segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Os franceses já começaram a "espernear"...


Mais de mil postos sem combustível, camionistas entram na contestação

18 | 10 | 2010 12.20H

Mais de mil estações de serviço em toda a França estão sem combustível, anunciou hoje a União dos Importadores Independentes de Petróleo (UIP), que representa 60 por cento das vendas.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

“Estimamos que dos 4.000 estações de serviço nas grandes superfícies que distribuem 60 por cento do combustível em França, há quase 1.500 em rutura sem quase nada", adiantou Alexandre de Benoist, delegado geral da UIP (grande distribuidor).

O anúncio da UIP surge depois de um fim de semana em que diferentes responsáveis do Governo francês multiplicaram as declarações negando o risco de uma crise de abastecimento a nível nacional e na véspera de mais um dia de mobilização geral contra o novo regime de reformas.

A jornada de 19 de outubro, à qual aderem os controladores aéreos, deverá provocar fortes perturbações no tráfego aéreo. A companhia Aigle Azur anunciou hoje o cancelamento de dois voos previstos para terça-feira nas rotas de Lisboa e do Porto.

Numa entrevista na TF1 no domingo à noite, o primeiro-ministro François Fillon deixou uma advertência aos sindicatos, afirmando que o Governo “não permitirá que o país fique bloqueado”.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Subida do IRS é mais forte nos rendimentos mais baixos


Quanto mais baixo o rendimento, maior a subida do IRS a pagar. A proposta de Orçamento do Estado que o Governo irá hoje apresentar no Parlamento faz com que a generalidade dos agregados familiares em Portugal passe a pagar mais impostos. Mas, ao nível do IRS, um impacto é consideravelmente mais alto à medida que o salário vai decrescendo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A noticia do dia.


Um por um, hora a hora, num processo metódico que terminou hoje ao início da madrugada, os 33 novos heróis do Chile abandonaram a húmida e insalubre prisão de granito a 700 metros de profundidade.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Medidas vão arrasar economia a curto prazo.


O Banco de Portugal (BdP) considera que a meta do Governo em termos de redução do défice para 2011 é «ambiciosa» e avisa que exigirá a prossecução de uma política orçamental de Natureza restritiva sem precedente histórico recente. De tal forma que podem ser precisas ainda mais medidas do que aquelas que recentemente já foram anunciadas pelo Governo.

Apesar dos cortes salariais e do aumento do IVA serem indispensáveis para a consolidação orçamental do País a médio e longo prazo, a verdade é que terão «um impacto contraccionista a curto prazo ». Ou seja, serão também necessários incentivos à economia portuguesa.

Quanto à especulação em torno da hipótese de aumentar a idade da reforma em vez de cortar nas pensões, o ex--ministro das Finanças Bagão Félix disse que esta não é solução para Portugal porque isso até aumenta os gastos.

No que respeita às previsões de crescimento da economia, o BdP é mais optimista que o FMI, ao estimar um crescimento de 1,2% este ano, mas coincide na previsão de estagnação para 2011. Entretanto, o BCE decidiu manter a sua taxa directora em 1%.

Nota: "Cuidado" com "os apertões de cinto". O "Pessoal" quando não tiver mais para apertar... também já não tem mais nada a perder...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mais uma golpada - Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE


É uma golpada com muita classe, e os golpeados somos nós...

Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.

Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, Subsídios ou outros quaisquer benefícios.

Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.

Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».

E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».

E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».

Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».

Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE forem mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.

Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado
milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.

Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas,
voltemos à nossa história.

O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias,
Subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600
contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.

Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.

E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.

A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.

Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.