segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Eu também quero ir... para esse país!...


Uma comitiva do Parlamento Europeu a convite de Sócrates e da sua Ministra Lurdinhas, visitam uma escola modelo no nosso país maravilha.
Numa sala da primária cheia de jornalistas a ensaiada professora com ambição a uma futura boa colocação, pergunta aos alunos:
- Onde temos a melhor escola?
- Aqui em Portugal. – Respondem todos.
- Onde temos o Magalhães, o melhor portátil do mundo?
- Em Portugal. – Respondem.
- E onde há os melhores recreios da Europa?
- Aqui em Portugal. – Respondem mais uma vez.
- E onde existem as melhores cantinas, que servem as melhores sobremesas?
- Na nossa Escola, aqui em Portugal!
A professora ainda insaciada, continua:
- Onde é que vivem as crianças mais felizes do mundo?
- Em Portugal! – Respondem os alunos com a lição bem estudada.
Os tradutores lá iam informando a comitiva estrangeira que abanava acabeça, cépticos.
Nisto uma garota no fundo da sala começa a chorar baixinho.Com as televisões em directo, Sócrates, para impressionar convidados e jornalistas, pondo-se a jeito para as câmaras, resolve acudir à menina perguntando-lhe:- Que tens minha Menina?
Resposta imediata da menina, soluçando:
- QUERO IR PARA PORTUGAL!!!!!!!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

"A política de verdade lembra manifesto nazi"



Parte da entrevista de Joana Amaral Dias concedida ao Jornal "DN".


O Bloco e o PCP também não se entendem para permitir a coligação de esquerda?
Volto a dizer que Sócrates era quem tinha de dar esse sinal e não dá!E porque é que não dá?
O que se passa é que Sócrates nem de esquerda é mas o representante do Portugal moderninho. As únicas ideias que este primeiro-ministro tem para Portugal são os Magalhães, os cheques-bebé e mais quatro ou cinco medidas, e acha que irá resolver os 10% ou 11% de desemprego com 30 mil estágios. É capaz de estar a dar uma hora de entrevista sem apresentar uma ideia para o futuro, mesmo à beira de eleições! Certamente não é de esquerda, talvez seja de direita - acho mais provável - e, sobretudo, é uma pessoa com pouco posicionamento ideológico e de pouca clareza no espectro partidário e político em que realmente se situa.
Daqui a pouco estamos a dizer que é Manuela Ferreira Leite que é de esquerda?
Não! Manuela Ferreira Leite tem um enorme calcanhar de Aquiles, que é representar um conceito completamente anacrónico e serôdio. E vai-se reduzindo a nichos de posições como o casamento que é para procriação, não fazer o TGV e o novo aeroporto porque não queremos dar emprego a ucranianos... Estas frases muito infelizes de Manuel Ferreira Leite são exploradas até à exaustão por Sócrates porque é o que o distingue de Manuela Ferreira Leite!
Mas como explica que a atitude com que Ferreira Leite se apresenta seduza uma tão grande parte do eleitorado?
Bom...
Até há quem diga que está a protagonizar uma nova forma de fazer de política!
Até agora tenho visto meia dúzia de slogans a dizer "Política de verdade", que é uma coisa que me confrange porque a verdade pertence aos absolutistas. Aliás, lembra o manifesto nazi, que tinha logo nas suas primeiras linhas referências sobre os mentirosos políticos. Quando se fala de verdade em política, é algo que me arrepia e penso que não estarei sozinha nessa reprovação de mensagens críticas. A sua nova forma de fazer política reduz-se a essa política de verdade - com uma sucessão de frases infelizes que passaram a ser parte do nosso anedotário político - enquanto o programa tem muito poucas ideias e não consegue definir prioridades nem responder à crise. Fala de menos Estado, melhor Estado e de políticas neoliberais - parecendo que não se aprendeu nada com esta crise - que depois não concretizam nenhuma medida.
Como justifica a intenção de voto no PSD?
Para além do eleitorado fixo do PSD, há muitas pessoas que estão desiludidas com o Partido Socialista e com Sócrates e que não encontram outra resposta que não a alternativa. Se este não serviu, vou votar na alternativa mais evidente, uma dicotomia habitual em Portugal. Muitas pessoas que vão votar em Manuela Ferreira Leite é por falta de outras alternativas.
Portugal está condenado à bipolarização?
Não, pelo contrário, apesar de se manter esse movimento de alternância sistemático entre PS e PSD. No entanto, os resultados eleitorais das europeias demonstraram clarissimamente que pode alterar e estou convencida que há uma mudança bastante acentuada e nova na resposta do eleitorado ao acontecer uma maior disseminação do voto noutros partidos. O Bloco de Esquerda cresceu, o PCP cresceu e o CDS também teve um resultado assinalável, o que significa que começámos a ter uma fatia do eleitorado muito significativa que já não se revê no PS e no PSD. E esta é uma tendência para crescer e que evitará a manutenção de uma alternância que tem produzido muitas tragédias para o País.
Mas nenhum partido será alternativa por si só ao PS e PSD. O próprio Bloco afirma não ser um partido de poder.
O Bloco de Esquerda tem um problema, o de os seus principais dirigentes ainda não terem definido claramente se querem ou não exercer o poder em Portugal. Enquanto essa posição não for definida e tomada publicamente, o Bloco tem um problema de facto. Também terá de decidir internamente porque precisa de uma identidade própria e que não se reduza às originárias: PSR, UDP e ex-comunistas. Enquanto o Bloco não assumir essa postura de disputa de poder, penso que o problema não acabará. De qualquer modo, não é justo acantonar o Bloco enquanto partido de protesto, porque, se tem tido esse papel, também conseguiu apresentar alternativas, soluções e propostas.
Como é que está a sua relação com o Bloco de Esquerda?
A minha relação com o Bloco ficou no ponto mínimo a seguir à última convenção em que optou por retirar-me da mesa nacional e fiquei militante de base. Estatuto que ainda mantenho...
Vai continuar a manter esse estatuto?
... que ainda mantenho! Depois dessa atitude do BE, como também é público, surgiu um convite do PS para ser deputada. Na altura achei, por uma questão de transparência, que devia comunicar esse convite ao Francisco Louçã, porque ele é o coordenador do Bloco de Esquerda e porque era um dever da minha parte que o Bloco soubesse por minha voz directa o que tinha sucedido e não por outras pessoas, de forma distorcida ou enviesada.

Podia não ter dito nada a Louçã!
É uma pergunta que me têm feito: "Porque é que comunicou ao Louçã?" Fi-lo porque achei que era o correcto.Não estava a tentar reencontrar o seu espaço no Bloco de Esquerda…
Isso dou de barato porque sei que jamais sucederia. Como disse, mantenho a minha militância e enquanto assim estiver guardo alguns deveres e direitos em relação a essa militância. Acredito que um militante do partido, uma vez que foi convidado para integrar as listas de outro partido, deve, por uma questão de seriedade, comunicar ao primeiro responsável do partido. Voltaria a fazer o mesmo, como gostaria que o fizessem comigo se fosse a posição contrária. Agora o que acho lamentável e que não gostei que assim tivesse sucedido foi a utilização que o Francisco Louçã deu a esse convite…
Sentiu-se manipulada?
O facto de Francisco Louçã ter colocado esse convite e as suas implicações políticas - as que Louçã viu nesse convite - nas primeiras páginas e na crista da onda da comunicação social não me agradou. Tenho pena que assim fosse porque o convite foi-me dirigido a mim e, portanto, eu é que teria de fazer a gestão política desse convite e não Francisco Louçã. Para além de também não me rever no excesso de atenção e exposição que este convite recebeu na comunicação social! Não acho que eu fosse ou seja merecedora desse tipo de exposição. Não entendo que merecesse esse tipo de atenção! Não me senti ofendida por esse convite, acho até normal que um partido político nestas circunstâncias - com um militante que foi afastado da direcção, etc. - o fizesse e comuniquei apenas por transparência. Portanto, fiquei perplexa e desagradada quando vi o tratamento que foi dado por parte do Bloco de Esquerda e depois pelas ondas de repercussão.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

"Os grandes delinquentes adoram o nosso sistema"


A entrevista a Cunha Rodrigues saiu no DN de hoje.

A notícia já é muito antiga...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Gripe A assusta menos que... os politicos.


Gripe A: médicos acusam interesses económicos de criar "doença fantasma".

O presidente da Ordem dos Médicos de Espanha, Juan José Rodríguez Sendín, denunciou hoje que existem interesses económicos por detrás da criação de "uma epidemia de medo" causada por uma "doença fantasma", noticiou o diário espanhol "El País".
Já ontem, o conselho-geral da Ordem dos Médicos de Espanha tinha advertido, num comunicado de imprensa, que se está a criar "um alarme e uma angústia exagerada à volta da gripe A". Mas esta manhã Rodríguez Sendín foi mais duro nas críticas que proferiu durante uma conferência de imprensa. "Existem interesses económicos, que são evidentes, e inclusive políticos", acusou o responsável.
"Com os dados à frente" confirma-se que o vírus da gripe A regista taxas de mortalidade e complicações "bastante mais leves e toleráveis" do que as que a gripe sazonal manifesta todos os anos, acrescentou Rodríguez Sendín. Assim, "95% dos pacientes irá passar pela doença sem problemas" e "não há razão para serem mais vacinados" do que já são para resistir a uma gripe normal, tranquilizou o responsável.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

De regresso... sem nada de novo...

Desemprego no nível mais alto há quatro meses




Portugal regista uma taxa de desemprego de 9,2% desde Abril, valor bastante acima das médias anuais contabilizadas pelo Eurostat desde 1997 e também o número mensal mais alto desde há um ano, que nem o emprego sazonal do Verão conseguiu baixar. Na Zona Euro a percentagem de pessoas sem emprego voltou a subir, para 9,5%.

DN de 01/09/2009