencido a toda a hora de que não há alternativa.

Tivemos um primeiro-ministro, José Sócrates que, numa forma esquisita de "gerar esperança", tomava medidas agravando os problemas, ao mesmo tempo que anunciava que caminhávamos para o melhor dos mundos.

Agora, Passos Coelho, figura primeira de um Governo claramente neoliberal e neoconservador, induz na sociedade portuguesa, constantemente, a inevitabilidade de "estarmos preparados para o pior", como forma de levar as pessoas a aceitarem, submetidos, o seu empobrecimento acelerado.

É doloroso observar-se com pormenor o que está inscrito no Orçamento do Estado para 2012, porque a conclusão que se tira parece algo produzido por mentes doentes: as políticas que o Governo se propõe adoptar assentam na recessão económica e tomam o agravamento do desemprego, o aumento dos horários de trabalho, a redução da retribuição do trabalho e os cortes com as prestações sociais, como factores estruturantes do empobrecimento dos portugueses.

Nenhum ser humano, nenhuma sociedade, é capaz de pagar dívidas, de cumprir compromissos materiais, se não puder produzir a riqueza necessária para saldar essas dívidas. Nenhum cidadão vive melhor se empobrecer!

O recuo social e civilizacional em curso coloca "a Constituição da República entre parênteses", suspende e viola o Estado de Direito em múltiplas áreas, como na laboral, onde a imposição do aumento de horários de trabalho sem aumento de retribuição configura, sem dúvida, o regresso ao trabalho forçado.

Artigo de: Carvalho da Silva

Nota: Dr. Carvalho da Silva! Os trabalhadores portugueses estão com os trabalhadores gregos e não querem mais "reuniões de Concertação Social" (E nisto o Sôr. Dr. também tem a sua quota parte de responsabilidades...). Já estão fartos de serem enganados...


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Porque é que isto já não espanta ninguém?


Reino Unido vai apoiar EUA se houver ataque a Teerão

Para os serviços secretos, a existência de armas nucleares no Irão deverá cada vez mais ser considerada.
As forças armadas britânicas estão a acelerar os planos de contingência para uma possível intervenção no Irão. De acordo com o “The Guardian”, os receios cada vez maiores em torno do programa nuclear de Teerão estão a fazer com que o Ministério da Defesa britânico esteja a considerar antecipar ataques com mísseis contra algumas instalações do país. Segundo alguns responsáveis em declarações ao jornal, se Washington decidir avançar com a missão terá o apoio do Reino Unido em todas as circunstâncias. Para antecipar o eventual ataque, os estrategos do exército britânico estão a examinar a melhor forma de enviar navios da marinha e submarinos equipados com mísseis cruzeiro Tomahawk durante os próximos meses, para uma intervenção militar por ar e mar. As forças britânicas também acreditam que os Estados Unidos vão pedir autorização para atacar o Irão a partir de Diego Garcia, território britânico no oceano Índico, a que os norte-americanos já recorreram nos conflitos anteriores no Médio Oriente. De acordo com declarações de vários responsáveis britânicos ao “Guardian” após a queda do regime líbio, o Irão voltou a ser a principal preocupação da comunidade internacional. Apesar de Barack Obama não querer entrar em mais uma intervenção militar antes das eleições presidenciais, agendadas para Novembro de 2012, o jornal indica que os planos podem vir a ser alterados devido às recentes informações recolhidas pelos serviços secretos que apontam para um Irão cada vez mais agressivo.

(ler mais em: http://www.ionline.pt/mundo/reino-unido-vai-apoiar-eua-se-houver-ataque-teerao)

Nota:

Os "vampiros" já estão à espreita...