quarta-feira, 30 de maio de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Bruxelas quer ferrovia entre Sines e Madrid que suporte velocidade de 200 km/h .

A Comissão Europeia enviou uma carta aos governos de Portugal e de Espanha a defender a construção de uma linha ferroviária, quanto antes, entre Sines, Lisboa e Madrid, que possa suportar velocidades de, pelo menos, 200 quilómetros por hora, segundo o jornal El Periódico de Extremadura.
Nota: "Eles querem... e "nós" é que pagamos...
Lagarde não paga impostos.

Christine Lagarde não paga impostos por gozar de um estatuto fiscal específico, na qualidade de funcionária internacional. A notícia está a circular pela Internet em reacção à declaração da directora do FMI, que disse estar mais preocupada com as crianças em África do que com os contribuintes gregos.
Esta semana, Lagarde insinuou que o problema dos gregos é não pagarem os seus impostos, mas afinal a directora do FMI é que não paga impostos.
A isenção decorre do facto de todas as verbas que Lagarde ganha provenientes do Fundo Monetário Internacional serem livres de impostos. Ao todo são 380 939 euros por ano, um salário base de 323 257 euros que se juntam a 57 829 euros de despesas de representação.
Há ainda outros dirigentes de instituições internacionais como a Agência Internacional de Energia Atómica, a Organização Mundial de Saúde ou a Unesco e os funcionários europeus que também beneficiam em parte daquele estatuto.
Nota: "Faz o que eu digo e não faças o que eu faço"
Ingratidão e falta de memória.

A ingratidão dos países, tal como a das pessoas, é acompanhada quase sempre pela falta de memória. Em 1953, a Alemanha de Konrad Adenauer entrou em default, falência, ficou Kaput, ou seja, ficou sem dinheiro para fazer mover a actividade económica do país. Tal qual como a Grécia actualmente.
A Alemanha negociou 16 mil milhões de marcos em dívidas de 1920 que entraram em incumprimento na década de 30 após o colapso da bolsa em Wall Street. O dinheiro tinha-lhe sido emprestado pelos EUA, pela França e pelo Reino Unido.
Outros 16 mil milhões de marcos diziam respeito a empréstimos dos EUA no pós--guerra, no âmbito do Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs (LDA), de 1953. O total a pagar foi reduzido 50%, para cerca de 15 mil milhões de marcos, por um período de 30 anos, o que não teve quase impacto na crescente economia alemã.
O resgate alemão foi feito por um conjunto de países que incluíam a Grécia, a Bélgica, o Canadá, Ceilão, a Dinamarca, França, o Irão, a Irlanda, a Itália, o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, o Paquistão, a Espanha, a Suécia, a Suíça, a África do Sul, o Reino Unido, a Irlanda do Norte, os EUA e a Jugoslávia. As dívidas alemãs eram do período anterior e posterior à Segunda Guerra Mundial. Algumas decorriam do esforço de reparações de guerra e outras de empréstimos gigantescos norte-americanos ao governo e às empresas.
Durante 20 anos, como recorda esse acordo, Berlim não honrou qualquer pagamento da dívida.
Por incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se encontrava.
Ora os custos monetários da ocupação alemã da Grécia foram estimados em 162 mil milhões de euros sem juros.
Após a guerra, a Alemanha ficou de compensar a Grécia por perdas de navios bombardeados ou capturados, durante o período de neutralidade, pelos danos causados à economia grega, e pagar compensações às vítimas do exército alemão de ocupação. As vítimas gregas foram mais de um milhão de pessoas (38 960 executadas, 12 mil abatidas, 70 mil mortas no campo de batalha, 105 mil em campos de concentração na Alemanha, e 600 mil que pereceram de fome). Além disso, as hordas nazis roubaram tesouros arqueológicos gregos de valor incalculável.
Qual foi a reacção da direita parlamentar alemã aos actuais problemas financeiros da Grécia? Segundo esta, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e objectos de arte para reduzir a sua dívida.
Além de tomar as medidas de austeridade impostas, como cortes no sector público e congelamento de pensões, os gregos deviam vender algumas ilhas, defenderam dois destacados elementos da CDU, Josef Schlarmann e Frank Schaeffler, do partido da chanceler Merkel. Os dois responsáveis chegaram a alvitrar que o Partenon, e algumas ilhas gregas no Egeu, fossem vendidas para evitar a bancarrota.
“Os que estão insolventes devem vender o que possuem para pagar aos seus credores”, disseram ao jornal “Bild”.
Depois disso, surgiu no seio do executivo a ideia peregrina de pôr um comissário europeu a fiscalizar permanentemente as contas gregas em Atenas.
O historiador Albrecht Ritschl, da London School of Economics, recordou recentemente à “Spiegel” que a Alemanha foi o pior país devedor do século xx. O economista destaca que a insolvência germânica dos anos 30 faz a dívida grega de hoje parecer insignificante.
“No século xx, a Alemanha foi responsável pela maior bancarrota de que há memória”, afirmou. “Foi apenas graças aos Estados Unidos, que injectaram quantias enormes de dinheiro após a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, que a Alemanha se tornou financeiramente estável e hoje detém o estatuto de locomotiva da Europa. Esse facto, lamentavelmente, parece esquecido”, sublinha Ritsch. O historiador sublinha que a Alemanha desencadeou duas guerras mundiais, a segunda de aniquilação e extermínio, e depois os seus inimigos perdoaram-lhe totalmente o pagamento das reparações ou adiaram-nas. A Grécia não esquece que a Alemanha deve a sua prosperidade económica a outros países. Por isso, alguns parlamentares gregos sugerem que seja feita a contabilidade das dívidas alemãs à Grécia para que destas se desconte o que a Grécia deve actualmente.
Por: Sérgio Soares
Nota: E mais não digo...
domingo, 27 de maio de 2012
The choice.

WHAT will become of the European Union? One road leads to the full break-up of the euro, with all its economic and political repercussions. The other involves an unprecedented transfer of wealth across Europe’s borders and, in return, a corresponding surrender of sovereignty. Separate or superstate: those seem to be the alternatives now.
In recent months we have concluded that, whether or not Greece stays in the euro, a rescue demands more. If it is to banish the spectre of a full break-up, the euro zone must draw on its joint resources by collectively standing behind its big banks and by issuing Eurobonds to share the burden of its debt. We set out the scheme’s nuts and bolts below. It is unashamedly technocratic and limited, designed not to create the full superstate that critics (and we) fear.
Is the euro really worth saving? Even the single currency’s diehard backers now acknowledge that it was put together badly and run worse. Greece should never have been let in. France and Germany rode a coach and horses through the rules designed to prevent government borrowing getting out of hand. The high priests of euro-orthodoxy failed to grasp that, though Ireland and Spain kept to the euro’s fiscal rules, they were vulnerable to a property bust or that Portugal and Italy were trapped by slow growth and declining competitiveness.
Note: Whatever!...

