quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Goldman Sachs mais que duplica exposição negativa a dívida portuguesa.


Banco de investimento reforçou a aposta na queda dos activos portugueses, já que em Junho o valor da exposição de mercado à dívida soberana e empresarial portuguesa era negativo em mais de 200 milhões de dólares, quando em Março estava abaixo dos 100 milhões.

O Goldman Sachs voltou a reduzir a exposição directa à dívida pública portuguesa no segundo trimestre, bem como à dívida de empresas nacionais, o que resultou num reforço da exposição negativa aos activos portugueses.

Na apresentação trimestral enviada ao regulador do mercado dos EUA, a Securities and Exchange Commission, o banco voltou a apresentar de forma detalhada a sua exposição aos países da periferia da Zona Euro.

No caso de Portugal, destaca-se que no global, o valor da "exposição de mercado" é mais negativo em Junho deste ano do que no final do primeiro trimestre. Em Março a "exposição de mercado" era negativa em 98 milhões de dólares e no final do segundo trimestre situava-se em 207 milhões de dólares negativos.

Esta "exposição de mercado" (expressão utilizada pelo próprio banco) resulta da combinação dos investimentos do Goldman Sachs em dívida soberana, dívida empresarial, acções (activos em que o banco praticamente não investe em Portugal) e derivados de crédito.

Em Junho, o Goldman Sachs tinha em carteira 26 milhões de dólares em dívida pública portuguesa, menos 41% do que em Março. Mas o corte mais significativo foi registado na dívida empresarial portuguesa, onde o Goldman cortou o investimento em 75%, para 149 milhões de dólares.

Esta exposição directa do Goldman a activos portugueses (175 milhões de dólares em dívida soberana e de empresas) é mais do que anulado pelo facto de o banco ter uma posição negativa de 382 milhões de dólares em derivados de crédito. Títulos que tanto podem servir para cobrir risco, como para tirar partido de um agravamento da percepção dos investidores em relação a Portugal.

Nota: Será que os “nossos tecnocratas do Governo” tem a noção de que todos os sacrifícios pedidos aos portugueses redundou... num completo fracasso?

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